Bem Vindo

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Não se despreza documentos oficiais ou fontes fidedignas para garantir a credibilidade; o que hoje é uma verdade amanhã pode ser contestado. A busca por fatos, dados, informações, a pesquisa, reconhecer a qualidade no esforço e trabalho de terceiros, transformam o resultado em um caminho instigante e incansável na busca pela História.

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Poderá demorar um pouquinho para baixar, mas vale à pena. - Bom Passeio.

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Parque da Redempção de Porto Alegre


A Redenção do Parque Farroupilha

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O Parque Farroupilha já teve vários nomes: "Várzea do Portão, Potreiro da Várzea, Campos da Várzea, Campos do Bom Fim, Redempção, Redenção", e já foi só uma área alagadiça e periférica de Porto Alegre. É a área de lazer mais antiga da cidade e foi constituída previamente a um traçado de parque.
Sabe-se que no início do século XIX essa área foi ocupada pelos carreteiros que vinham do interior e ali acampavam aguardando a entrega do gado aos matadouros próximos. Também há notícias de realização de rituais de escravos no local. No final do século XIX, na várzea que originaria o parque, já se instalara um circo de touradas e um velódromo, na época, as maiores diversões da população porto-alegrense.
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Vista Aérea, década de 1950
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Eixo transversal
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Localizado entre os bairros Santana, Bom Fim, Cidade Baixa e Centro, possui atualmente 37 Hectares e mais de 8 mil exemplares de vegetais, entre eles: Ipê-Roxo, Ipê-Amarelo, Araucária e até Pau-Brasil.
Estima-se que seja visitado por mais de 4 milhões de pessoas por ano.
No aniversário da cidade, realiza-se uma grande festa com um baile, shows, efeitos  de iluminação nos monumentos e fogos.
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Casarão junto a Várzea da Redempção (atual Colégio Militar) - 1905
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Data de Fundação do Parque Farroupilha: 19 de Setembro de 1935. Decreto nº 307
Projeto: Alfredo Agache, urbanista francês.
Administração: Secretaria Municipal do Meio Ambiente - SMAM
Área atual: 37 ha
Altitude: 10 m (média) em relação ao nível do mar.
Geologia: platô de baixa planície constituído por depósitos sedimentares, coluviões e eluviões, originados de rochas graníticas, formando solos de várzea com características hidromórficas.
Total de exemplares de vegetais: 8.716 (árvores e arbustivas)
Flora - Espécies Nativas: Ipê-roxo, Ipê-amarelo, Imbuia, Pau-brasil, Caporoca, Cedro, Butiá, Camboim, Chá de bugre, Maricá, Guapuruvu, Angico vermelho, Pitangueira, Araucária e outras.
Flora - Espécies Exóticas: Ginco, Tamareira, Figueira-sagrada, Araucária australiana, Ginkgo biloba, Amoreira, Eucalipto, Palmeira-californiana, Salso-chorão e outras.
Avifauna: Pombo-doméstico, Rolinha-picuí, Alma-de-gato, Anu-preto, Anu-branco, Beija-flor-dourado, João-de-barro, Tesourinha, Bem-te-vi, Sabiá-laranjeira e outros.
Visitantes: Mais de quatro milhões por ano.(estimado)
Segurança Permanente 24H: 12 Guardas do Esquadrão Ambiental da BM, 2 motos, 2 viaturas, Guarda Montada.
Segurança Específica: 4 Guarda-Parques.
Equipe de Manutenção da SMAM: 4 Técnicos de Nível Superior, 3 Assistentes Administrativos, 16 Jardineiros, 23 Operários especializados.
Serviços: Pedalinho, Passeio de Trenzinho, Container para coleta seletiva de lixo seco, Parque de Diversões, Mercado do Bom Fim (lojas de conveniências e lancherias), Cafeteria, Posto a da Brigada Militar, Feira Ecológica (sábados pela manhã), Brique da Redenção (domingos) e Posto de Informações e Administração do Parque.
Iluminação Pública: 399 luminárias totalizando 657 lâmpadas.
Espaços de Cultura e Lazer: Auditório Araújo Vianna, Estádio Gal. Ramiro Souto, Áreas de recreação infantil, Trilhas para caminhadas e corridas.
Programas: Educação Ecológica - Conhecendo o Parque Farroupilha - destinado principalmente a crianças e adolescentes.
Trabalho Prisional - Convênio com a Superintendência de Serviços Penitenciários onde presos em regime semi-aberto são empregados no Parque.
Prestação de Serviço a Comunidade - Recebimento de réus condenados pela Justiça Federal por crimes ambientais para a prestação de serviços.
Administração do Parque: Fone: 3286.4458 / e-mail: parquefarroupilha@smam.prefpoa.com.br
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Eixo Central, espelho d'água
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Histórico
A área do atual Parque Farroupilha foi doada à cidade em 1807, pelo Governador Paulo José da Silva Gama, com a finalidade de ser utilizada como potreiro para o gado que se dirigia aos açougues da Vila. Era então conhecida como "Potreiro da Várzea" ou Campos da Várzea do Portão.
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Governador Paulo Gama
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- No documento de doação havia uma cláusula estabelecendo que o local não poderia ser alienado sem expressa autorização de Sua Alteza Real, Dom João VI.
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- Essa cláusula foi que salvou o atual Parque Farroupilha, impedido por Dom Pedro I de ser loteado e vendido em 1826, por estar destinado a local para exercícios militares.

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Dom Pedro I
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- Em 1807, quando a área se localizava próxima ao portão de entrada da cidade, abrigava os carreteiros que comercializavam o gado da região, era chamada de "Campos da Várzea do Portão"
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Mapa de Porto Alegre, 1840, nesta época a cidade era fortificada com muro de proteção
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- Em 1867, recebeu a denominação “Campos do Bom Fim”, devido à proximidade com a Igreja Nosso Senhor do Bom Fim, junto a rua do Bom Fim (atual av. Osvaldo Aranha) e suas famosas festas que ali se realizavam.
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Igreja do Bom Fim, quase foi demolida na década de 1980 pela Cúria
Década de 2000
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Altar Mor
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- Finda a Guerra da Tríplice Aliança em 1870, surgiu a iniciativa de prestar uma homenagem ao mais ilustre dos oficiais gaúchos com participação naquele conflito: o general Manoel Luis Osório. 
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Marechal Osório
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Abriu-se para isso uma subscrição no Exército para a confecção de uma “Espada de Honra” que lhe seria doada.
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Espada de Honra
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Coube ao comandante da guarnição de Porto Alegre, o então coronel Deodoro da Fonseca, a tarefa de formalizar a homenagem. Como o produto da coleta foi em libras esterlinas, decidiu-se aproveitar o ouro dessas libras para confeccionar a espada. Joaquim Valentim, ourives com oficina no Rio de Janeiro, gastou 14 meses para acabar a obra.
Osorio chegou a Porto Alegre para a homenagem da doação a bordo do vapor Guayba. Uma multidão acompanhou, em 6 de agosto de 1871, um domingo, nos gramados do Campo do Bonfim (hoje Redenção), a cerimônia de doação da espada. Osorio chegou a cavalo, fardado e com a placa da Ordem Imperial do Cruzeiro fixada no peito.

