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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Padre Landell de Moura e Porto Alegre





Padre Landell de Moura  


Vamos reverenciar nosso maior Cientista
Padre Landell de Moura
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O PIONEIRO DAS TELECOMUNICAÇÕES

A comunicação à distância, através do telefone e do rádio, foi um marco na história da humanidade. Sem esses inventos jamais se teria alcançado o desenvolvimento tecnológico atual.

Não haveria, talvez o fax, a Internet, o telefone celular e outras vantagens que a vida moderna apresenta.

O ilustre cientista brasileiro, gaúcho, Padre secular Roberto Landell de Moura, foi o responsável direto por essas facilidades.

Em 21 de janeiro de 1861, nascia o Padre-Cientista ROBERTO LANDELL DE MOURA, gaúcho, de Porto Alegre, numa casa de esquina da rua Bragança, atual rua Marechal Floriano Peixoto, com a antiga Praça do Mercado.

Em 19 de fevereiro de l863, foi batizado, conjuntamente com sua irmã Rosa, na igreja do Rosário, na rua Vigário José Inácio, que anos mais tarde viria a ser seu vigário. Landell de Moura era o quarto de quatorze irmãos, sendo seus pais o Sr. Inácio José Ferreira de Moura e Sara Mariana Landell de Moura, ambos descendentes de tradicionais famílias rio-grandenses, com ascendência inglesa.
Roberto Landell de Moura estudou com o pai as primeiras letras. Freqüentou a Escola Pública do Professor Hilário Ribeiro, no bairro da Azenha, a seguir entrou para o Colégio do Professor Fernando Ferreira Gomes.

Em 1872, com 11 anos, estudou no Colégio Jesuíta de Nossa Senhora da Conceição, de São Leopoldo-RS, onde concluiu o curso de Humanidades. Após seguiu para o Rio de Janeiro, onde foi cursar a Escola Politécnica.

Em 22 de março de 1878, em companhia do seu irmão Guilherme, seguiu para Roma, ambos matriculando-se no Colégio Pio Americano.

Em 28 de outubro de 1886, cursou a Universidade Gregoriana onde foi ordenado Padre.
Retornou ao Rio de Janeiro em 1886, residindo no Seminário São José e, neste mesmo ano, reza sua primeira missa na Igreja do Outeiro da Glória para Dom Pedro II e toda a Côrte. Em função disso, expôs suas idéias sobre transmissão do som e da imagem ao Imperador. Substituiu o coadjutor do capelão do Paço Imperial, mantendo, ainda, palestras de caráter científico com Dom Pedro II.

Em 28 de fevereiro de 1887, foi nomeado capelão da Igreja do Bomfim e professor de História Universal no Seminário Episcopal de Porto Alegre.

Em 25 de março de 1891, foi conduzido a vigário, por um ano, na cidade de Uruguaiana-RS, ficou até 1900.

Em 1892, é transferido para o Estado de São Paulo, onde foi vigário nas cidades de  Santos, Campinas e Santana e capelão do Colégio Santana.
Em julho de 1901 partiu para os Estados Unidos da América do Norte.
Retornou a São Paulo em 1905, dirigindo as Paróquias de Botucatu e Mogi das Cruzes. 


Em 1908, voltou ao Rio Grande do Sul onde dirigiu a Paróquia do Menino Deus em Porto Alegre.


Em 1916, dirigiu a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, no centro de Porto Alegre.
Roberto Landell de Moura foi Cônego do Cabido Metropolitano de Porto Alegre.


Em 17 de setembro de 1927, foi elevado, pelo Vaticano, a Monsenhor, e seis meses antes de falecer nomeado Arcediago.

Em 30 de junho de 1928, aos 67 anos, sábado, às 17:45 horas, morreu anonimamente, abatido pela tuberculose, num modesto quarto da Beneficência Portuguesa de Porto Alegre, cercado apenas por seus parentes e meia dúzia de amigos fiéis e devotados.
O Monsenhor João Emílio Berwanger, pró-vigário geral, celebrou, no domingo, dia 1º de julho, pela manhã, na Capela da Beneficência, missa de corpo presente. Em caráter solene, na Catedral Metropolitana, às 15:00 horas, foi celebrada a encomendação, tendo presidido as cerimônias o arcebispo Dom João Becker, secundadas pelos monsenhores João Emílio Berwanger, João Maria Balém, José Barea e Nicolau Marx, e assistidas por todos os cônegos do Cabido Metropolitano. O “Libera-me Domine” foi cantado com o acompanhamento de todo o clero secular e regular da arquidiocese. O templo estava repleto de fiéis e lá fora, uma chuva torrencial.
Os restos mortais do Padre Roberto Landell de Moura estão depositados no Cemitério dos Padres, localizado no bairro Glória, na Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, em Porto Alegre - RS.
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Lápide do túmulo do padre Landell de Moura
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O padre Roberto Landell de Moura foi o pioneiro das Telecomunicações no Mundo, este gaúcho, de Porto Alegre, grande pioneiro na descoberta do telefone sem fio e do rádio, como é hoje conhecido, o precursor da radiotelefonia, o bandeirante da própria televisão,o descobridor das Ondas Landeleanas.

