Bem Vindo

- Com esta série não é pretendido fazer história, mas sim é visado, ao lado das imagens, que poderão ser úteis aos leitores, a sintetizar em seus acontecimentos principais a vida da Cidade de Porto Alegre inserida na História.

Não se despreza documentos oficiais ou fontes fidedignas para garantir a credibilidade; o que hoje é uma verdade amanhã pode ser contestado. A busca por fatos, dados, informações, a pesquisa, reconhecer a qualidade no esforço e trabalho de terceiros, transformam o resultado em um caminho instigante e incansável na busca pela História.

Dividir estas informações e aceitar as críticas é uma dádiva para o pesquisador.

- Este Blog esta sempre em crescimento entre o Jornalismo, Causos e a História.

Haverá provavelmente falhas e omissões, naturais num trabalho tão restrito.

- Qualquer texto, informação, imagem colocada indevidamente (sem o devido crédito), dúvida ou inconsistência na informação, por favor, comunique, e, aproveito para pedir desculpas pela omissão ou inconvenientes.

(Consulte a relação bibliográfica e iconográfica)

- Quer saber mais sobre determinado tema, consulte a lista de assuntos desmembrados, no arquivo do Blog, alguma coisa você vai achar.

A Fala, a Escrita, os Sinais, o Livro, o Blog é uma troca, Contribua com idéias.

- Em História, não podemos gerar Dogmas que gerem Heresias e Blasfêmias e nos façam Intransigentes.

- Acompanhe neste relato, que se diz singelo; a História e as Transformações de Porto Alegre.

Poderá demorar um pouquinho para baixar, mas vale à pena. - Bom Passeio.

Me escreva:

jpmcomenta@gmail.com






quarta-feira, 11 de julho de 2012

Homens, Comerciantes e Empresas
Porto Alegre
Situação das firmas na primeira década do século XX

Homens de Negócios, de Porto Alegre:
12) Alberto Bins;
8) Conrado A. de Campos Penafiel;
6) Dr. Victor Fischel;
3) Eduardo Secco;
13) Ernesto Neugebauer;
4) H. Brockmann;
18) João B. de Sampaio
2) João Day;
14) João Kappel Sobrinho
7) O falecido Jorge R. Petersen;
10) Juan Ganzo Fernandez;
1) L.C. Schneider;
16) Lucio Lopes dos Santos;
11) Major E. Arnt;
9) Manoel Py;
17) Oscar Augusto Schneider;
5) Sebastião de Brito;
15) Virgilio R. do Valle;

Comerciantes de Porto Alegre:
12) Antonio Francisco de Castro;
20) Antonio Rodrigues de Carvalho Junior;
19) C. Albino Sperb;
4) Capitão C. Booth;
16) Carlos Julio Becker;
3) Dr. Felisberto B. Ferreira de Azevedo;
26) Edmundo H. Teltscher Bastian;
9) Frederico H. Sperb;
7) Frederico Mentz;
25) Frederico Schmidt;
14) George Iken;
23) Gonçalo H. de Carvalho;
13) Gustavo Livonius;
6) O falecido H. Lüderitz;
5) H. D. Meyer;
18) Hemeterio Mostardeiro;
22) O falecido J. Guilherme Magnus;
24) O falecido João B. F. Azevedo;
1) João Pabst;
8) John Pätzel;
2) José Ferreira Porto;
11) José Salvador;
15) Julius Schröder;
21) Laudelino Fialho;
17) Nicolas Köhler;
30) Oscar Teichmann
29) Philip Edwards;
8) Philippe Ritter;
10) Raphael Arbos;

27) Tito Barbosa; 

Mostardeiro Irmãos e Cia.

- Desta importante casa, fundada em 1873 pelos srs. Antonio José Mostardeiro e João R. Lucheinger, são hoje sócios os srs. Hemeterio e Antonio Mostardeiro.
O negócio consiste na importação de modas e artigos de armarinho da Inglaterra, França, Alemanha e Estados Unidos, os quais são vendidos por todo o estado do Rio Grande do Sul, por onde a firma traz 5 viajantes.
O giro anual da casa vai a Rs. 1.500:000$000; e o capital é de Rs. 600:000$000.
O prédio em que funciona o estabelecimento, e que pertence aos srs. Mostardeiro Irmãos & Cia., é avaliado em Rs. 200:000$000.

O sr. Hemeterio Mostardeiro é presidente da Associação Comercial de Porto Alegre; e o sr. Antonio Mostardeiro, diretor do Banco do Comércio e da Caixa Econômica.


Nicolau Köhlker e Filho

- Nascido na Alemanha, em setembro de 1834, o sr. Nicolau Köhler veio para o Rio Grande do Sul em fevereiro de 1851.
Depois de passar alguns anos na casa de seu irmão como empregado, passou a interessado.
Negociara então a casa em importação de fazendas e exportação de produtos bovinos. Vindo seu irmão a falecer, continuou o sr. N. Köhler com a casa, dedicando-se à importação de fazendas e representando diversas fábricas e negociantes europeus.

