Bem Vindo

- Com esta série não é pretendido fazer história, mas sim é visado, ao lado das imagens, que poderão ser úteis aos leitores, a sintetizar em seus acontecimentos principais a vida da Cidade de Porto Alegre inserida na História.

Não se despreza documentos oficiais ou fontes fidedignas para garantir a credibilidade; o que hoje é uma verdade amanhã pode ser contestado. A busca por fatos, dados, informações, a pesquisa, reconhecer a qualidade no esforço e trabalho de terceiros, transformam o resultado em um caminho instigante e incansável na busca pela História.

Dividir estas informações e aceitar as críticas é uma dádiva para o pesquisador.

- Este Blog esta sempre em crescimento entre o Jornalismo, Causos e a História.

Haverá provavelmente falhas e omissões, naturais num trabalho tão restrito.

- Qualquer texto, informação, imagem colocada indevidamente (sem o devido crédito), dúvida ou inconsistência na informação, por favor, comunique, e, aproveito para pedir desculpas pela omissão ou inconvenientes.

(Consulte a relação bibliográfica e iconográfica)

- Quer saber mais sobre determinado tema, consulte a lista de assuntos desmembrados, no arquivo do Blog, alguma coisa você vai achar.

A Fala, a Escrita, os Sinais, o Livro, o Blog é uma troca, Contribua com idéias.

- Em História, não podemos gerar Dogmas que gerem Heresias e Blasfêmias e nos façam Intransigentes.

- Acompanhe neste relato, que se diz singelo; a História e as Transformações de Porto Alegre.

Poderá demorar um pouquinho para baixar, mas vale à pena. - Bom Passeio.

Me escreva:

jpmcomenta@gmail.com






domingo, 18 de abril de 2010

Foot-Ball na Capital

Times de Foot-Ball
Bons Tempos ...

- Na época do futebol romântico, Porto Alegre tinha muitos clubes de qualidade como Grêmio, Fussball, Internacional, São José, Força e Luz, Americano entre outros.


"O futebol foi introduzido no Brasil por Charles Müller, em 1894, em São Paulo"

Charles Müller

Porto Alegre
- Originalmente estas foram as principais forças do Foot-Ball de Porto Alegre de setembro de 1903 até a metade do século XX:

Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Força e Luz, São José, Renner, Americano, Porto Alegre, Ferroviário, Sokol e Villa Nova.

- Durante todo o início do século XX, o futebol no Rio Grande do Sul se desenvolveu aos poucos e regionalmente: os gremistas foram pentacampeões citadinos, o maior campeonato da época, entre 1911 e 1915 e já eram uma das potências do Estado quando o Campeonato Gaúcho foi instaurado, em 1919.

- As duas edições inaugurais do campeonato foram vencidas por clubes do interior – 1919 - Brasil de Pelotas, 1920 - Guarany de Bagé, e em 1921 e 1922 - Grêmio, com os artilheiros Bruno, Lagarto e Ramón comandando o ataque e já com aquele que seria um de seus maiores ídolos, o goleiro Eurico Lara.

Clubes

Atuais:
- Cruzeiro • Grêmio • Internacional • Porto Alegre (ex-Lami) • São José.

Extintos:       
- 7 de Setembro • Americano • Bancário • Colombo • Concórdia • Cruz de Malta • Força e Luz • Frisch Auf • Fussball Club • Lageado • Marechal de Ferro • Militar • Municipal • Nacional AC • SC Nacional • Renner • Ruy Barbosa • Sokol • Tabajara • Villa Nova • Ypiranga.

Estádios     

Atuais:          
- Arena Tricolor • Beira-Rio • Estrelão • Olímpico • Parque Lami • Passo d'Areia • José Carlos Daudt • Universitário • Alim Pedro.

Inativos:       
- Timbaúva.

Demolidos:   
- Baixada • Chácara das Camélias • Chácara dos Eucaliptos • Eucaliptos • Montanha • Tiradentes.