Em 1893, muito antes da primeira experiência realizada por Guglielmo Marconi, o gaúcho padre Landell de Moura realizava, em São Paulo, do alto da Av. Paulista para o alto de Sant’Ana, as primeiras transmissões de telegrafia e telefonia sem fio, com aparelhos de sua invenção, numa distância aproximada de uns oito quilômetros em linha reta, entre aparelhos transmissor e receptor, presenciada pelo Cônsul Britânico em São Paulo, Sr. C. P. Lupton, autoridades brasileiras, povo e vários capitalistas paulistanos. Tratava-se da primeira radiotransmissão da qual se tem notícias.
Só um ano depois foi que Marconi iniciou as experiências com seu telégrafo sem fio. Em virtude de brilhante êxito de suas experiências inéditas, em nível mundial, Landell obteve uma patente brasileira para um “aparelho destinado à transmissão phonética à distância, com fio ou sem fio, através do espaço, da terra e do elemento aquoso”, patente nº. 3.279.

Era o dia 09 de março de 1901. O mérito do Padre Landell é ainda maior se considerarmos que desenvolveu tudo sozinho. Era dessas pessoas que além do seu lado místico, integrava em sua personalidade o gênio teórico e o lado prático para a construção de seus aparelhos. Ele era o cientista, o engenheiro e o operário ao mesmo tempo. Consciente de que suas invenções tinham real valor, o padre Landell partiu com destino aos Estados Unidos da América, quatro meses depois, com o intuito de patentear os seus aparelhos. Obtém três patentes em Washington, Estados Unidos:

Transmissor de Ondas” - precursor do rádio, em 11 de outubro de 1904, patente de nº. 771.917;
Telefone sem Fio” e “Telégrafo sem Fio”, em 22 de novembro de 1904, patentes de nºs. 775.337 e 775.846.
Nas patentes agrega vários avanços técnicos como transmissão por ondas contínuas, por meio da luz, princípio da fibra óptica e por ondas curtas; e a válvula de três eletrodos, peça fundamental no desenvolvimento da radiodifusão e para enviar mensagens. 

Também em 1904 o Padre Landell começa a projetar, de forma precursora, a transmissão da imagem, ou seja televisão e de textos, teletipo, à distância.
As Ondas Landeleanas, denominadas assim por um jornal de São Paulo, que em 1900 se ocupou das teorias científicas do Padre Inventor, conquanto sejam, aparentemente, do mesmo número das Ondas Hertzianas, todavia diferem muito destas últimas, porque estas são ondas mais ou menos amortecíveis e produzidas por movimentos vibratórios elétricos sem Constância nem Uniformidade, que vão pouco a pouco, decrescendo, ao passo de que as Ondas Landeleanas não estão sujeitas a tais transformações e são produzidas por movimentos vibratórios elétricos, cujos valores ondulatórios são CONTÍNUOS e permanecem sempre iguais. Como bem se verifica, as Ondas Landeleanas desempenham, em seu sistema de telegrafia e telefonia-sem-fio, o papel de um condutor metálico. A idéia da criação desse campo ondulatório através do espaço, além de ser genial, é de grande alcance prático e científico, pois já tem sido aproveitado para vários fins.
Nela baseava-se o Padre Landell na possibilidade de transmitir, também sem fio, a IMAGEM a grandes distâncias, ou seja, a TELEVISÃO que agora se pratica.