Em fins de 1883, mudou o seu negócio para Porto Alegre e, com algumas alterações na firma, continuou no mesmo ramo.
Ultimamente, têm as transações desta casa, tomado grande desenvolvimento, atingindo as vendas, anualmente, a mais de Rs. 1.000:000$000.

Até 1902, foram os seus dois filhos sócios da firma; naquela data, porém, o mais velho, sr. Luiz Köhler, retirou-se, para se estabelecer por conta própria, ficando então o mais moço, sr. Nicolau Köhler. A firma até hoje se conserva Nicolau Köhler & Filho.

Krahe e Cia.

- A firma Krahe & Cia., anteriormente Gundlach & Krahe, mantém uma casa editora de livros instrutivos e é importadora, em grande escala, de livros, papéis, artigos para escritório, pianos e músicas, brinquedos, objetos de arte e miudezas.
Foi fundada há 43 anos e gira com o capital de Rs. 100:000$000.
Os artigos são importados, na sua maior parte, da Alemanha e da Inglaterra.
A firma é proprietária dum bem montado estabelecimento de pautação e encadernação. O Annuario do Rio Grande do Sul e Koscritz Volkskalender são edições da casa.

Para propaganda dos seus negócios, têm os srs. Krahe & Cia. dois viajantes que percorrem os estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, além de todo o estado do Rio Grande do Sul.
Na cidade de Cachoeira, pertencente a este último estado, há uma filial, sob a razão social de Martin Krahe; e na cidade de Pelotas, uma agência, a cargo do sr. Hermann Schroeter.

Os membros componentes da firma são os srs. J. F. Krahe, sócio-gerente, e dr. Constante Jepherson, advogado, comanditário.
O sr. J. F. Krahe nasceu em 1872 na Alemanha, onde fez os seus estudos e adquiriu a prática comercial. Vindo para Porto Alegre, em 1889, foi viajante de diversas firmas, durante alguns anos, pelo interior do estado.
Em 1898, entrou para a firma Gundlach & Cia. e dois anos depois adquiriu os negócios desta. O sr. Krahe é membro de diversas sociedades locais e se interessa vivamente pela avicultura e plantação de árvores frutíferas, para o que possui e cultiva a Quinta To-Hus, situada algumas léguas distante de Porto Alegre.


Strunck e Pätzel

- A firma Strunck & Pätzel é bem conhecida em todo o estado do Rio Grande do Sul. Importa fazendas de algodão da Inglaterra, Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Itália e Suíça, todas compradas e despachadas pelos seus agentes em Hamburgo, srs. Fernando Krachadt & Cia.
A casa tem 5 viajantes que representam os seus interesses no estado. O seu giro anual é de cerca de Rs. 1.000:000$000.
Os sócios são os srs. Alfred Strunck e John Pätzel; e o capital empregado no negócio é de Rs. 400:000$000.
O sr. Pätzel nasceu e se educou em Hamburgo e veio para Porto Alegre em 1878. Durante 29 anos, foi empregado da casa Jacobi, e em 1897, de sociedade com o sr. Strunck, estabeleceu a casa atual.
O sr. Pätzel foi três anos cônsul da Dinamarca e da Suécia, e é agora diretor da Associação Comercial e diretor-gerente duma fábrica de meias.
É membro de todos os clubes locais e também presidente do Verband Deutscher Verein, de Porto Alegre.


Jung, Jacobi e Cia.

- Estabelecida há mais de 40 anos pelo sr. Roberto Jacobi, o qual agora reside em Hamburgo, esta firma faz grande negócio de fazendas por todo o estado do Rio Grande do Sul.
As suas mercadorias são importadas da Inglaterra, Alemanha, Suíça, Bélgica, França e Estados Unidos da América do Norte.
As compras são feitas pelo sr. Jacobi; e a firma só faz negócios na base de atacados.
A firma tem sete viajantes trabalhando por sua conta.

Os atuais sócios são os srs. Frederico Jung, Theodor Jacobi (filho do fundador) e Ernesto Jung.
Todos os sócios nasceram em Porto Alegre, mas foram educados e adquiriram prática comercial na Alemanha.
O sr. Theodor Jacobi passou também um ano em Manchester e, depois de servir no exército alemão, esteve um ano em Paris. Em 1900, voltou para Porto Alegre e se tornou sócio da firma.
É presidente do Club Germania e do Clube de Tênis Walhalla, e faz parte da diretoria da Associação Comercial.
Os srs. Frederico e Ernesto Jung também visitaram a Inglaterra e a França.
O primeiro entrou para a casa, como empregado, em 1898, e tornou-se sócio em 1900; o segundo tornou-se sócio em 1908.


Carlos Drügg e Cia.