Para Saber:

- Campeonato Citatino de Porto Alegre

Ano   Campeão   Vice
1972 (Extra) Internacional -
1964 Grêmio -
1961 Internacional -
1960 Grêmio -
1959 Grêmio -
1958 Grêmio -
1957 Grêmio -
1956 Grêmio -         vice: Renner -
1955 Internacional - vice: Grêmio -
1954 Renner -         vice: Internacional -
1953 Internacional - vice: Grêmio e Renner -
1952 Internacional -
1951 Internacional -
1950 Internacional -
1949 Grêmio -         vice: Internacional -
1948 Internacional - vice: EC São José, Grêmio e Corinthians -
1947 Internacional - vice: GE Fôrça e Luz e Cruzeiro -
1946 Grêmio - vice: Internacional -
1945 Internacional -
1944 Internacional - vice: Grêmio -
1943 Internacional - vice: Grêmio -
1942 Internacional - vice: Cruzeiro -
1941 Internacional - vice: G.E. Força e Luz -
1940 Internacional -
1939 (Prof.) Grêmio -
1939 (Amador) -
1938 (Prof.) Grêmio -
1938 (Amador) Renner -
1937 (Prof.) Grêmio -
1937 (Amador) Grêmio -
1936 Internacional -
1935 Grêmio -
1934 Internacional -
1933 Grêmio -
1932 Grêmio -
1931 Grêmio -
1930 Grêmio -
1929 Cruzeiro -
1928 SC Americano -
1927 Internacional -
1926 Grêmio -
1925 Grêmio -
1924 SC Americano - vice: Cruzeiro -
1923 Grêmio -
1923 Fussball Club Porto Alegre -
1922 Internacional
1922 Grêmio -
1921 Cruzeiro -
1921 Grêmio -
1920 Grêmio -
1920 Internacional -
1919 Grêmio -
1918 Cruzeiro -
1917 Internacional -
1916 Internacional -
1915 LPAF Internacional
1915 AFPA Grêmio -
1914 LPAF Internacional -
1914 AFPA Grêmio -
1913 Internacional -
1913 Grêmio -
1912 Grêmio -
1911 Grêmio -
1910 Militar FC -

Observação:
- Os dados de 1918 a 1948 foram retirados do Livro "Relatório da Federação Rio Grandense de Futebol", datado de 1948, a atual Federação Gaúcha de Futebol, com a seguinte nota:
"Nos anos de 1920-1921 e 1922 figuram dois campeões em vista de existirem duas ligas na Capital. Neste mesmo relatório não é citado o título do Fussball Club Porto Alegre de 1923 e o título do Renner em 1938; também não é citado a conquista do Fussball Club Porto Alegre, em 1923, e Americano, em 1924 - o que consta é "não foi disputado". Os anos do campeonato amador em 1937, 1938 e 1939 também não são citados.

O Antigo Formato dos Campeonatos

Campeonato de Porto Alegre 1911
(Liga Porto Alegrense de Foot-Ball)

Participantes:
FUSS-BALL Club Porto Alegre
GRÊMIO Foot-Ball Porto Alegrense
Sport Club INTERNACIONAL
Sport Club NACIONAL
Grêmio Foot-Ball 7 DE SETEMBRO

Desistências:
Militar, que desapareceu após a mudança da Escola Militar para o Rio de Janeiro
Frisch-Auf, departamento de futebol da atual Sogipa, que se desfiliou
21.5.11 Fussball 8-1 Nacional Voluntário da Pátria
28.5.11 Grêmio 10-1 7 de Setembro Moinhos de Ventos
04.6.11 Internacional 6-0 Nacional Redenção
11.6.11 Fussball 7-0 7 de Setembro Voluntários da Pátria
19.6.11 Internacional 1-10 Grêmio Redenção
25.6.11 7 de Setembro 4-0 Nacional Redenção
02.7.11 Grêmio 7-0 Fussball Moinhos de Ventos
09.7.11 Internacional 4-1 7 de Setembro Redenção
21.7.11 Grêmio 4-1 Nacional Moinhos de Ventos
30.7.11 Fussball 3-3 Internacional Moinhos de Ventos (1)