Como conseqüência das suas descobertas, a Marinha de Guerra do Brasil, logo no retorno de Landell de Moura dos Estados Unidos, em 1º de março de 1905 realizava experiências com a telegrafia por centelhamento, no encouraçado Aquidabã.
Foram usados os aparelhos patenteados em 1901, no Brasil e 1904, nos Estados Unidos. A Marinha de Guerra é a pioneira no Brasil, da radiotelegrafia permanente.
Por seu pioneirismo nas telecomunicações, o Padre Roberto Landell de Moura é considerado o 
“Patrono dos Radioamadores Brasileiros”.
Na verdade foi o 1º radioamador brasileiro em telegrafia e fonia.
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Em 1984, a Fundação de Ciência e Tecnologia - CIENTEC, em Porto Alegre, construiu uma réplica daquele que pode ser considerado o primeiro aparelho de rádio do mundo: o Transmissor de Ondas (Wave Transmitter, patente nº. 771.917, de 11 de outubro de 1.904).
Esta réplica encontra-se em exposição no saguão da Fundação Educacional e Cultural Padre Landell de Moura, na Av. Ipiranga, 3.501, em Porto Alegre - RS.
Além das ciências físicas, Roberto Landell de Moura se interessou pela química, biologia, psicologia, parapsicologia e medicina, sendo o primeiro cientista brasileiro com registro internacional de invenção pioneira.
Suas descobertas estão servindo à humanidade até hoje.

No Estado de São Paulo, em 16 de julho de 1992, pela Lei nº.7.957, assinada pelo Governador Luiz Antônio Fleury Filho, foi instituída oficialmente a “Semana Roberto Landell de Moura”, a ser comemorado todos os anos, de 05 a 11 de novembro.
Uma perene homenagem ao homem que foi o primeiro que transmitiu a palavra humana articulada através do espaço, antes de Marconi (Itália), em 1893 entre dois pontos na cidade de São Paulo. Nos altos do bairro de Santana e os altos da Avenida Paulista. 
Como se recorda Landell não só transmitiu a palavra humana articulada através de seu aparelho transmissor de ondas, como também através de seu telefone sem fio, cuja onda portadora era uma onda de Luz, Landell obteve três importantes patentes no U.S.Patent Office - nos Estados Unidos
Wave Transmitter - Wireless Telephone - Wireles Telegraph, em 1904.


Nas comemorações do 1º Centenário da bem sucedida experiência pública do Padre Roberto Landell de Moura, acontecida em 1893, foi inaugurado, em 07 de junho de 1993, às 16:30 horas, na cidade de Santa Maria-RS, em frente ao Santuário de Nossa Senhora Medianeira, um  monumento  em sua homenagem.

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Nas comemorações do "1º Centenário da bem sucedida experiência pública do Padre Roberto Landell de Moura", acontecida em 1893, foi inaugurado, em 07 de junho de 1993, às 16:30 horas, na cidade de Santa Maria-RS, em frente ao Santuário de Nossa Senhora Medianeira, um  monumento em sua homenagem. 
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As Patentes
Muitas pessoas se perguntam o que foi feito dos Modelos do Transmissor de Ondas, do Telefone Sem Fio, e do Telégrafo Sem fio, que Landell levou desde 1901 a 1904 para obter as patentes no U.S.Patent Office em Washington. O que teria acontecido, os modelos ficaram lá no Departamento de Patentes, Landell os teria trazido para o Brasil, ou nunca foram construídos.
Os desenhos técnicos, os diagramas eletrônicos, estão acompanhados por duas pequenas palavrinhas: "No Model".  Em recente conversa com um de seus biógrafos, o jornalista Hamilton Almeida discutíamos exatamente sobre este ponto. Então as patentes teriam sido obtidas sem apresentação de modelos funcionando.

Os norte-americanos não lhe teriam dado as patentes, caso ele não tivesse provado de maneira prática e cabal o funcionamento destes, e se todos os pontos de suas especificações relativamente às propriedades físicas, dos aparelhos não fosse cumpridas, se não funcionassem de acordo com seu memorial descritivo, se não cumprissem as funções propostas, ele não teria conseguido as patentes. Sabemos o quanto esta questão da transmissão por ondas eletromagnéticas era concorrida por muitos inventores no início do século XX, e daí todos os cuidados para não expor os inventos de modo que pudessem ser copiados.