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Marechal Deodoro da Fonseca
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Em novembro de 1877, o governo o autorizou o general a portar, quando fardado, a espada de honra que lhe fora doada em Porto Alegre. Atualmente, essa relíquia acha-se sob os cuidados do Museu Histórico do Exército – Forte Copacabana, no Rio de Janeiro.
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- Algum tempo depois a área ficou marcada para sempre: serviu de cenário ao importante movimento pela libertação do escravos, sendo denominada de Campo da Redenção.
Em 9 de setembro de 1884 a Câmara propõe a denominação de Campos da Redenção em homenagem a libertação dos escravos do terceiro distrito da Capital, registrando a significativa vitória da luta abolucionista local, que resultou na redenção de centenas de escravos um ano antes da libertação dos sexagenários e quatro antes da libertação geral do país. 
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Placa na Prefeitura
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Ata da sessão extraordinária da Câmara Municipal de 7 de setembro de 1884.

Sessão extraordinaria

COMMEMORATIVA DA REDEMPÇÃO DOS ESCRAVOS DO MUNICIPIO DE PORTO ALEGRE

Presidencia do Sr. Luiz Affonso de Azambuja

"Aos sete dias do mez de Setembro do anno de 1884, no Paço da Camara Municipal da Leal e Valerosa Cidade de Porto Alegre, Capital da Provincia de São Pedro do Rio Grande do Sul, reunida ao meio dia a corporação da mesma com os Srs. vereadores abaixo-assignados e assistencia do Exm. Sr. Presidente da Provincia, Conselheiro José Julio de Albuquerque Barros, autoridades civis e militares e grande numero de cidadãos convidados para este acto, foi aberta a sessão.
O Sr. Presidente declarando que convocára a Camara para commemorar a libertação dos escravos na cidade de Porto Alegre e seu municipio, propõe, para solemnisar de uma maneira perduravel o facto grandioso e patriotico, que o Campo do Bomfim passe a denominar-se Campo da Redempção.
É unanimemente approvada esta proposta.
Em seguida participa que vae convidar o Centro Abolicionista a dar entrada no salão, e nomêa para recebel-o uma comissão composta dos Srs. vereadores Gusmão, Rangel e Barbedo. Comparecendo o Centro perante a reunião da Camara, tomou a palavra o Presidente do mesmo, o Sr. Coronel Joaquim Pedro Salgado, e n’uma allocução que leu declarou á Câmara e á S. Ex. o Sr. Presidente da Provincia não haver um só escravo no municipio da Capital. Foi logo após cantado o hymno abolicionista composto para esta solemnidade. Findo o que tomou a palavra S. Ex. o Sr. Conselheiro Presidente da Provincia, congratulando-se com o municipio por esta victoria social.
Uma banda de musica, postada no salão, tocou o hymno nacional. Convidado então o Sr. Secretario do Centro Abolicionista a fazer entrega da bandeira do mesmo Centro á Camara Municipal, pronunciou estas palavras: “Deposito em poder do municipio o glorioso estandarte que o libertou.”
O Sr. Presidente da Camara respondeu: “A Camara conservará nos seus archivos, como um precioso deposito, este pendão das glorias de Porto Alegre.”
Passou o Sr. Torres Homem a ler a acta dos trabalhos do Centro Abolicionista, em que mencionava todos os nomes e factos importantes. Terminando, fez entrega ao Sr. Presidente da Camara do Livro de Ouro, em que foi escripta a acta. O Sr. Presidente da Camara saudou, em um discurso que leu, o triumpho abolicionista.
O Sr. vereador Gusmão apresentou a seguinte moção: “A Camara, reconhecendo a generosidade dos habitantes da Capital e de seu municipio, resolveu commemorar os serviços do Centro Abolicionista nas pessoas dos seus benemeritos Presidente Coronel Joaquim Pedro Salgado e Secretario Dr. Joaquim de Salles Torres Homem.”
Foi recitada uma enthusiastica poesia pelo Sr. Damasceno Vieira. Em seguida o Sr. Presidente da Camara levantou a sessão, convidando a S. Ex. o Sr. Conselheiro Presidente da Provincia, autoridades civis e militares e mais cidadãos presentes a assignar a presente acta, e eu José Caetano Ferraz Teixeira, no impedimento do Secretario, lavrei a presente acta.
José Julio de Albuquerque Barros, Luiz Affonso de Azambuja, Felizardo José Rodrigues Furtado, Francisco de Paula da Silva Rangel, Domingos de Souza Brito, Antonio Soares Amaya de Gusmão, Philippe B. de Freitas Noronha, Ignacio Antonio da Silva, José Pereira de Barbedo, Augusto Cesar da Silva, commandante das armas; Salustiano Jeronymo dos Reis, inspector dos corpos; Carlos Resin, Hellwig, consul allemão; P. Corte, consul da Italia, Edmund Telstscher, consul da Austria; A. Archer Junior, vice-consul britannico; João Pinto Ribeiro, vice-consul portuguez; Augusto Barbosa de Castro Silva, Joaquim Pedro Salgado, Joaquim de Salles Torres Homem, Plinio Alvim, secretario do Governo; Dr. Jayme de Almeida Couto, Alvaro Nunes Pereira, Coronel José Simão de Oliveira, Justo de Azambuja Rangel, Miguel Teixeira de Carvalho, Dr. Joaquim Gomes, João Damasceno Vieira Fernandes, Vicente José de Barcellos, Antonio de Azevedo Lima."
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Redenção, esse nome do parque permanece na memória dos Porto-alegrenses até a atualidade. Porto Alegre foi a primeira cidade do país a abolir a escravatura.
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Grupo de escravos libertos em 1884
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- O primeiro ajardinamento temporário ocorreu por ocasião da Grande Exposição Estadual de 1901, no vértice próximo a atual Praça Argentina.
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Exposição Estadual de 1901
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Inauguração da Exposição Estadual de 1901
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Atual Praça Argentina, junto a Escola de Engenharia - 1905
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Atual Praça Argentina - 1910
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- Nesta época ja existiam na área do Parque a Escola Militar (1872) e a Escola de Engenharia (1896).
A valorização do espaço proporcionou a instalação de equipamentos, tais como corrida de cavalos em círculo, circo para touradas e o velódromo da União Velocipédica.
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Em frente ao Colégio Militar, campo para Corrida de Cavalos.
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Campo de Corrida de Cavalos - final do séc. XIX
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O Circo de Touros era realizado aos domingos, quase em frente a rua do Império (atual rua da  República)
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Circo de Touros
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O Velódromo de Porto Alegre com pista de concreto era o segundo mais moderno do país, hoje em dia não temos nada igual em Porto Alegre.
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Velódromo - 1901
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- A primeira Partida de Futebol realizada em Porto Alegre foi na Varzea da Redenção, em frente ao Casarão da Várzea (atual Colégio Militar) no dia 07/09/1903, uma exibição do Sport Club Rio Grande, o clube mais antigo do Brasil, fundado em 19/07/1900. Jogaram o time A contra o time B e o resultado final foi 0 x 0, e o fundador do Grêmio, Cândido Dias da Silva (um jovem), estava lá.
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Casarão da Várzea (atual Colégio Militar) - 1910
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- Em 1914, o "Plano de Melhoramento e Embelezamento da Capital", elaborado pelo arquiteto João Moreira Maciel, na administração do Intendente José Montaury.
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O Intendente propôs a divisão do parque em nove quarteirões, sendo que o quarteirão demarcado por ocasião da Exposição de 1901 já se encontrava ocupado pelo Instituto de Eletrotécnica, o Colégio Júlio de Castilhos, a Faculdade de Direito e Escola de Engenharia e o fronteiro pela Faculdade de Medicina.
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Escola de Engenharia
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Área do Observatório
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Ginásio Júlio de Castilhos
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Instituto Técnico
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- O primeiro quarteirão foi ajardinado em 1927, recebendo a denominação de Parque Paulo Gama, conhecido atualmente como Roseiral.
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Parque Paulo Gama, a direita, junto a Exposição de 1935
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 A obra foi assim justificada pelo intendente:
"O bom gosto do povo despertou para estimar tão belo logradouro, no centro da figura da cidade, cousa que poucas capitais do mundo terão, e estimulei assim os vindouros para continuar o ajardinamento. Só daqui a dez ou vinte anos estará completo o Parque, mas isso pouco importa. Era necessário começar. Foi o que fiz e acabei de vez com o campo de pastagem de animais, para gáudio da população que tem bom gosto e que não tem jardins próprios."