Classificação
                              PG J V E D GP GC SG
1º Grêmio             8  4 4  0 0  31     3   28
2º Fussball           5  4 2  1 1  18    11     7
3º Internacional    5  4 2  1 1  14    14     0
4º 7 de Setembro 2  4 1  0 3   6     21 -15
5º Nacional          0 4 0   0 4   2     22 -20
Grêmio Campeão

Nota:
- Fuss-Ball-Internacional, nos Moinhos de Vento, ocorreu uma briga de bengaladas entre torcedores e troca de socos entre um sócio do Internacional e um funcionário do Grêmio. O jogo foi interrompido e o Fuss-Ball chegou a retirar-se do campo, mas retornou para concluir a partida.

- Encerrado o campeonato, o Internacional tentou anular a sua partida contra o Fuss-Ball, pelo torneio de 2ºs quadros, devido a irregularidades na arbitragem. A Liga rejeitou o protesto colorado, graças aos votos do Fuss-Ball, Nacional (clube que cedera o juiz) e Grêmio.

- O Internacional considerou que a decisão não era legítima e retirou-se da Liga. Com isso o vice-presidente Henrique Desjardins tornou-se o principal mandatário da entidade, mas logo renunciou, deixando a Liga acéfala.

- A crise só diminuiu com a eleição de um novo presidente: Ernesto Geyer, do Grêmio.
" texto de Raul Pons"

Segundo Quadro (Reservas/Aspirantes)

21.5.11 Fussball 7x1 Nacional Voluntário da Pátria
28.5.11 Grêmio 3x0 7 de Setembro Moinhos de Ventos
04.6.11 Internacional 3x1 Nacional Redenção
11.6.11 Fussball 5x2 7 de Setembro Voluntários da Pátria
19.6.11 Internacional 1x1 Grêmio Redenção
25.6.11 7 de Setembro 1x0 Nacional Redenção
02.7.11 Grêmio 2x0 Fussball Moinhos de Ventos
09.7.11 Internacional 2x1 7 de Setembro Redenção
21.7.11 Grêmio 10x1 Nacional Moinhos de Ventos
30.7.11 Fussball 1x1 Internacional Moinhos de Ventos

Classificação – Segundo quadro
                           PG J V E D GP GC SG
1º Grêmio            7  4 3  1  0  16  2   14
2º Internacional    6  4 2  2  0   7   4     3
3º Fussball           5  4 2  1  1 13   6     7
4º 7 de Setembro 2  4 1  0  3  4  10   -6
5º Nacional          0  4 0  0  4  3  21 -18
Grêmio Campeão

Times

Os principais Times que compõem as glórias do esporte na capital Porto Alegre:

1. Gremio Foot-ball Portoalegrense - 1903,
2. Fussball Club Porto Alegre - 1903,
3. Sport Club Internacional - 1909,
4. Sport Club Hispano-Americano - 1912
5. Sport Clube Cruzeiro - 1913,
6. Esporte Clube São José - 1913,
7. Gremio Sportivo Força e Luz - 1921,
8. Gremio Esportivo Renner - 1931,
9. Nacional Atlético Clube - 1937,

10. Porto Alegre Futebol Clube - 2006.

1. Gremio Foot-ball Portoalegrense - 1903


O Início

O Início

No dia 07 de setembro de 1903, o Rio Grande, o primeiro clube de futebol fundado no país (19/07/1900), faz uma exibição em Porto Alegre em um campo da várzea. Um amistoso de foot-ball enter descendentes alemães e ingleses, em dado momento um chute de fora da área vai de bico para o mato, a bola dos ingleses esvaziou-se, para desapontamento geral.

Cândido Dias, mais do que depressa, emprestou a sua, garantindo o final da demonstração. Em troca, ao final da partida, obteve dos jogadores as primeiras lições sobre futebol e, principalmente, deles ficou sabendo como agir para fundar um clube.