Um documento da Scientific American - Munn & Co. dirigida à Landell de Moura, que se interpreta como alguém intermediando, fazendo um serviço de consultoria, uma orientação sobre qual o melhor caminho a seguir para a obtenção das patentes do telefone e telegrafo sem fio do padre Landell com o Departamento de Patentes, que ao mesmo tempo que diz que as solicitações das patentes devem ser seguidas de demonstrações práticas dos princípios e modos de operação dos aparelhos, diz que no estado em que estava já o desenvolvimento dos aparelhos não convinha à Landell apresentá-los, pois seria prejudicial.
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Eis a notícia contida no Jornal do Comércio:
Carta, que nos foi mostrada, escrita de Nova Iorque por pessoa respeitável, traz lisonjeiras referências ao nosso patrício Reverendo. Padre Roberto Landell de Moura, rio-grandense, que se acha na grande cidade americana, há três anos, tratando de novas aplicações de eletricidade, cujas experiências têm dado os melhores resultados, segundo referem os jornais de Nova Iorque e alguns dos quais publicaram o seu retrato, apresentando-o como notabilidade científica. Os seus aparelhos de telegrafia e telefonia sem fio condutor foram ultimamente privilegiados pelo Governo Americano, tendo declarado o parecer dos peritos que os dois sistemas de transmissão sem fio condutor excedem os anteriores; sendo o Padre Roberto, em relação à telefonia sem fio, o descobridor e criador dos princípios em que ela assenta.

O Som no Cinema
Um dos inventos que tornaram possível o advento do cinema sonoro foi uma das invenções de Landell de Moura:
O telefone sem fio, (patente 775.337 - 22/11/1904 -U.S.Patent Office) que transformava as variações de freqüência  e amplitude do sinal de áudio em variações de intensidade de luz na mesma cadência. Obviamente que desde logo se pensou em registrar essas variações de intensidade de luz fotograficamente, para posterior reprodução. Como se pode verificar ao longo da história do registro  de som em filme, muitos técnicos,
engenheiros e cientistas estiveram envolvidos nisto e uma análise mais acurada  demonstra a importância do invento de Landell de Moura.
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O Raio de luz gerada pela lâmpada passa pela lente que a concentra fazendo com que incida sobre espelho que está vibrando segundo a forma de onda incidente emitida pelo locutor que fala no "speaking tube".
O raio de luz assim modulado pelo áudio e incidente sobre o espelho é refletido e então deletado por um circuito contendo uma célula foto sensível que detecta então o áudio. 
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O PERIANTO - Que dispositivos Landell teria usado para fotografar a AURA.
 Em 1939 o casal soviético Semyon e Valentina Kirlian descobriu acidentalmente que um campo elétrico de alta tensão interagindo com o corpo humano registrava em um filme fotográfico cores interessantes, a Aura.

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Registro de próprio punho de Landell do Perianto em seu Caderno "A".
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Neste caderno "A" estão faltando 16 páginas.

1-) Todo o corpo humano está como que envolvido de um elemento de forma vaporosa, mais ou menos densa, segundo a natureza ou estado do individuo ou ambiente em que ele se acha. Esse elemento, quando adquire uma tensão capaz de vencer os obstáculos que se opõe à sua expansão, escoa do corpo humano sob a forma de descargas disruptivas ou silenciosas, tal qual como sucede com a eletricidade.E os fenômenos que nestas ocasiões se dão, têm muita analogia com os elétricos estáticos e dinâmicos, com relação aos outros corpos semelhantes.

2 -) Pelo que cheguei à conclusão de que se trata de um fenômeno que constitui uma variedade dos fenômenos produzidos pela eletricidade ou pela causa da eletricidade, do calor, da luz, etc.

3 -) Em todo caso, para facilitar o estudo do elemento R que existe no corpo humano, atribuo-o ao PERIANTO, porque, como o seu nome está dizendo, ele é um efeito do elemento R, como a tensão elétrica é um efeito da eletricidade que se acumula em volta dos condutores.

4 -) Não posso atribuí-lo à eletricidade existente no corpo humano, porque, como veremos em outros lugares, se de um lado oferece muita analogia com a eletricidade, por outro lado apresentava-se com certas e determinadas características que me obrigaram a distingui-lo, ou dar-lhe o nome de Perianto ao efeito e à causa do elemento R, isto é, da vida de relação entre o psiquismo superior e o inferior.

5 -) O Perianto é por si INVISÍVEL,mas por intermédio de certas luzes pode tornar-se VISÍVEL, e até mesmo ser FOTOGRAFADO, se usarmos ou intercalarmos entre o corpo, cujo perianto estudamos, e a luz especial, uma prancha ou papel apropriado.