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- O zoológico foi criado em 1927, para acolher animais silvestres provindos de comércio e cativeiros ilegais.
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Viveiro de aves
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- A idéia de unidade da área foi recuperada pelo anteprojeto de ajardinamento feito pelo arquiteto francês Alfred Agache, em 1928, que reforçou o conjunto através do eixo transversal e do lago. na administração do Prefeito Alberto Bins, foi elaborado o anteprojeto de ajardinamento do Campo da Redenção, o qual recuperou a unidade da área eliminando o parcelamento do projeto anterior. Esta unidade foi adquirida através do eixo central, criando um passeio, o grande lago e a integridade do parque como um todo.
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Ante Projeto de Agache
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Veja a semelhança entre os  projetos de Agache para o Rio de Janeiro e para Porto Alegre:
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Rio de Janeiro, aquarela do Plano Agache. Jardins Projetados na Ponta do Calabouço. 
Fonte: Editora Foyer Brésilien . Cidade do Rio de Janeiro, remodelação, extensão e embelezamento. ( Plano Agache ), 1930.
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Porto Alegre - 1935
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Eixo monumental - 1943
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Este ante projeto foi adotado parcialmente por ocasião da instalação da Exposição Comemorativa do Centenário da Revolução Farroupilha, em 1935, marco da ocupação global e da consolidação da área como parque urbano. Tal acontecimento foi fundamental para a implantação de Parque Farroupilha, pois através de um evento transitório efetivou-se a ocupação global e da consolidação deste espaço urbano.
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Vista da Exposição de 1935
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Pórtico da Exposição Farroupilha - 1935
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- No dia 19 de setembro de 1935, um dia antes da abertura da grande Exposição Farroupilha, o Campo da Redenção recebeu a denominação de "Parque Farroupilha", através do Decreto Municipal 307/35.
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Campos da Redenção, ainda um campo sem forma - 1935
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 Vista da Exposição Farroupilha de 1935
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Permaneceu o pavilhão do Pará, que sediou a Divisão de Parques e Jardins, até ser destruído pelo fogo em 1969, juntamente com todo o arquivo e memória deste serviço municipal.
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Pavilhão Pará - 1935
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- Em 1939 os pavilhões de estuque da Exposição Farroupilha foram demolidos e o Estádio Ramiro Souto e o Espelho d`Água no eixo central foram construídos.
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Espelho d'Água
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Eixo, década de 2000
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Parque Ramiro Souto
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- Os recantos Jardim Alpino, Jardim Europeu, Chafariz de Ferro e Jardim Oriental foram implantados em 1941.
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Recanto Oriental
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- O Monumento ao Expedicionário é resultado do concurso promovido em 1946 em homenagem aos combatentes da FEB que participaram da Segunda Guerra Mundial. O vencedor foi o escultor Antônio Caringi.
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Década de 1980
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- O Auditório Araújo Viana foi inaugurado em 1961. Concebido como auditório aberto, mais tarde recebeu a cobertura e o fechamento da platéia.
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Junto a Praça da Matriz - 1927
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Parque Farroupilha, início do século XXI
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- O Parque Farroupilha, tombado como patrimônio histórico, cultural, natural e paisagístico do Município em 1997, possui hoje 40 dos 69 hectares originais doados em 1807 pelo governador Paulo José da Silva Gama.
Com milhares de visitantes, principalmente aos finais de semana, esse espaço público é um dos principais pontos turísticos da Capital e cativa os seus freqüentadores pelas belezas que a natureza oferece.
O Parque Farroupilha é um patrimônio ambiental de Porto Alegre e parte indissociável das histórias de cada citadino. Quem não percorreu suas trilhas, namorou em seus recantos e passeou com os pedalinhos ou as velhas bicicletas.
Ao completar 60 anos (1935-1995) e ser eleito como o local mais querido dos cidadãos, o Parque Farroupilha, administrado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, conquistou não só o coração da cidade, mas também o coração de todos os Porto-alegrenses.
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Vista aérea - 1960
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Cronologia
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1807 – Doação da área.
1867 – Fica conhecido como Campos do Bom Fim.
1872 – Instalação de equipamentos para corrida de cavalos, touradas e o velódromo da União Velocipédica. Nesta época o Parque já era utilizado como local de recreação e entretenimento
1884 – Recebe o nome de Campos da Redenção.
1901 - Exposição Estadual Agropecuária e Industrial
1914 – Benfeitorias urbanísticas e proposição da divisão do Parque em nove quarteirões.
1928 – Anteprojeto do arquiteto e urbanista francês Alfred Agache para ajardinamento dos Campos da Redenção.
1935 – Exposição do Centenário da Revolução Farroupilha.
Em 19 de setembro de 1935 é alterado o nome para Parque Farroupilha, oficializada pelo decreto municipal n˚ 307/35.
1941 – Surgimento dos jardins temáticos: Solar, Alpino, Europeu e Oriental.
1978 – Surgimento do Brique da Redenção.
1997 – Tombamento como Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.
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Vista década de 2000