- A firma Carlos Drügg & Cia., fundada em 1891 pelo seu ataual chefe, sr. C. Drügg, e tendo como comanditário o sr. Carlos Daubt, negocia com o capital de Rs. 300:000$000 e realiza anualmente um total de vendas superior a Rs. 800:000$000.
O estabelecimento, que funciona num prédio de propriedade do sr. A. Daubt, importa da Inglaterra, Alemanha, França, Bélgica e América do Norte toda a qualidade de ferragens, óleos, tintas, miudezas, máquinas para agricultura, armas, munições etc., e tem em depósito diversos artigos de ferragens, fabricados no estado.

Para venda e propaganda dos seus produtos, emprega a firma seis viajantes que percorrem todo o estado.
O sr. Carlos Drugg nasceu em 1855, em Porto Alegre, onde foi educado e adquiriu a prática comercial.
É membro do Club Nacional de Tiro, por ele próprio fundado em 1906 e do qual já exerceu os cargos de presidente, vice-presidente e tesoureiro, este último durante cinco anos.


Franco, Ramos e Cia.

- Fundada há 60 anos pelo sr. Joaquim Caetano Pinto, passou esta casa por diversas mudanças de firma, até em 1896 se formar a firma atual de Franco Ramos & Cia., estabelecida à Rua 7 de Setembro, 94, e à Rua das Flores, 10.
Compõem esta o srs. Luiz de Nascimento Ramos, Adwaldo Franco e Almiro Franco, como sócios solidários, e José Maria Franco, como comanditário.
A firma negocia com o capital de Rs. 500:000$000 e o seu movimento anual vai além de Rs. 5.000:000$000.

Os srs. Franco, Ramos & Cia. são agentes gerais da Fábrica Sul Rio-Grandense, de Pedro Adamo Filho, de Nova Hamburgo, no estado do Rio Grande do Sul (calçados, arreios, artigos de viagem etc.).
Esta fábrica opera em todos os estados do Brasil, por intermédio exclusivo dos seus agentes gerais.
Os srs. Franco, Ramos & Cia., que também exportam erva-mate em grande escala, empregam, para o desenvolvimento de suas transações, comissões e propaganda dos artigos da fábrica Sul Rio-Grandense, oito viajantes que percorrem todos os estados. Para facilidade de embarque e desembarque de mercadorias em Porto Alegre, possuem um trapiche à Rua das Flores, 7.

O sr. Luiz de Nascimento Ramos nasceu em Porto Alegre, onde adquiriu a sua educação e prática comercial.
Faz parte do Conselho Fiscal do Banco da Província do Rio Grande do Sul e é membro da diretoria de diversas outras empresas.
O sr. Adwaldo Franco nasceu em Porto Alegre, onde se educou e fez a sua carreira comercial. Faz parte da diretoria da Praça do Comércio.
O sr. Almiro Franco nasceu em Porto Alegre, onde se educou e praticou o comércio.


A. Krall

- A agência em Porto Alegre da Hamburg Sudamerikanische e da Hamburg-Amerika Linie, serviço do Sul do Brasil, está a cargo, desde 1906, do sr. A. Krall, que veio substituir o antigo agente sr. M. Machlmann.

As duas importantes companhias alemãs mantêm um serviço regular entre Hamburgo e o estado do Rio Grande, havendo saídas mensais de Hamburgo, com escala pelos portos do Havre, Antuerpia, Leixões, Lisboa, Paranaguá, Desterro e São Francisco e sendo Rio Grande o ponto terminal da linha por não haver água suficiente para os vapores poderem seguir até Porto Alegre.
As mercadorias destinadas a este porto são transbordadas, em Rio Grande, em chatas apropriadas que são rebocadas pela Lagoa dos Patos, até o porto de destino.

A importação, que constantemente aumenta, provém em grande parte de Hamburgo e Antuérpia; mas são também importados gêneros ingleses em grande escala, com especialidade morins e outras fazendas, ferragens, folhas de ferro galvanizado etc. etc. A importância da colônia alemã de Porto Alegre é a razão do impulso das mercadorias alemãs e do progresso feito pelas linhas alemãs que visitam o Rio Grande do SUl.

Os principais gêneros de exportação são a cera, pedras de ágata, couros secos e salgados, crina, lã, e raras vezes fumo, pois que este produto obtém em Hamburgo preços muito inferiores aos pagos pela praça do Rio de Janeiro.
A maior parte dos couros salgados são exportados de preferência em navios de vela destinados para o Canal, à ordem.
Estes couros são embarcados em Pelotas e Rio Grande; e só as partidas que devem ser entregues a prazo fixo, no Havre ou Hamburgo, seguem em vapor.
Também se embarcam para Portugal pequenas partidas de farinha de mandioca, que é ali aproveitada para a extração do álcool.

As companhias de navegação hamburguesas são proprietárias duma grande frota de chatas e rebocadores para o serviço entre Rio Grande e Porto Alegre. Além destas embarcações, há outras apropriadas à descarga fora da barra do Rio Grande.
A descarga de mercadorias em Porto Alegre, que é feita para os trapiches, torna-se pouco dispendiosa e demorada.
O governo federal está atualmente em negociações para a construção de armazéns alfandegários e cais.