6 -) Um pequeno animal, preferivelmente de pelo curto, posto nestas circunstâncias e dentro de um tubo apropriado, se mediante uma máquina de vácuo, ver-se-á  que, quando o animal permanecer quieto, em estado de agonia, que na prancha se desenhará, sob forma vaporosa, a figura do animal. Ver-se-a mais que ao expirar o mesmo, essa forma vaporosa elevar-se-á na prancha.

 7 -) Poder-se-á ver também diretamente quando, mediante certas luzes, se puder conseguir o fenômeno da INTERFERÊNCIA DOS RAIOS. E há casos em que, quando a condensação se torna bem densa, com certas e determinadas luzes, removendo o animal, no lugar em que ele se achava, permanecerá, por instantes, o seu PERIANTO, formando um DUO com ele, que, não raras vezes, em vez de se apresentar sob a forma branca vaporosa, se mostra compacto e colorido, com as cores naturais do animal, devido também à luz. O que prova que o Perianto é devido a uma vibração de um elemento mais sutil que o ar.

Texto extraído do livro de B Hamilton Almeida:" Landell de Moura".
Padre Landell de Moura não ficou só na teoria. Ele conseguiu fotografar o efeito e escreveu:
" A radioatividade humana existe, como o amigo poderá verificar examinando estas radiogra- fias produzidas pela radioatividade dos MEUS DEDOS POLEGARES, À causa da radioatividade humana dei o nome de ESTENICIDADE, para distinguí-la da eletricidade, muito embora se assemelhem. Entre as radiações emitidas pelos dedos polegares, há algumas dotadas de um poder indutor e de penetração. Esta radiografia, muito antes de entrar para o banho revelador, já mostrava os contornos e matizes produzidos pela radioatividade do corpo.
Caso singular:
Esta mesma radiografia depois de fixada e seca e examinada com o microscópio, mostrava um sem número de pontos luminosos, os quais emitiram constantemente cintilações semelhantes às do radium". E mais: " É precisamente na radioatividade humana, na sugestão e nas correntes nervosas que vamos encontrar a explicação para as curas prodigiosas e tantos outros fatos aparentemente maravilhosos, tais como a (ilegível), a transmissão do pensamento ou sugestão mental, o (ilegível), etc.." O cientista brasileiro afirmou também que "a radioatividade do corpo humano, como a eletricidade, pode ser transmitida
através de um fio metálico e impressionar uma chapa na estação receptora. Inácio Landell de Moura contou que, quando seu tio morreu, achou, nos seus pertences, " uma caixa cheia de coisas e uma porção de chapas fotográficas". Mandou ampliar as fotos e viu " coisas misteriosas", que não soube explicar o que era. Inocente, levou todo aquele material a um padre que imediatamente o recolheu e nunca mais o devolveu, alegando que aquilo poderia " comprometer a igreja". Talvez estas fotografias ainda estejam de posse da igreja em algum lugar, mas Ignácio fez buscas e não conseguiu obter nenhuma informação consistente, mesmo décadas após o falecimento de padre Landell. (H.Almeida).
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No exame dos documentos encontrados por B. Hamilton Almeida e Ernani Fornari, que estão no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, não se encontrou relativamente ao que é relatado sobre o Perianto, nenhum esquema elétrico que teria sido usado para obter as tais fotos dos dedos polegares que Landell chama de " radiografia dos dedos polegares". No entanto o relato existe e óbviamente que isso pode não aparecer provavelmente porque algumas de suas pesquisas, os resultados alcançados ele teria dificuldade com seus superiores para revelar, então simplesmente não fazia estes papeis aparecerem.

Temos esse pensamento porque sabemos que Landell produziu livos e escritos com o pseudônimo de Bernardus Valumbrosius. Porque usar pseudônimo? Landell que obteve 3 patentes nos Estados Unidos, no United States Patent Office, em 1904, do Transmissor de Ondas, Telefone Sem Fio e Telégrafo Sem Fio, também não se tem notícia desses aparelhos, se Landell os trouxe ou não para o Brasil, se teria ficado lá no Departamento de Patentes. Esses mesmos aparelhos foram patenteados no Brasil em 1901. Sabemos que as patentes foram conseguidas porque se tem esses documentos. Portanto não ter a tal máquina, não é o único invento dele que não se tem o protótipo.
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Bobina Ruhmkorff
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Pelos estudos que temos feito chegamos à conclusão que Pe. Landell utilizou a Bobina de Ruhmkorff como meio de obter a alta tensão para obter a foto da aura de seus dedos polegares, e que ele chamava de " radiografia dos dedos polegares". Em 1916 Landell montou em Porto Alegre, o Laboratório Antropológico, para continuar seus estudos e experimentos. Landell se interessava por estudos de Parapsicologia, estudos de Botânica, Eletricidade, Química, Filosofia, Teologia.
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O ESTADO DE SÃO PAULO - HÁ CEM ANOS
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ORIGINAL DE "O ESTADO DE SÃO PAULO" DE 16 DE JULHO DE 1899
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O OUTRO LADO DAS TELECOMUNICAÇÕES - LANDELL O PASTOR
Noticiário dos Jornais da Época, (Jornal do Comércio- Rio de Janeiro)
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Jornal do Comércio de 16 de março de 1897, página 3