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Recantos
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Ancoradouro
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1943
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Década de 2000
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Situação atual
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1.Auditório Araújo Vianna
Auditório onde se realizam shows, apresentações e assembléias. Em 1927, foi instalado junto à Praça da Matriz. Em 1961, foi transferido para o Parque Farroupilha, por compensação pela construção do novo prédio da Assembléia Legislativa no local onde estava a antiga Concha. O nome é uma homenagem ao músico e compositor gaúcho, Araujo Vianna (1871-1916) foi um virtuoso compositor sul-rio-grandense, que, entre outras obras, compôs as óperas Carmela e O Rei Galaor.Foi projetado pelos arquitetos Carlos Maximiliano Fayet e Moacyr Moojen Marques e inaugurado pelo Governador Leonel Brizola em março de 1964.
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Década de 1980
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Década de 1980
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Auditório já com cobertura - década de 1990
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14.Autinhos Antigos - Parque de Diversão
O Parque de Diversões da Redenção é um dos mais antigos e tradicionais de Porto Alegre.
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Após funcionar durante muitos anos no início da Av. José Bonifácio, onde era chamado de "Minilândia", o parque foi transferido para o lado do estádio de futebol, ocasião em que foi também remodelado, tendo todos os seus brinquedos substituídos por equipamentos novos, mais modernos e mais seguros.
No Parque de Diversões, que agora se chama "Parquinho da Redenção", as crianças (e também os adultos) encontram 15 tipos diferentes de brinquedos como: Autinhos, Auto-choque, Balão, Barco Pirata, Calhambeque, Caminhão Truck, Carrossel, Flinstones, Grua, Jatão, Mini-montanha, Pescaria, Roda-Gigante, Trenzinho e Xícara.
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Parque de Diversões
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Os “Autinhos Antigos” foram instalados em 1952 no parque de diversões do Parque Farroupilha.
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Autin
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Estes autinhos são réplicas do Austin produzidos pela Austin Motors Company de 1950 a 1971 onde foram produzidos 32.100 autinhos (GARDINER; O’NEIL,1996). No Rio Grande do Sul, além deste conjunto funcionando no parque Farroupilha existem alguns poucos individuais em mãos de colecionadores, sendo que constam somente cinco unidades cadastradas no Veteran Car Club do Brasil – seção Rio Grande do Sul. Estes autinhos, justamente com vários recantos e equipamentos do Parque Farroupilha, foram tombados pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, em 1997.
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Autin
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Bancos
Os 500 bancos em cimento e assento de madeira que existiam no antigo Auditório Araujo Viana na Praça da Matriz, foram espalhados pelas praças da cidade, uma parte está na Redenção.
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Os banco do antigo auditório Araújo Viana, década de 1930
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Banco do antigo auditório Araujo Viana
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Banco do Recanto Oriental
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3.Embarcadouro - Bicicletário - Aluguel de Bicicletas -
atual Café do Lago
No lugar onde desde a criação do parque estava instalado o ancoradouro dos barcos e o bicicletário foi instalado a Cafeteria, é um dos mais novos recantos do Parque Farroupilha, criada no ano de 2001, no lugar onde desde a criação do parque estava instalado o ancoradouro dos barcos e o bicicletário.
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Com mesas colocadas a beira do lago, e algumas até avançando lago a dentro, no antigo trapiche dos barcos, a Cafeteria, chamada "Café do Lago", logo tornou-se um ponto de encontro para o happy-hour, onde pode se saborear um gostoso café, chá ou uma cerveja gelada, enquanto se escuta uma boa música, num local verdadeiramente deslumbrante.
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Atual Café do Lago
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2.Brique da Redenção
Criado em 1978, o Brique iniciou como “Mercado das Pulgas” e atualmente abriga aos domingos, na Av. José Bonifácio, 300 expositores de artesanato, antiguidades, gastronomia e artes plásticas. O Brique é palco de manifestações artísticas e políticas da comunidade e um dos pontos turísticos mais tradicionais da cidade. Todos os domingos a partir das 9:00 horas o Porto Alegrense tem o seu passeio preferido no Brique da Redenção. Ali se encontram dezenas de barracas de Artesanato, Artes Plásticas, Alimentação e Antigüidades, ao longo de toda a Avenida José Bonifácio.A Redenção fica repleta de pessoas passeando, conversando e tomando o seu chimarrão, especialmente nas manhãs ensolaradas.
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Pórtico da rua José Bonifácio
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Expositores
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Brique de Sábado
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Espaço para adoção
Adoção de cães e gatos onde são privilegiados os animais abandonados. As doações são programadas através de agendamentos na administração do Parque.
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 Realizado próximo ao estacionamento, ocorre quinzenalmente.
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Gatinhos
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Chafarizes de Ferro e Fontes
De origem francesa, foi adquirido em 1884 e instalado em frente a Alfândega na praça de mesmo nome, depois transferido para o Mercado Público. Em 1926 foi transferido para a Praça Pereira Parobé. Após a enchente de 1941, foi remontado no Parque Farroupilha onde está até hoje.