Pois pouco antes, Cândido Dias, um paulista de Sorocaba que se instalara na capital gaúcha com um negócio de fundição de couro, ganhara uma bola de presente, seguida pelas regras do novo esporte que era sensação na Inglaterra, se espalhava rapidamente pelo mundo e chegara ao Brasil apenas sete anos antes. A exibição do Rio Grande é o que falta para ele tomar a decisão de fundar um clube na cidade.

A bola deu origem à primeira "pelada" e este primeiro jogo rendeu uma reunião.
O paulista Cândido Dias da Silva foi o responsável pela fundação do Grêmio.


Em 15 de setembro de 1903, que trinta e dois rapazes se reuniram no Salão Grau, restaurante de um hotel da rua 15 de Novembro, atual rua José Montaury, localizado onde estão agora os fundos da Galeria Chaves.
***
Rua XV de Novembro

... Nasce o Grêmio Foot- Ball Porto Alegrense.

O primeiro presidente é Carlos Bohrer.
No mesmo dia, é fundado outro clube que tenta atrair a crescente colônia alemã do município: o Fussbal Club Porto Alegre.

As Cores

O Grêmio nasce com as cores havana (uma espécie de alaranjado), branca e preta, como o Exeter City inglês. Mas não se encontravam tecidos na cor havana na cidade. Cândido Dias prefere o vermelho, o que lhe permitiria homenagear as cores de seu estado natal. Mas é voto vencido. O azul é a cor escolhida. A cor foi substituída pelo preto, com a incorporação posterior do branco.

O Escudo

No escudo atual do Grêmio pode-se notar um formato de uma bola de futebol com o ano "1903" (data de fundação do clube) em cima, o nome "Grêmio" (Grêmio significa união, grupo) no meio e as palavras "FBPA" (abreviação de Foot-Ball Porto Alegrense).


No escudo antigo, na parte superior aparecia um "G" que seria a abreviação de Grêmio, no meio "Foot-Ball" e em baixo as letras "P.A." que é a abreviação de Porto Alegrense. Este foi trocado em 1963 pela versão atual.

O primeiro brasão, o atual, o mascote "Mosqueteiro"

A Bandeira

A primeira bandeira foi exibida pela primeira vez pelo clube na inauguração da Baixada. Tratava-se de um estandarte listrado horizontalmente em azul, preto e branco com o distintivo no canto superior esquerdo.

A bandeira do Brasil serviu de modelo para o estandarte do Tricolor de 1918 a 1944.

Em 1918, uma torcedora homenageou o clube com uma bandeira tal como a brasileira, a qual passou a ser utilizada. Suas cores, contudo, diferenciavam-se da nacional ao substituir o fundo verde pelo azul, trocar o amarelo do losango pelo branco e mudar o círculo azul pelo distintivo do clube.

Esse modelo foi utilizado até 1944, devido a uma lei que proibia imitações do símbolo nacional.

De 1944 a 1963, a estandarte era semelhante à do Reino Unido, mas tinha o distintivo do clube, localizado à esquerda.

A tradicional bandeira, também similar à do Reino Unido, mas com cores distintas surgiu em 1963 e é utilizada até hoje. Seu fundo é azul e duas listras diagonais, uma horizontal e um vertical que se interseccionam no centro do estandarte, todas pretas com bordas brancas a compõe, sendo completada pelo distintivo do Grêmio no meio.


Há uma estrela dourada também na bandeira do clube, que representa o jogador Everaldo, eterno craque imortal dos anos 1970 que foi o primeiro atleta atuando por um clube gaúcho a ser Campeão do Mundo pela Seleção Brasileira de Futebol.


O primeiro Estádio - A Baixada

Na época em que o futebol ainda era amador e as bases ainda estavam sendo consolidadas, o Grêmio tratou de se fortalecer: em 1904 adquiriu um terreno – a Baixada dos Moinhos de Vento – para receber treinos e jogos.

O Estádio da Baixada do Moinhos de Vento foi o primeiro estádio do Grêmio.