O agente, sr. A. Krall, nasceu em Erfurt (Alemanha), em 1870, praticou o comércio durante alguns anos em Londres, na Áustria e no estabelecimento bancário do sr. M. Love, em Innisbruck.
Fez o seu serviço militar na Alemanha e veio para Porto Alegre em 1896. E há 16 anos que presta os seus serviços às companhias alemãs.


Ervedosa e Danner

- Esta casa de drogas por atacado foi fundada há cerca de nove anos e passou às mãos dos proprietários atuais, os srs. J. B. Ervedosa e Eduardo Danner, em 1908.
O seu capital registrado é de R. 80:000$000; e o estoque do estabelecimento sobe a Rs. 120:000$000.

A firma importa toda a sorte de drogas e produtos químicos, que vende por todo o estado do Rio Grande do Sul; e é agente de vários preparados nacionais.
Têm também os srs. Ervedosa e Danner uma pequena fábrica, na qual preparam vários produtos.

O sr. Eduardo Danner educou-se na Alemanha e estudou química no seu país.
Em 1885, veio para Porto Alegre, como ajudante de farmácia; e onze anos depois assumiu a gerência dos negócios dos srs. Schröder & Cia.
Em 1898, associou-se com o sr. João Baptista Ervedosa, no atual negócio.

O sr. Ervedosa nasceu em Portugal e obteve o diploma de farmacêutico em 1888.
Veio, logo depois, para Porto Alegre, onde foi farmacêutico do hospital da Beneficência Portuguesa, durante um ano.
Por espaço de nove anos, foi sócio da drogaria Schröder & Cia.; e negociou depois, durante cinco anos, por conta própria, até que entrou, como sócio, para a casa atual.


Schröder e Cia.

- Esta casa foi fundada em 1850 pelo sr. Luiz Martel, francês, ao qual se associou Antonio Vicente Porto, português; e mais tarde, passou a ser propriedade do sr. Theod. O. Marquardsen.
Este contratou o atual chefe, sr. Julius Schröder, que, após alguns anos de empregado, comprou ao sr. Theod. O. Marquardsen a casa.
A firma foi, em 1892, mudada de Martel Vicente Porto para Schröder & Cia., sucessora de Martel Vicente Porto; e dela fazem parte atualmente os srs. Julius Schröder, com residência em Hamburgo, C. G. Altenbernd e Carlos Schröder Junior, residentes estes em Porto Alegre.

A firma possui duas farmácias e uma filial para a venda de instrumentos cirúrgicos, dentários e artigos fotográficos, e a matriz, em casa própria, sita à Rua Sete de Setembro, 108 e 110, todas nesta cidade.
A casa importa drogas e medicamentos da Europa e América do Norte; e fabrica preparados farmacêuticos, perfumarias etc., para o quê possui um bem montado laboratório, dirigido por um hábil farmacêutico-químico.

O sr. Carlos Altenbernd nasceu em 1858, na Alemanha, onde foi educado e adquiriu a prática comercial. Em 1883, veio para Porto Alegre e entrou, como empregado, para esta casa, da qual em 1892 se tornou sócio.
O sr. Altenbernd é membro das principais sociedades da cidade de Porto Alegre.


Christiano Felippe Fischer

- O sr. Christiano Felippe Fischer se estabeleceu com a Farmácia Fischer, em 1906, e desde logo obteve grande êxito.
O seu giro anual vai a Rs. 180:000$000 e o seu capital é de Rs. 100:000$000. As matérias químicas de sua importação provêm principalmente da Inglaterra, Alemanha, França e Estados Unidos.
Prepara também a casa muitos remédios, dos quais tem privilégio e que têm grande procura no mercado local.
O sr. Fischer é freqüentemente chamado pelo governo para fazer importantes análises químicas.

O sr. Fischer nasceu em 1868, em São Leopoldo, e recebeu o seu diploma em Ouro Preto (Minas Gerais) em 1889.
No ano seguinte, veio para Porto Alegre, como auxiliar da Farmácia Pasquier; e dois anos depois foi admitido como sócio.
Em princípios de 1906, estabeleceu-se por conta própria.
O sr. Fischer foi um dos principais fundadores da Faculdade Livre de Medicina de Porto Alegre, cujos diplomas são reconhecidos em todo o Brasil; e rege, na mesma faculdade, a cadeira de Química.


Antonio de Barcellos e Cia.

- Esta importante firma, importadora de fazendas, em Porto Alegre, foi fundada em 1867; dela são hoje sócios os srs. Antonio Soares Barcellos, J. Christian Wiltgen e Luiz Silveira Netto.

O sr. J. C. Wiltgen nasceu em 1870, em São Sebastião, Rio Grande do Sul; foi educado e adquiriu o seu tirocínio comercial em São Leopoldo.
Veio para Porto Alegre em 1888, entrando para a firma, como empregado, em 1895; foi feito interessado e sócio em 1897. Foi diretor da Praça do Comércio, durante cinco anos; faz parte dos principais clubes locais e é membro do Conselho Municipal, há três anos.