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Chafariz Imperial - década de 1960
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Chafariz do Roseiral
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6.Espelho d`Água
Construído em 1935, foi inicialmente utilizado como piscina. Formato atual, definido na década de 1970, reduziu a profundidade e eliminou degraus e luminárias.
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Eixo sem o espelho d'água - 1935
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Década de 1940
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O espelho no século XXI
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7.Estádio Ramiro Souto
Implantado em 1939 como suporte para a Escola de Cadetes, oferece atualmente pista atlética, setores de arremesso e salto, campos de futebol, quadra de voleibol, quadras poliesportivas, recantos para jogos de bocha, xadrez, dama e dominó e salas para atividades como ginástica, alongamento, dança e brinquedoteca.
Situado entre a Av. Oswaldo Aranha e a Rua José Bonifácio, esse estádio possui campo de futebol, futebol 7, futebol de salão, pista de atletismo, aparelhos de ginástica, quadras de vôlei e basquete.
O Parque Ramiro Souto foi inaugurado em 1943 pelo Colégio Militar e foi entregue à Prefeitura, que passou a administrá-la, em 1960. Hoje, a área de 3 hectares é um dos espaços mais importantes para a população realizar suas atividades esportivas, de recreação e de lazer. Além do campo de futebol e da pista de atletismo, o parque dispõe de quadras de vôlei, basquete, futsal, handebal, um campo de futebol de areia e um moderno módulo administrativo.
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Parque Esportivo
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Ainda na área do estádio funciona a AVEGA - Associação dos Veteranos Gaúchos do Atletismo.
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8.Feira Ecológica
É um dos espaços mais tradicionais de comercialização de produtos ecológicos no Brasil. Nas 135 bancas da Feira, que acontece aos sábados pela manhã na Av. José Bonifácio, são vendidos diversos produtos.
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Feira
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Oficializada em 2003, consiste em uma feira em 180 expositores, aos sábados na Av. José Bonifácio.
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9.Fonte Luminosa
Construída em Nova Iorque- EUA e transferida para o Parque em 1935 no eixo da Avenida dos Estados.
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 1935
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Essa fonte monumental traz a dança das águas elevadas em quatro estágios diferentes para mais de 8 metros de altura e iluminadas por 31 holofotes de diversas cores.
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Construção da fonte - 1935
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Noturno, Exposição Farroupilha - 1935
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Noturno, década de 2000
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2000
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Fonte no Eixo Central
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Fotografia
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10.Lago
Comporta cerca de 22 milhões de litros de água. Inspirado no estilo Art Decó, foi construído para a inauguração do Parque, em 1935, contendo carpas e tartarugas, cujas margens são vegetadas por plantas pantanosas - maricás, chorões, corticeiras.
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Vista do lago - 1935
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Década de 1950
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Década de 1960
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Inicio 2000
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11.Mercado Bom Fim
O Mercado Bom Fim é um ponto tradicional, localizado na esquina da Av. Osvaldo Aranha com a Av. José Bonifácio, edificado em 1938, foi interditado e demolido em 1996. Reconstruído em 2000, hoje possui 24 lojas e conta com bares, floriculturas, artesanatos, artigos de conveniência e Serviço de Atendimento ao Turista.
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Mercado
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12.Mini Zôo
O Minizôo foi criado em 1925, durante a implantação da primeira etapa da urbanização do Parque Farroupilha e a construção do Parque Paulo Gama.
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Aves aquáticas como gansos, patos e marrecos, que viviam em liberdade e utilizavam o lago do Parque Paulo Gama como seu habitat, foram os primeiros animais do minizôo.
Com o desenvolvimento da cidade e a preocupação em proteger esses animais e os que chegavam de doações, foram construídas no ano de 1927, gaiolas para abrigá-los, quando foi oficializado o Minizôo do Parque Paulo Gama. Em meados da década de 60, como a população de animais era considerável, alguns foram transferidos para o Zoológico de Sapucaia do Sul, permancecendo no Minizôo primatas e aves. Em 10 de novembro de 1984, para homenagear uma das mais conhecidas defensoras dos animais da cidade, recebeu o nome de Palmira Gobbi Dias.
Em 1988, os viveiros foram relocados para o interior do parque, com o intuito de não expor os animais ao ruído e à poluição atmosférica causada pelo tráfego intenso do entorno. O Minizôo encontra-se neste local até os dias de hoje, com 18 recintos, uma área aproximada de 2.800 m2, abrigando aves, mamíferos e répteis, num todal de 107 animais de 24 espécies, provenientes de doações de particulares ou de apreensões de tráfego e comércio ilegal realizadas pelos órgãos oficiais (IBAMA e Batalhão Ambiental). A alimentação fornecida aos animais é a mais próxima possível da consumida no seu habitat natural.
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Viveiro
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- Palmira Gobbi Dias (1909-1979) foi pioneira em Porto Alegre na luta pela preservação da vida dos animais, em sua Rural parava onde fosse e discutia a sua razão.
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Palmira Góbbi
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5.Monumento ao Expedicionário