Inaugurado em 1904, localizava-se em uma área nobre de Porto Alegre, no bairro Moinhos de Vento. Foi feito para agradar a crescente colônia de alemães da cidade, que se concentrava na região.

Ali o Tricolor jogou do ano de 1904 até 1954, quando foi inaugurado o Estádio Olímpico. A compra do estádio foi negociada pelo dirigente gremista Augusto Koch.

A inauguração ocorreu no dia 04 de agosto de 1904. Ficava entre as atuais ruas Mostardeiro e Dona Laura. No cruzamento destas ruas ainda é possível ver um monumento com uma placa em homenagem ao estádio.

O primeiro Gre-nal no Estádio da Baixada foi a partida em que o Grêmio goleou o seu maior rival, Internacional, por 10-0.


O estádio da Baixada do Moinhos de Vento, ficou conhecido como "Fortim", dada a dificuldade dos adversários baterem seus times e seus redutos.

O campo junto a atual rua Mostardeiros
A tribuna ficava onde hoje é e avenida Goethe

Estádio da Baixada

Estádio da Baixada

Grenal de 26.06.1912
6x0 Grêmio

Jogo em 13.10.1909
***
O segundo Estádio - O Olímpico

Em 19 de setembro de 1954, o clube trocou de casa. Saiu do "Fortim da Baixada" e se transferiu para o moderno Estádio Olímpico, com capacidade para hoje 55000 torcedores.

O jogo inaugural foi realizado entre Grêmio e Nacional de Montevideo, vitória gremista por 2 a 0. Os gols foram anotados pelo atacante Vitor que entrou para a história por ter marcado o primeiro gol do novo estádio gremista.

1954

Continuação da obra, década de 1950

Estádio Olímpico - década de 1980

Na metade do ano de 1980, o Estádio Olímpico teve sua construção concluída com o fechamento da última parte do anel superior. Desde então, a casa gremista passou a ser conhecida como "Olímpico Monumental". Uma obra grandiosa erguida por uma torcida apaixonada.


No dia 21 de junho de 1980, uma vitória de 1 a 0 sobre o Vasco da Gama em partida amistosa, marcou a inauguração do Olímpico concluído.



Nome Oficial: Estádio Olímpico Monumental.

Planta baixa


1954/2009 - 50 anos do Olímpico

Nome Oficial: Estádio Olímpico Monumental
Endereço: Largo Patrono Fernando Kroeff nº 1 - CEP 90880-440 - Bairro Azenha - Porto Alegre/RS - Fone: (51) 3218-2000.
Público Recorde: 98.421 (85.751 pagantes) - 26/04/81 Grêmio x Ponte Preta - Campeonato Brasileiro.
Camarotes: 40 camarotes com 10 lugares cada. Cinco camarotes com 20 lugares cada.
Tribuna de Honra: 140 lugares especiais.
Setores para Deficientes Físicos: Lugar para 28 cadeiras de rodas e 22 acompanhantes.
Salão Nobre do Conselho Deliberativo: Auditório com 220 lugares.
Vestiários: Seis vestiários profissionais mais um vestiário de arbitragem. Cinco com saídas para o campo.
Dimensões do gramado: 68 x 105m - Tamanho oficial exigido pela Fifa.
Grama: Bermuda Green (o clube também utiliza a Raygrass Americana no inverno).
Iluminação: Seis postes de iluminação. 20 refletores de 1500 watts em cada poste.
Potência: 650 Lux.
Imprensa: 26 cabines duplas fixas mais 50 cabines provisórias. Duas salas de imprensa. Duas salas para entrevistas coletivas.

Estacionamento: 700 vagas

O Hino

O primeiro hino do Grêmio foi composto em 1924 por Isolino Leal.
Ele exultava a força do clube e ao amor a ele.

Posteriormente, em 1946, foi realizado um concurso pela diretoria do clube para a escolha de um novo hino. A composição escolhida foi a de Breno Blauth, gravada por Alcides Gonçalves.