Nicolau Ely

- Esta conhecida casa de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, foi fundada em 1902 por Nicolau Ely, de nacionalidade brasileira.
As suas transações consistem na venda de tecidos e miudezas importadas diretamente das principais praças nacionais e estrangeiras.
Os escritórios e armazéns ficam em prédio próprio, à Rua Voluntários da Pátria, 10.

Antes de fundar o seu presente estabelecimento, foi o sr. Nicolau Ely sócio fundador e gerente da firma Ely & Cia., que existiu em Porto Alegre de 1887 a 1902 e tinha o mesmo ramo de comércio.
Na direção dos atuais negócios estão o proprietário e fundador da casa e seu procurador sr. Carlos Drügg Filho, auxiliados por pessoal competente.


J. G. Magnus

- Esta firma individual foi estabelecida em 1883 pelo sr. J. G. Magnus, hoje falecido, para o negócio de fazendas e miudezas, por atacado.
A casa, que tem um movimento anual de Rs. 500:000$000, importa diretamente da Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Bélgica etc. e vende para todo o estado, por onde traz dois viajantes, percorrendo as zonas do interior.

O sr. Magnus nasceu em Torres, estado do Rio Grande, em 1859.
Foi educado e praticou o comércio em Porto Alegre; e viajou por conta de diversas firmas da mesma cidade antes de se estabelecer por conta própria.


Grande Hotel

- Este hotel, montado com todo o conforto e de acordo com os princípios modernos de higiene, é propriedade dos srs. J. P. Bourdette e C. Cuervo.
O Grande Hotel tem 130 quartos e salão de jantar para 200 pessoas; tem também salão de visitas, sala de leituras, provida de todo o conforto, ótimas salas de banhos, frios ou quentes, banhos turcos e de vapor.
O hotel tem 25 empregados e em suas dependências existe um salão de barbeiro e outro de engraxates.
O estabelecimento é iluminado à luz elétrica, para o quê tem instalação própria, com ventiladores e estufas em diversas dependências.

No Grande Hotel têm se hospedado os viajantes mais ilustres, que depois da sua fundação, passaram pela cidade de Porto Alegre.
Entre eles se contam o marechal Hermes da Fonseca, por ocasião de sua eleição para presidente da República; o dr. Francisco Herboso, ministro do Chile; o senador Pinheiro Machado; o parlamentar e publicista italiano Enrico Ferri; os banqueiros franceses Fontaine e Lavaley e outros muitos.


Nieckele Irmãos

- A casa Nieckele Irmãos, estabelecida em Porto Alegre a 15 de setembro de 1910, teve por fundadores os srs. Carlos Nieckele Filho e Ricardo Louis Nieckele.
O seu primeiro negócio foi o de comissões, consignações e conta própria; ao registrar-se porém a safra de produtos bovinos, entrou a tratar da exportação de carnes para os portos do Norte, o que efetuou em grande escala, passando a ocupar lugar de destaque entre as casas congêneres.

Em 08 de junho do ano passado, faleceu um dos sócios, o sr. Carlos Nieckele Filho. Em liquidação, mas com o propósito de prosseguir, a firma continuou as suas transações e naquele mesmo mês foi crida a nova seção de Molhados em Grosso.
Em 30 de dezembro de 1911, retirou-se o sr. Herbert Nieckele, que, com o sr. Manoel Ignacio de Lacerda Werneck Filho, tinha procuração coletiva; e, por esta nova circunstância, ficou extinta a firma Nieckele Irmãos.

Sucedeu-lhe o sr. Ricardo L. Nieckele, único sócio sobrevivente e que continua com todos os negócios, constituindo também seu procurador o sr. Manoel Ignacio de Lacerda Werneck Filho.
A sede da matriz continua a ser na cidade do Rio Grande, com uma filial em Porto Alegre.

A firma representa atualmente as importantes casas e fábricas que se seguem:
Do Rio de Janeiro - Theodor Wille & Cia., Davidson, Pullen & Cia., Hsenclever & Cia., Louis Hermanny & Cia. e Mario Nazareth;
De São Paulo - Duprat & Cia.;
De Pernambuco - Silva Guimarães & Cia.;
De Porto Alegre - F. Decker & Filho e Gustav Livonius;
De Taquari - Sindicato Apícola Rio-Grandense;
De Hamburgo - Albert Winkelmann; de Cassel - Salzmann & Cia.; de Rüdesheim-a./Rhein - M. Beiderlinden; de Manchester - Merttens Co. Ltd.; de Bordeaux - Arthur Spann & Cia., les Fils de F. Schmidt;
De Nova York - K. Mandell & Cia.; de Longport - Thomas Hugues & Son Ltd.


José Mena

- Esta casa, fundada em 1880, em Livramento, começou a girar sob a razão social de Mena & Cia. e abriu uma filial na cidade de Cruz Alta.
Em 1890, abriu o sr. José Mena casa em Rio Grande, sob a sua firma individual; e há 14 anos que mudou essa casa para Porto Alegre.
O seu ramo de negócio é a importação de fazendas estrangeiras que vende, não só na cidade, como no interior do estado, por onde a casa traz, em constante serviço, três viajantes.