Inaugurado em 16 de junho de 1957, o Monumento ao Expedicionário, feito em granito com a forma de um duplo Arco do Triunfo, com 12,50 m de altura, abriga a Pira da Pátria, ponto importante das comemorações da Independência do Brasil, no dia 7 de Setembro, e da Revolução Farroupilha, no dia 20 de Setembro.
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Os Arcos
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Terminada a II Guerra Mundial e rotornados ao Brasil os membros da Força Expedicionária Brasileira que haviam lutado contra o Eixo na frente italiana, o país se multiplicava em homenagens aos pracinhas e a seus feitos. Porto Alegre não era exceção, até mesmo porque eram gaúchos muitos dos soldados e dos oficiais que haviam participado da guerra.
Assim, em 1946, a imprensa da Capital publicou um edital abrindo concorrência para projetos e maquetas de um "arco do triunfo" para homenagear a FEB e seus soldados. Frente aos trabalhos apresentados, a comissão julgadora - composta por três engenheiros e dois professores de arte dividiu-se. O projeto do escultor Antonio Caringi, intitulado Altar da Pátria, que acabou escolhido, era criticado pelo professor Tasso Correa e pelo pintor João Fahrion, para os quais ele não cumpriu o item "arco de triunfo".
O monumento foi erguido na frente do Colégio Militar de Porto Alegre e inaugurado em 16 de junho de 1957.
O escultor Vasco Prado, uruguaianense, participou com dois projetos do concurso. O projeto escolhido foi o de Antônio Caringi. Em segundo lugar, ficou a proposta de Fernando Corona. Um dos projetos de Vasco Prado ficou em terceiro lugar.
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13.Orquidário
O Orquidário Municipal Gastão de Almeida Santos foi  inaugurado em 18 de setembro de 1953, o Orquidário Municipal está localizado próximo ao lago que lhe garante a umidade necessária para que se desenvolvam as exuberantes e maravilhosas orquídeas e bromélias, cuja comunidade excede 2173 exemplares de 86 espécies representativas do sul e do norte do Brasil, de outras regiões da América do Sul e do mundo. Realizam-se ali cursos regulares para orquidófilos e demais interessados.
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Orquidário
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19.Parque Paulo Gama
Também chamado de Roseiral, instalado em 1927, foi a primeira área urbanizada do local, com a fonte “O Menino com a Cornocópia”, e seus jardim em forma circular.
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Fonte com o menino da cornucópia
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Década de 1990, sem o detalhe do menino
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Pedalinho
Os pedalinhos localizam-se no lago da Redenção, tem o seu ponto de partida e bilheteria no Recanto da Ilha ou Embarcadouro.
Horários dos pedalinhos
Seg a Sexta - das 10h as 18h30min
Sáb/Dom/Feriados - das 10h as 19h
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Barcos à remo, década de 1940
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A empresa permissionária dos Pedalinhos está fazendo uma campanha de divulgação sobre a alimentação dos peixes, através de cartazes em torno do lago com os dizeres:
"Alimente corretamente os peixes e tartarugas."
Junto aos pedalinhos também pode ser adquirida ração para dar aos peixes.
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Embarcadouro década 1970
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Pedalinho Cisne
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Playgrounds
No Parque Farroupilha existem cinco áreas de recreação infantil, todas com os brinquedos tradicionais das pracinhas, como balanço, escorregador e gangorra, além de alguns canos, cubos e outras formas geométricas, confecionados em cimento e bastante coloridos, de forma a liberarem a imaginação da criançada.
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As áreas de recreação ficam assim localizadas: uma em frente a Av. João Pessoa (quase na altura da rua Luiz Afonso), ao lado do Lago, outra em frente a Av. José Bonifácio (quase na altura da rua Vieira de Castro), ao lado do Estádio Ramiro Souto, a terceira em frente a Cafeteria, a quarta, mais reduzida, na esquina da Avenida João Pessoa com a Rua Eng. Luiz Englert, atrás do monumento do Gaúcho Oriental e a quinta, também mais reduzida, ao lado do prédio do Instituto de Educação, em área que apesar de separada do corpo do parque pela Avenida Setembrina, também lhe pertence.
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Pracinha junto ao Embarcadouro
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Postinho
Antigo postinho da Brigada Militar, até a década de 1990.
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15.Recanto Alpino
Construído em 1941, em pedra roliça, está localizado numas das áreas mais altas do Parque.
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Século XXI
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16.Recanto Europeu - Pergolado Romano
O Pergolado Romano, com colunas jônicas, vasos em cimento e ferro fundido, pórtico triangular e trepadeiras.
Fazem parte do conjunto paisagístico árvores, ciprestes e arbustos esculpidos, jardins delineados, sugerindo ao visitante a bela paisagem da velha Europa.
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Recanto Europeu - Fonte Francesa
Implantado em 1941, é caracterizado pelo rigor geométrico típico dos jardins franceses, a Fonte Francesa - trata-se de um magnífico chafariz de ferro, doado pelo governo da França no século IXX, disposto no centro de uma área circundada por Palmeiras-da-Califórnia, que lembram um oásis.
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Chafariz Imperial
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Recanto
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Recanto Jardim Pitoresco
Neste espaço está a estátua do Gaúcho Oriental, fonte, lago com chafariz e tartarugas, e pontes.
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Recanto junto a av. João Pessoa
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4.Recanto da Ilha ou Belvedere
O embarcadouro dos barcos do lago do Parque Farroupilha, desde a sua criação, estava localizado onde hoje se localiza a Cafeteria.
Recentemente, em 2001, o embarcadouro foi transferido para a outra margem, onde existe o Belvedere, bem no meio do lago, em uma ilha, a qual se atinge atravessando uma bonita ponte, num recanto belíssimo, de onde se vislumbra toda a sua extensão.
Os pedalinhos que são alugados na bilheteria do embarcadouro desde março/2004 estão renovados e dispoem de boias e coletes salva-vidas, além de terem barcos para 2, 3 e 4 lugares, alguns em forma de cisnes. Os pedalinhos cisnes trouxeram um belíssimo visual a todo o lago e muito mais conforto e segurança para os seus usuários.
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Ponte de acesso ao Belvedere - 1935
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Belvedere - década de 1950
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Ilha, década de 1990
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17.Recanto Oriental
O Pagode que foi instalado em 1941 conta com dois leões, escultura de Buda, Miniatura do Vulcão Fuji Yama, além de lago e bancos em formato de dragão.
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Pagode de Buda
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Década de 1960
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Pórtico
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Ponte em arco
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Lago
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Recanto Solar
Com rosa dos ventos apontada para os pontos cardeais e orientando a localização geográfica do Parque. O relógio solar, na verdade não existe, porque, embora previsto no projeto, nunca chegou a ser concretizado.
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Recanto
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Suporte de Redes
Poucos sabem, mas o Parque Farroupilha coloca a disposição dos seus usuários um espaço destinado a colocação de redes para descanso, leitura ou contemplação.
O espaço conta com suportes para 10 redes e está localizado entre o Auditório Araújo Vianna e o Estádio Ramiro Souto, exatamente nos fundos do prédio destinado aos vestiários e administração do estádio.
O local é tranqüilo, a sombra é certa, já o silêncio... bem, este só se não houver nenhum show barulhento no auditório.
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Suporte para redes
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Trenzinho