O hino atual foi composto por Lupicínio Rodrigues, em 1953. Lupi, que era gremista, estava em durante uma tarde no Restaurante Copacabana, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, quando teve a ideia, em uma conversa com amigos.

Ao longo das estrofes, o hino cita a fé e o fanatismo dos gremistas. Indica que até mesmo quando a equipe passa por maus momentos, a torcida segue junto apoiando, não importando a situação na qual o time se encontra. Eurico Lara, goleiro que atuou no Grêmio entre a década de 1920 e 1930, é referenciado como "craque imortal". Outra referência histórica é o verso "Com o Grêmio onde o Grêmio estiver", estampado em uma faixa feita por Alfredo Obino durante uma greve de bondes, em 1953.

O maestro Salvador Campanella, um dos mais conceituados da área no estado, ficou a cargo de elaborar a partitura da canção.

Os Craques

Nos anos 1930, surgiram os primeiros grandes ídolos:

Eurico Lara, o goleiro que virou lenda; Luiz Carvalho, o "rei da virada" que viria a ser tudo no clube, inclusive presidente nos anos 70; Oswaldo Rolla, o "Foguinho", que revolucionaria o futebol gaúcho anos depois no cargo de treinador do próprio Grêmio, dando ênfase ao futebol-força ou ainda Luiz Luz, zagueiro com passagem pela seleção brasileira.

Danton Andrade Araújo - 1946

A mudança para o Olímpico abriu uma era de conquistas com os gremistas comemorando, a partir de 
1956, nada menos do que 12 títulos estaduais em 13 anos.
Foi a geração de craques com o zagueiro Aírton, o meia Gessi, o centroavante Juarez - o "tanque" ou o lateral Ortunho.


Os anos 1980, foram os melhores vividos pela torcida. Eram os tempos de Renato Portalupi (Gaucho), Mario Sergio, De Leon, Tita, o goleiro Mazzaropi e as conquistas do Brasileiro, Libertadores de América, Mundial Intercontinental e de quebra a Copa do Brasil, Estaduais e vários torneios nacionais e internacionais.


Hugo de Leon - 1981

Renato Portalupi

Alcindo, ídolo do Grêmio, disputou a Copa do Mundo de 1966
O atacante é o maior artilheiro da história do clube gaúcho e formou dupla com Pelé no Santos.

CBF NEWS

Maior artilheiro da história do Grêmio, com 264 gols, o centroavante Alcindo passou pelas divisões de base do Internacional, no final dos anos 1950, de onde foi dispensado por um dirigente. Atacante de um estilo que combinava muita disposição e técnica, Alcindo se tornou um ídolo no Grêmio conquistando sete títulos estaduais, tendo feito 13 gols em Grenais.

Convocado pelo técnico Vicente Feola para a Copa do Mundo de 1966, em uma época em que dificilmente jogadores fora do futebol carioca e paulista eram chamados, Alcindo se destacou no período de preparação da Seleção Brasileira formando uma grande dupla de ataque com Tostão. Foi titular nos dois primeiros jogos da Copa da Inglaterra, contra Bulgária e Hungria, saindo do time na partida contra Portugal, que eliminou o Brasil nas oitavas-de-final.


Jogou ainda no Santos, formando dupla com Pelé entre 1971 e 1973, transferindo-se em seguida para o futebol mexicano. Alcindo ainda voltou ao Grêmio para ser novamente campeão gaúcho em 1976.