Luiz Voelcker e Cia.

- Esta firma, estabelecida em Porto Alegre, com loja de ferragens, tem por sócios os srs. Luiz A. Voelcker, Gustav Casper e a firma Bromberg & Cia.
O sr. Luiz Voelcker nasceu na Alemanha, em 1861. Veio para Porto Alegre em 1884, como empregado da casa Bromberg & Cia.; em 1892, fundou a sua presente casa de negócio.

O sr. Gustav Casper nasceu em 1860, na Alemanha, e neste país, como também na Itália e Bélgica, praticou o comércio durante sete anos.
Vindo para Porto Alegre em 1886, empregou-se na casa Bromberg & Cia. como guarda-livros, até 1895, quando entrou para a presente firma. Os srs. Voelcker e Casper são ambos membros dos principais clubes locais.


Augusto Greather

- Esta casa, que foi estabelecida pelo sr. Augusto Greather em 1884, com o capital de Rs. 80:000$000, importa livros, papel, objetos para escritório, brinquedos, quinquilharia, sementes etc., da Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Bélgica e Estados Unidos. A firma tem agências em Berlim, Milão e Paris.
Os seus negócios se estendem a todo o estado do Rio Grande do Sul, pelo qual a casa traz três representantes em contínuo serviço.
Mantém também uma sucursal em São Leopoldo. O giro anual da casa vai a cerca de Rs. 100:000$000.

O sr. Greather nasceu, educou-se e adquiriu a prática comercial na Alemanha. Em 1884, veio para Porto Alegre e estabeleceu o negócio atual.
É proprietário; e o prédio de sua residência, à Rua da Independência, é avaliado em Rs. 80:000$000.


Gustav Livonius

- O sr. Gustav Livonius se estabeleceu em Porto Alegre, na qualidade de agente geral, no estado, de diversas companhias de seguros, em 1886.
As companhias que o sr. Livonius representa são:
A Preussische National Versicherungs Gesellschaft em Stettin, seguros contra o fogo; Mannheimer Versicherungs Gesellschaft, em Mannheim, seguros marítimos; Northern Insurance Company Limited, com sede em Londres, seguros contra o fogo; Companhia Cruzeiro do Sul, no Rio de Janeiro, seguros de vida e contra acidentes.

O sr. Gustav Livonius é comissário de avarias de diversas companhias e representante da Verein Hambuger Assekuradeure, em Hamburgo, e do Comité des Assureurs Maritimes, de Paris.


Companhia Telefônica Rio-Grandense

- O serviço de comunicações telefônicas no estado do Rio Grande do Sul foi iniciado pela Empresa Industrial Construtora do Rio Grande do Sul, proprietária dos centros telefônicos estabelecidos nas cidades de Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre, e bem assim dos privilégios concedidos pelas extintas Câmaras Municipais das três cidades, constantes dos contratos que adquiriu.
O da cidade de Porto Alegre é datado de 8 de março de 1884 e o da do Rio Grande de 27 de maio de 1885, ambos por 15 anos; e o da de Pelotas é datado de 13 de outubro de 1886, por dez anos.
Todos esses privilégios foram aprovados pela Assembléia Legislativa da antiga província.

Para comprar o acervo daquela empresa, organizou-se em Pelotas, a 24 de maio de 1895, uma sociedade anônima de responsabilidade limitada, sob a denominação de Empresa União Telefônica, com o capital de Rs. 500:000$000, que foi, mais tarde, elevado a Rs. 600:000$000.
Esta sociedade continuou explorando, sem concorrentes, os serviços de sua antecessora nas três cidades acima mencionadas, até que, tendo já há muito expirado o prazo do privilégio que possuía, o coronel Juan Ganzo Fernandez, proprietário de diversos centros telefônicos em várias localidades do estado, obteve em 1906, da Intendência Municipal de Pelotas e da de Rio Grande, concessões para instalar centros telefônicos nessas duas localidades.

Estabelecidos tais centros e após um ano de funcionamento, solicitou a Sociedade concessão para instalar um novo centro na capital do estado. Havendo o coronel Ganzo Fernandez, para continuação desse e outros negócios, organizado a firma Ganzo, Durruty & Cia., iniciou, em 1908, as obras do centro telefônico de Porto Alegre, para as quais, no ano anterior, obtivera concessão do governo desse município.

Em maio desse ano, incorporou-se à mesma firma a Companhia Telefônica Rio-Grandense, que em 15 do mês seguinte ficou definitivamente instalada, e tomou a si todos os negócios da seção de telefones pertencentes a Ganzo, Durruty & Cia. O capital da nova companhia, em seu início, era de Rs.1.100:000$000, quantia que, em virtude de resolução da assembléia geral realizada em 15 de abril do corrente ano, foi aumentada para Rs. 1.300:000$000.