Vasos e Luminárias



O passeio de trenzinho no Parque Farroupilha é um programa imperdível.
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A venda dos bilhetes para o passeio no trenzinho bem como a sua partida agora é em frente ao Café do Lago e o percurso desenvolvido estende-se por quase toda a área do parque.
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Operadores
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O trenzinho, que anteriormente era rebocado por um barulhento trator, agora é movido a gás, silencioso e não faz qualquer poluição. A foto que aparece ao lado é o trenzinho atual e nela aparece o novo permissionário deste serviço, Alexandre.
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Século XXI
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Vasos da redenção em cimento  ferro fundido.
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O Vaso de ferro fundido eu salvei da venda para o ferro velho em 2006, minha contribuição para com este Parque.
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Luminária do Recanto Oriental
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20.Soeral - Sociedade Esportiva Recanto da Alegria
É uma sociedade fundada em 28/12/1976, por freqüentadores do Parque Farroupilha, cuja finalidade é proporcionar aos seus associados uma área de lazer e entretenimento tranqüilo e saudável. A área da Soeral comporta duas canchas de Bocha cobertas e mais uma descoberta, além de mesas e equipamentos para a prática de Canastra, Dama, Xadrez e Dominó. Esta área é uma concessão da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, administrada e mantida exclusivamente pela Soeral, a qual providencia todo o material necessário, bem como a limpeza das instalações, além de manter uma Mini-Copa, onde os freqüentadores encontram cafés, refrigerantes, doces e salgados.
Toda esta infra-estrutura está gratuitamente aberta ao público em geral, exceto a área de jogos restritos aos associados.
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Cancha de bocha
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Acontecimentos na Redempção
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Exposição Estadual de 1901, junto a Escola de Engenharia na avenida Bom Fim (atual av. Oswaldo Aranha) marcou o início do século XX, destinada a exibir o desenvolvimento do Rio Grande do Sul em todas as suas atividades.
Estavam representados 60 municípios, com 2.200 expositores e 8.872 objetos classificados, mostrando as suas riquezas minerais, fauna, flora, indústria manufatureira e pastoril, artes e ciências.
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Exposição de 1901
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Exposição Farroupilha de 1935, em comemoração ao Centenário da Revolução Farroupilha 1835/1935, O Parque Farroupilha ganhou este nome em 1935, quando no então campo da Redenção, nesta época o parque ganhou grande parte da infra-estrutura atual. Naquela ocasião foram construídos alguns dos recantos que ainda hoje existem, bem como foram erguidos os pavilhões de quase todos os estados do Brasil.
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Pórtico de Entrada - 1935
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Congresso Eucarístico Nacional de 1948, naquela ocasião milhares de peregrinos de todo o país vieram a Porto Alegre e no Parque da Redenção foram realizadas diversas obras para construir o altar e preparar os espaços necessários para aquele grande evento.
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1948
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Baile da Cidade, durante a comemoração da Semana de Porto Alegre, ocorre no sábado o Baile da Cidade com música ao vivo e pista de dança, junto ao chafariz central, o primeiro baile foi realizado em 1989, instituído pela então prefeito Olívio Dutra. Naquele ano, cerca de mil pessoas participaram, o prefeito puxou no palco a primeira dança.
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Teixerinha e Mari Terezinha, na Redenção junto a fonte luminosa
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Visita ao Parque
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Monumentos
São 38 monumentos, entre os quais:
Monumento ao Expedicionário,
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Pira da Pátria,
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Gaúcho Oriental,
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Relógio da antiga Carris,
Coluna Jônica,
Árvore da Amizade,
Fonte Francesa,
Menino Nú,
Colônia Hebraica,

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Colônia Sírio-Libanesa
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Alberto Bins,
Brochado da Rocha 
Paulo Gama
e Outros.

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Planta do Parque Farroupilha - atual
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VERSÕES
A área da várzea já teve originalmente 69 hectares, quando era apenas uma espaço residual da cidade. Hoje o parque ocupa 37 hectares e continua mantendo o status de uma das mais importantes áreas verdes da capital. Está localizado junto ao centro de Porto Alegre entre os bairros da Cidade Baixa e Bom Fim e a sua topografia praticamente plana, é resultante dos sucessivos aterros realizados para cobrir essa área alagadiça.
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Atualmente o Parque Farroupilha possui uma forma trapezoidal definida pela malha urbana, com limites constituídos por grandes ruas e avenidas de intenso tráfego. Cada uma das bordas do parque tem sua característica própria, sendo todas elas mais ou menos permeáveis ao entorno urbano. Ora são bastante largas e desprovidas de arborização, ora apresentam-se estreitas e densamente arborizadas, com vias internas que isolam os usuários da cidade.
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A história do parque foi marcada por uma série de circunstâncias favoráveis que concorreram para a sua aparição.

A primeira iniciativa importante para definição da área que acabaria gerando o parque remonta ao ano de 1776, através de um alvará de D. Pedro I, que proibia a alienação da área sem sua autorização prévia.
A referência mais antiga de um plano para a área é do viajante Arsène Isabelle (2), que fala da transformação da planície em um jardim botânico, com um museu.
Quanto ao seu traçado, o parque foi foco de uma série de intervenções e projetos que a cada dia o transformaram mais.

O primeiro projeto de ajardinamento parcial da área atual do parque, ocorreu por ocasião da Exposição Estadual de 1901.

Posteriormente, no Plano Geral de Melhoramentos para a cidade, em 1914, Moreira Maciel retalhou a área do parque em nove quarteirões prolongando as vias de tráfego no seu interior.

Em 1930, Alfred H. D. Agache definiria a proposta mais relevante para o parque a partir da qual derivariam os traçados posteriores, inclusive o atual. O anteprojeto de Agache, partia de uma estrutura rígida de eixos à qual se contrapunham formas sinuosas periféricas. Esse novo traçado desfazia o retalhamento do campo proposto por Maciel e tomava como diretriz o seu eixo monumental.

Em 1935, o anteprojeto de Agache, foi adaptado e parcialmente implantado pelo arquiteto municipal Christiano de La Paix Gelbert, para dispor os pavilhões da Exposição do Centenário Farroupilha. Essa era a maior exposição que Porto Alegre via em toda a sua história e os acontecimentos que ali se desenrolaram marcaram época, influenciando a arquitetura da cidade. Fora precedida pelas exposições Riograndense (1866), Brasileira-alemã (1881) e Estadual (1901).
Das obras executadas para a Exposição, hoje restam o pequeno belvedere, o embarcadouro e o Instituto de Educação, que foi o pavilhão cultural da exposição.
O Pavilhão do Pará permaneceu no parque até 1970, como sede da Divisão de Praças e Jardins, quando um incêndio destruiu uma das suas alas e junto com ela preciosa documentação sobre o parque. Os outros pavilhões, todos em art-deco, e construídos em estuque, foram desmontados quatro meses após o início do evento. Com a desmontagem da exposição, o parque já estava praticamente implantado, só faltando completar o desenho proposto por Agache, que servira de base para o plano da Exposição.