"Muito concorridas estão sendo as conferências do padre Roberto Landell na matriz da Glória. De palavra fácil e em linguagem compreensível, tem o padre Landell dissertado sobre Deus e a Natureza, produzindo no auditório agradável impressão.
No próximo domingo dissertará sobre “A Divindade”.
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Jornal do Comércio de 21 de março de 1897, página 2
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"Na matriz da Glória realizar-se-á hoje, às 10 horas da manhã, a 3a conferência pelo padre Roberto Landell, sendo o tema – A Divindade."
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JORNAL DO COMÉRCIO DE 27 DE MARÇO DE 1897, PÁGINA 2

"O AMOR será o assunto sobre o qual dissertará o padre Roberto Landell, na quarta conferência que deve realizar-se amanhã, às 10 ½ horas da manhã, na matriz da Glória."
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Jornal do Comércio DE 28 DE MARÇO DE 1897, PÁGINA 2

"Realiza-se hoje às 10 horas da manhã na matriz da Glória a quarta conferência, sendo orador o distinto pregador o revdo. Padre Roberto Landeell de Moura.
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Jornal do Comércio DE 8 DE DEZEMBRO DE 1897,PÁGINA3
"O padre Roberto Landell dissertará hoje às 9 1/2 da manhã na igreja de S. João Batista da Lagoa, sobre a mulher forte.
Esta é a 4a conferência do Sr. padre Landell que em linguagem fácil e compreensível
atraiu a atenção de seu auditório, discorrendo sobre o homem, a alma humana
e a imortalidade da alma."
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Documento encontrado que refere-se à vida eclesiástica do Padre Landell.

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O Busto em Homenagem
O busto do Padre Roberto Landell de Moura, foi fundido sob os auspícios do Elos Clube do Porto - Portugal - Júlio Giraldes foi seu autor.
Foi um oferecimento da comunidade radioamadora portuguesa da cidade do Porto - Portugal à cidade de São Paulo. 
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Este busto esteve por muito tempo localisado nos baixos do MASP - Múseu de Arte de São Paulo. O radioamador MURILO DE SOUZA REIS, PY2 - AJN - um dos biógrafos de Landell, que escreveu junto com ARNALDO NASCIMENTO, um engenheiro e radioamador portugues o livro " SUBSÍDIOS PARA SALDAR UMA DÍVIDA", foi quem o trouxe para São Paulo, sob os auspícios da companhia de aviação,  VARIG.

Roberto Landell de Moura é o "Patrono dos Radioamadores Brasileiros" e já fazia algum tempo a comunidade radioamadora de São Paulo reclamava que o busto fosse transladado para a sede da Labre - São Paulo, isto agora será concretizado com a intermediação do Dr. Murilo Souza Reis, a pedido do Presidente da Labre - São Paulo. No último dia 04 de Outubro o busto foi transladado para a sede da Labre em São Paulo, com a presença de PY2 BLE, Bernardo Levino dos Santos, Presidente -  Bruno Nigro - (PY2PI) - (Conselheiro), o labreano Wagner, o Luciano, o PU2 KCN, Julian, com a colaboração do Luís que colocou seu veículo para o translado da peça de 65 kg. A reinauguração está prevista para o dia 05 de Novembro de 2001, dia do Radioamador,às 13:00 horas na sede da Labre - São Paulo e está previsto também uma solenidade na Assembléia Legislativa de São Paulo, às 10:00 horas, homenageando os radioamadores.
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2 comentários:

  1. Maravilhoso conhecer a procedência da rua que leva o nome. Obrigada!

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  2. Cada vez mais admiro este Homem de Deus e rezo para que a Alma seja realmente preexistente, pois perder o potencial criador de alguém como o Padre Roberto Landell de Moura seria um desperdício sideral.

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