Para fazer face às despesas resultantes do acréscimo de suas instalações primitivas, contraiu ela um empréstimo de Rs. 500:000$000, em obrigações ao portador, ao juro de 8%. Tendo posteriormente feito aquisição da Empresa União Telefônica, emitiu um segundo empréstimo de Rs. 800:000$000 nas condições do precedente.

Com a realização dessa compra, está a Companhia Telefônica Rio-Grandense unificando o serviço nas localidades em que existem dois centros telefônicos, de forma que, presentemente, estão funcionando os seguintes, de acordo com diversos privilégios e concessões municipais:
Porto Alegre, Pedras Bancas, Barra do Ribeiro, Itapoã, Belém, Tristeza, Canoas, Pelotas, Piratini, Monte Bonito, Cascata, Capão do Leão, Rio Grande, Povo Novo, Quinta, Ilha dos Marinheiros, Ilha do Leopídio, Cassino, São Leopoldo, Retiro, Nova Hamburgo, Santa Cruz, Vila Tereza, Rio Pardinho, Ferraz, São João do Montenegro, São Sebastião do Caí e São Lourenço.

Também de conformidade com as concessões que lhe foram dadas pelo governo do estado do Rio Grande do Sul, fez a companhia construir e estão funcionando as seguintes linhas intermunicipais:
Porto Alegre e São Leopoldo, 6 linhas, 33 quilômetros cada uma; Porto Alegre a Canoas, 2 linhas, 14 quilômetros cada uma; São Leopoldo a Caí e Montenegro, 2 linhas, 44 quilômetros cada uma; Pelotas a Rio Grande, 10 linhas, 65 quilômetros cada uma; Pelotas a Piratini, 1 linha, 63 quilômetros; Pelotas a São Lourenço, 5 linhas, 90 quilômetros cada uma; Santa Cruz a Venâncio Aires, 1 linha, 40 quilômetros; Santa Cruz a Poço do Sobrado, 1 linha, 20 quilômetros; Pelotas a Capão do Leão, 4 linhas, 17 quilômetros cada uma.

O centro de Porto Alegre, a subestação de Navegantes, nesta cidade, e os de Pelotas, Rio Grande, São Sebastião e Monte Bonito estão instalados em prédios da companhia, tendo sido o primeiro deles especialmente construído para esse fim e os demais convenientemente adaptados à natureza de tal serviço.

Na central que a companhia possui em Porto Alegre, funciona uma mesa múltipla, Siemens & Halske, de bateria central, com capacidade para 10.000 assinantes.
Existe um distribuidor primário, de ferro, também para 10.000 subscritores; 2 baterias de 12 acumuladores cada uma; e diversos dínamos, funcionando junto a motores, para carregar baterias e produção de luz.

Desta central, partem 25 cabos subterrâneos, os quais, por sua vez, na área da cidade em que a população é mais densa e em lugares mais adequados, se subdividem em outros, numa extensão de 42 quilômetros.

Na central de Pelotas, funciona uma mesa Siemens & Halske, a indutor múltiplo, de linhas duplas, para 1.600 subscritores e com capacidade para 3.000 linhas; na do Rio Grande, uma mesa Siemens & Halske, a indutor múltiplo, de linhas duplas, para 1.200 subscritores, com capacidade para 2.000 linhas; nas de São Lourenço, Santa Cruz, Montenegro, São Leopoldo, Ilha dos Marinheiros e Nova Hamburgo, mesas Standart, de 100 linhas duplas; nas do Capão do Leão, Monte Bonito e Povo Novo, mesas Standart, de 50 linhas; nas de Quinta e Cassino, mesas de 30 linhas; nas de Tristeza, Belém e Canoas, mesas de 25 linhas; nas de Vila Tereza e Barra do Ribeiro, comutadores de 20 linhas; nas de Itapoã e Cascata, comutadores de 12 linhas; nas de Rio Pardinho e Ferraz, comutadores de 10 linhas.

A companhia, em sua maior parte, usa os aparelhos:
De Estocolmo: J. Berliner, de Hanover; L. M. Ericson & Co.,
De Chicago: Western Electric Co. e Kellog Switchboard & Supply Co.


Bromberg e Cia.

- A firma Bromberg e Cia. figura entre as mais antigas e importantes, no seu ramo de negócio, do Rio Grande do Sul. Para se dar uma idéia da sua importância, basta dizer que, além das suas casas do Rio Grande, Pelotas, Santa Maria, Uruguaiana, Passo Fundo e Porto Alegre, neste estado, possui ainda filiais no Rio de Janeiro, Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai).

De vários portos ingleses, de Hamburgo, Antuérpia e de Nova York, importam os srs. Bromberg e Cia., em grande escala, todas as espécies de ferragens, ferro bruto, maquinismos para toda a sorte de indústrias, arame, máquinas para agricultores, cimento, tintas, cevada e lúpulo para cervejarias e outros materiais para uso de fábricas diversas.
A firma, que negocia a varejo e por atacado, tem igualmente uma bem montada seção de engenharia e outra para instalações elétricas.

