Bem Vindo

- Com esta série não é pretendido fazer história, mas sim é visado, ao lado das imagens, que poderão ser úteis aos leitores, a sintetizar em seus acontecimentos principais a vida da Cidade de Porto Alegre inserida na História.

Não se despreza documentos oficiais ou fontes fidedignas para garantir a credibilidade; o que hoje é uma verdade amanhã pode ser contestado. A busca por fatos, dados, informações, a pesquisa, reconhecer a qualidade no esforço e trabalho de terceiros, transformam o resultado em um caminho instigante e incansável na busca pela História.

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- Em História, não podemos gerar Dogmas que gerem Heresias e Blasfêmias e nos façam Intransigentes.

- Acompanhe neste relato, que se diz singelo; a História e as Transformações de Porto Alegre.

Poderá demorar um pouquinho para baixar, mas vale à pena. - Bom Passeio.

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sexta-feira, 10 de março de 2017

Tilburi

Do Tilburie ao Bonde

- Um limite muito claro que colocava Porto Alegre frente as transformações necessários para seu desenvolvimento era o transporte público.

Antes do século XIX, o transporte se resumia a palanquins e carruagens particulares.

Durante o fim do século XVIII e a primeira metade do século XIX, os meios de transporte em Porto Alegre tinham poucos lugares e a instabilidade de suas estruturas mecânicas tornando-os barulhentos e pouco confortáveis.

Segundo Walter Spalding, “Havia, ainda, o transporte fidalgo – a “cadeirinha” – carregada por quatro escravos ou lacaios.

Segue:

“O auge dos transportes coletivos foi o das viagens puxadas por parelhas de cavalos de carroças, caleças (carruagem de quatro rodas e dois assentos, puxadas por parelha de cavalos; vem do francês caleche), os tilburis (carro de dois assentos e quatro rodas, sem boleia, sem capota, puxado por um só animal, do inglês Tilbury), jardineiras (carro de quatro rodas, puxado por cavalos, de uso geralmente em estâncias) e até  carretas (carro de duas rodas) que pacientes juntas de bois arrastavam pelas estradas e campos, até as ruas das vilas e cidades”.

- Tílburié é uma carruagem leve, sem cobertura de duas rodas, era uma pequena viatura de praça, espécie de *cabriolet* de dois lugares (tibureiro e passageiro), puxado por um só cavalo. 

Tilburie em Porto Alegre

Ponto de Tilburie junto a Praca XV

Ponto de Tilburie na Rua Sete de Setembro junto a Praca da Alfandega

Dois Tilburie em frente ao Banco da Provincia

Em 1818, foi inventado pelo inglês Gregor Tilbury, montado pela empresa construtora de carruagens, Mount Street. O condutor tem assento junto do passageiro. Na altura em que foi inventada serviu de carruagem de aluguel na cidade de Londres.


- O nome foi derivado de seu inventor, Gregor Tilbury.

Por volta de 1830, de Londres, o veículo foi ter em Paris, e de lá para o Rio de Janeiro.'

- No Brasil, este tipo de carruagem ganhou capota e foi utilizado como meio de transporte coletivo de um passageiro (o outro assento era ocupado pelo tilbureiro/condutor).

- Por coincidência, uma das primeiras pessoas a utilizar esses carros com assiduidade, no Rio de Janeiro, foi o padre William Paul Tibury, conhecido professor de inglês.

- Como as pessoas diziam, ao ouvir o carro, “aí vem o Tilbury”, muitos pensaram que o padre havia dado nome ao veículo.

- Em Porto Alegre, os principais pontos eram na Praça Conde D’Eu (Praça XV) e na Praça da Alfândega existia os carros de aluguel, puxada a cavalo, “os Tílburis”.

- Estes meios de transportes foram utilizados ainda por muito tempo.

Maxambomba

A partir da segunda metade do século XIX, passaram a conviver com o símbolo da modernidade, no que se refere ao transporte coletivo: o Bond. Precedido pela Maxambomba, que trafegava por trilhos de madeira, mas que já representava significativo avanço nos transportes públicos, o bonde com trilhos de ferro e puxados por animais, no caso o burro, deu à cidade novos ares. 

Bonde puxado por burros, Rua Duque de Caxias

A cidade crescia pelos trilhos de ferro do bonde. Trajeto que dava o sentido e a direção do crescimento urbano. Diminuição das distâncias e aumento dos espaços de sociabilidade, promovidos pelo transporte coletivo; - símbolo inconteste do progresso da cidade.

Bonde

Com a criação da Carris em 1872, (Carris de Ferro Porto-Alegrense) ocorreu novo melhoramento dos transportes. As linhas ainda com percursos não longos, como a cidade pedia, foram melhoradas. 

Segundo Walter Spalding, com a criação da Carris foram estendidas linhas para todos os arrabaldes: Navegantes, Menino Deus, Glória, Teresópolis e Partenon.

Além da Carris de Ferro Porto-Alegrense, em 1893, formou-se a Carris Urbanos, encarregada de explorar as linhas Independência e Floresta (Cristóvão Colombo).
A Esta companhia possuía carros fechados.

No decorrer do século XX o transporte sofreu grandes mudanças. Sustentado pelo ideal “desenvolvimentista”, os projetos de transporte público conduziram os caminhos da modernidade na cidade.

Bonde Elétrico

Em 1906, a Carris Urbanos fundiu-se a Carris de Ferro dando origem a Companhia Força e Luz, que além de implantar os bondes elétricos era encarregada do fornecimento de energia elétrica para a cidade.

O bonde elétrico iniciou em 1908 e encerrou em 1970. 

Chopp Duplo - 1908

Década de 1920 - Praca XV

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