Em 1940, ao detalhar o projeto de Agache, o arquiteto Arnaldo Gladosch sobrepôs a ele alguns recantos e jardins, alterando o plano original.
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Ninho de raízes
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Posteriormente à implantação dos recantos, três obras importantes são realizadas no parque.
- A primeira delas foi o Arco Duplo (Monumento ao Expedicionário) fruto de um concurso vencido pelo artista plástico Antonio Caringi. Esse arco, inaugurado em 1953, já foi alvo de piada na época. Carneiro (3) comentaria que aquela proposta acadêmica e historicamente equivocada de Caringi transformou-se num arco do triunfo de duas portas! Único no mundo! Arcos de triunfo têm uma só porta ou então três. Inovar aí é o mesmo que fazer “soutiens” com três portas seios!”
- A segunda obra foi o Auditório Araújo Vianna, dos arquitetos Moacir Moojen Marques e Carlos Maximiliano Fayet, inaugurado em 1964. Inicialmente planejado para comportar atividades ao ar livre, esse auditório recebeu uma cobertura de lona em 1996. Finalmente, no corrente ano, o parque recebeu o novo Mercado do Bom Fim, reconstruído segundo anteprojeto de Otacílio Rosa Ribeiro que resgatou os seus usos anteriores: bares e floriculturas.

Atualmente dois níveis de organização configuram o traçado do parque: um global e outro particular. O global é definido a partir de uma visão telescópica do espaço, que através de uma contundente estrutura – constituída basicamente de caminhos, vegetação e água – vai se abrindo e ocupando o território. A esse eixo vertebrador agregam-se pontualmente: um lago e os recantos europeu, oriental, alpino, solar, e o roseiral, configurando o seu nível de organização particular. Pitoresco é uma palavra chave para entender esses recantos.

Como num primeiro momento do jardim paisagista inglês, os recantos desse parque são pensados como cenários e integram elementos que surpreendem pela sua raridade e exotismo.
Esses dois níveis de organização da área possibilitaram que o parque fosse transformado pontualmente ao longo dos anos, sem, no entanto, alterá-lo como um todo. Essa dupla entrada também possibilitou o convívio de dois estilos paisagísticos no parque; o do jardim francês e o paisagista inglês (nos seus inícios), ambos preocupados em definir um cenário à imagem e semelhança do homem e da natureza idealizada, respectivamente.

À complexidade do traçado da área agrega-se aquela inerente ao uso e apropriação do parque pela população. Observam-se por exemplo, momentos claramente diferenciados de uso do parque. Em dias de semana ocorre um uso menor e concentrado nas áreas livres e abertas em detrimento das zonas densamente arborizadas, que se transformam em espaços desertos, cegos das suas possibilidades. À noite o parque também tem uma ocupação relevante através dos bares, encontros, prostituição masculina, entre outros. Isso acaba gerando a frequentação e uso ininterrupto da área durante 24 horas diárias.
Nos fins de semana, o parque é ocupado em toda sua extensão ao transformar-se num grande palco de manifestações culturais, sociais e políticas, atingindo seu ponto alto de frequentação. Seu uso de fim de semana também está estreitamente vinculado à Feira Ecológica e ao Brique da Redenção (feira de antiguidades) que se realizam junto a uma das suas bordas (Avenica José Bonifácio). Qual o morador ou turista que não passou aos domingos pelo Brique da Redenção? A imagem desse tradicional evento, já consolidada na memória da cidade e seu vínculo indissociável com o parque nos remetem, guardadas as diferentes especificidades dos parques e praças bem como suas distâncias temporais, aos escritos de Segawa:
“A praça é um espaço ancestral que se confunde com a própria origem do urbano (...) a cultura popular não oficial dispunha na idade média e, ainda durante o renascimento de um território próprio: a praça pública, e de uma data: os dias de festa e de feira.”
Se os jardins públicos, comparados com as praças, normalmente expressaram as idéias das camadas sociais dominantes, pode também, que na sua origem, as distintas intervenções realizadas no Parque Farroupilha, seguindo o lugar comum da história dos jardins, buscassem expressar as idéias das classes sociais dominantes, com a conseqüente exclusão daquelas camadas sociais de baixa renda. Hoje, no entanto, o parque é freqüentado por todas classes sociais.

Além disso, as sobreposições de projetos e o fato de se constituir um fragmento de outra época inserido no tecido urbano de Porto Alegre, são contornados brilhantemente pelos seus usuários, que interagem com esse espaço adaptando-o às suas necessidades.
Nesse sentido, os usos e atividades geradas no parque, independentemente das barreiras impostas pelo seu traçado, desenvolvem-se de maneira aleatória e independente, ocasionando atuações inesperadas. Isso reaproxima o parque às suas origens, quando a população realizava atividades espontâneas na várzea. Também informa ao projeto que o homem segue sendo parte fundamental da criação e, principalmente, da apropriação da paisagem.
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Fontes:
Folheto informativo "Porto Alegre - Cidade da Educação Ambiental"
Secretaria Municipal do Meio Ambiente
Prefeitura Municipal de Porto Alegre
Artigo originalmente publicado na revista AU – Arquitetura e Urbanismo, n. 92, out./nov. 2000, p. 69-72.
ISABELLE, Arsène. Viagem ao Rio Grande do Sul (1833-1834). Porto Alegre, Museu Júlio de Castilhos, secção do Arquivo Histórico, 1946.
CARNEIRO, Luiz Carlos. Porto Alegre; de aldeia a metrópole. Porto Alegre, Marsiaj Oliveira, 1992.
SEGAWA, Hugo. Ao amor do público. Jardins no Brasil. São Paulo, Edusp/Nobel, 1996.
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2 comentários:

  1. Meu amigo James achei sensacional este teu blog, nasci e vivo Porto Alegre, aos meus 62 anos, vivendo e paginando a internet pude me deparar com esta imensa e harmoniosa declaração dos mínimos detalhes da nossa Grande e poderosa Porto Alegre.
    Forte abraço!
    Dilson Mendonça
    http://dgmobrassociais.blogspot.com/

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  2. Parabéns pelo numero e qualidade das informações.
    Foi um lindo passeio pela história, obrigado!

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