Alguns dos maiores trabalhos de engenharia a executar no estado têm sido confiados aos srs. Bromberg e Cia.
A linha de Nova Hamburgo a Taquara, numa extensão de 46 quilômetros e em zona que tornava necessárias diversas pontes, foi por eles construída, assim como a da Cruz Alta a Ijuí, num percurso de 51 quilômetros.
Atualmente constroem os mesmos senhores uma linha de 40 quilômetros, de Ijuí a Sant'Angelo.

Pelas suas instalações de luz elétrica, adquiriu a firma grande fama.
Ultimamente, fez nada menos de 16 instalações para diversas Câmaras Municipais, algumas já terminadas satisfatoriamente e outras ainda em via de complemento.

O sr. Martin Bromberg

A firma tem trabalhado para o desenvolvimento do estado, pelos seus projetos de colonização; comprou vastos terrenos, grande parte com florestas ainda virgens e os quis, uma vez desbravados, serão muito apropriados a qualquer ramo de agricultura.

A firma tem grandes interesses em diversas das principais empresas do Rio Grande do Sul, como sejam fábricas de tijolos, plantações de arroz e serrarias, a fábrica de chapéus Oscar Teichmann, instalações elétricas e outras de força e luz.

Foi fundadora das casas:
João Day, Bromberg & Cia., importadores; Luiz Noelcher & Cia., negociantes a varejo, de ferragens, utensílios sanitários e caseiros; O Cilindro, importadores de máquinas de costura, utensílios para eletricidade, instalações elétricas, máquinas de escrever, espingardas e armas diversas, munições etc.; União de Ferros (Bromberg, Daudt & Cia.), importadores de ferro bruto, aço, cobre, bronze e outros materiais, ferramentas para ferraria e materiais para construção.

Bromberg e Cia., Porto Alegre:
1) Departamento de Máquinas;
2) Os armazéns e trapiche no Rio Guaíba, com um guindaste de 10 toneladas, o maior de Porto Alegre;
3) Vista geral dos armazéns, do lado do rio.

Os srs. Bromberg & Cia. são os únicos agentes, para o estado do Rio Grande do Sul, das casas:
- Siemens Schuckertwerke de Berlim, para instalações elétricas;
- Heinrich Lanz, Mannheim, fabricantes de locomóveis, debulhadeiras, desnatadeiras de leite;
- L. e C. Steinmiller de Gumersbach, caldeiras multitubulares ou inexplosíveis;
- Hannoversche Maschinenbawanstalt A. G. Hannover, locomotivas e máquinas a vapor, tipos para tipografia e prelos rápidos Phenix;
- Fred Krupp A. G., moinhos de qualquer espécie;
- Sellerhausen, máquinas para beneficiar madeiras, arados, semeadeiras, rastrilhos, máquinas para compor tipos, máquinas rotativas para impressão sem estereotipia, motores a gás, querosene etc., máquinas para funileiro e fabricação de latas de conserva; máquinas de costura Original Saxonia, máquinas de costura Original Victoria e New Home, ceifadeiras, trailhadeiras e outras máquinas agrícolas, tintas para impressão e litografia;
- Underwood Typewriter Co. New York, máquinas de escrever, tubos e outros artigos de borracha, desnatadeiras e máquinas para laticínios;
- Humber Limited, Coventry, automóveis, máquinas para litografia, máquinas para fabricação de fósforos, máquinas para encadernação, moinhos de trigo etc.

Os depósitos dos srs. Bromberg & Cia., que se comunicam com os armazéns, estão situados à margem do Rio Guaíba, onde aqueles senhores possuem uma ponte para o recebimento e expedição de mercadorias.
Nestes diversos prédios tem a firma a sua brigada de bombeiros com uma possante e moderna bomba elétrica, a qual pode ser transportada por meio dum carro sobre trilhos para qualquer parte do estabelecimento, que tem de comprimento 325 metros.
Nos armazéns de Porto Alegre estão empregadas 140 pessoas, além dos viajantes em propaganda da casa nos diversos pontos do estado.

Bromberg e Cia., Porto Alegre:
1) Departamento das ferramentas e tintas, nos armazéns de varejo;
2) Armazéns de varejo - departamento de esmaltes, chapas e eletricidade;
3) Trem carregado com maquinismos agrícolas para plantações de arroz: um simples carregamento para o interior, feito por Bromberg e Cia.;
4) Departamento dos utensílios de cozinha nos armazéns de varejo

A casa matriz acha-se em Hamburgo e foi o seu fundador, sr. Martin Bromberg, que iniciou os negócios no Brasil, abrindo uma filial em Porto Alegre, em 1863. Presentemente, os seus cinco filhos fazem parte da firma como sócios.
Um deles, o sr. Martin Bromberg Junior, acha-se em Hamburgo em companhia de seu pai. Os srs. Waldemar e Arthur Bromberg estão em Porto Alegre, o sr. Fernando Bromberg em RIo Grande e o sr. Erwin Bromberg 

Nenhum comentário:

Postar um comentário