Alcindo Martha de Freitas

Nome: Alcindo Martha de Freitas
Nascimento: 31/03/1945, Sapucaia do Sul (RS)

Clubes em que jogou: São Paulo (RS) (1963); Grêmio (RS)(1964 - 1971 e 1976 - 1977); Santos (SP) (1971- 1973); Jalisco (MÉX) (1973); América (MÉX)(1974 - 1976); Francana (SP) (1978).
***
Pela Seleção Brasileira:
7 jogos, 4 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 1 gol
Em Copas do Mundo:
2 jogos, 1 vitória, 1 derrota
COPAS DISPUTADAS: 

Alcindo, terceiro agachado, da esquerda para a direita, no time do Grêmio, que defendeu de 1964 a 1971 e de 1976 a 1977

Na vitória do Brasil por 1 a 0 sobre o Chile, em 1966, no Maracanã: Fidélis, Zito, Gilmar, Brito, Fontana e Paulo Henrique; Mário Américo (massagista), Jairzinho, Lima, Alcindo, Pelé e Amarildo

Alcindo em lance de gol de Tostão contra a Hungria, na Copa de 1966

Edu, Afonsinho, Alcindo, Pelé e Ferreira, no ataque do time do Santos de 1972

EURICO LARA - CRAQUE IMORTAL QUE VIROU LETRA DO HINO


Talvez, não haja no país, a história de um atleta tão identificado com o clube que seu nome tenha ido parar na letra do hino oficial da instituição. Esse é o caso de Eurico Lara (foto acima), um goleiro natural de Uruguaiana que, na época do amadorismo, defendeu as cores do Grêmio em 16 temporadas (de 1920 a 1935).


Graças aos seus elevados dotes morais e técnicos, Lara, ainda hoje, é tido como símbolo do jogador gaúcho e uma verdadeira lenda dentro destes mais de 100 anos de história do Grêmio.

Ronaldinho

Anderson


Linha do Tempo - 1903 ............ 2005

1903 Em 15 de setembro, é fundado outro clube que tenta atrair a crescente colônia alemã do município: o Fussbal Club Porto Alegre.

1903

1904 A 16 de março, Grêmio e Fussbal fazem seu primeiro jogo e o Grêmio vence por 1 a 0. O bom público presente ao Parque da Várzea convence os gremistas da necessidade de construir um estádio próprio.

Augusto Koch, um de seus fundadores, sugere a Baixada dos Moinhos de Vento e obtém, ele mesmo, um empréstimo dos 10 contos de réis necessários para a compra do terreno.

Em agosto, a Baixada é inaugurada.
1906 Campeão da Taça Wanderpreis.



1909 No dia 18 de julho, o Grêmio disputa seu primeiro clássico com o Internacional, fundado nesse ano. E dá uma surra no que seria o seu grande rival: 10 a 0.
1910 Com a fundação da Liga Porto-Alegrense, é criado o Campeonato da Cidade, que será disputado até 64.
1919 Por iniciativa gremista, é fundada a Federação Rio- Grandense de Desportos.
1920 Chega ao Grêmio o seu primeiro ídolo, o único imortalizado posteriormente no hino do clube: o goleiro Eurico Lara, vindo de Uruguaiana, na fronteira com a Argentina.
1921 O Grêmio conquista o seu primeiro título gaúcho.
1922 O time é bicampeão estadual.
1926 O Grêmio reconquista o título gaúcho.
1930 Três jogos antes de terminar o Campeonato Gaúcho, o Grêmio, com o título quase garantido, é proclamado campeão, pois estoura a revolução que levará à presidência da República o gaúcho Getúlio Vargas.
1932 O Grêmio é novamente campeão.
1933 Bicampeão.
1935 O Campeonato Metropolitano desse ano é batizado de Campeonato Farroupilha, para comemorar os 100 anos da Revolução Farroupilha, que tentara realizar o sonho de uma República no sul, independente. O Grêmio vence o Inter, nos minutos finais, por 2 a 0. Eufóricos, seus jogadores decidem comemorar anualmente a conquista com um jantar, pelos 100 anos seguintes. O Jantar Farroupilha é uma tradição cumprida fielmente pelos gremistas.
1941 O Grêmio acerta, com a Prefeitura, a troca do terreno da Baixada por um na Azenha, para a construção de um futuro estádio, mais condizente com o poderio do clube.
1946 Depois de um longo jejum, o time reconquista o título estadual.
          É criado o mascote, "O Mosqueteiro".
***
1949 O título gaúcho é reconquistado.
1952 Pela primeira vez, um negro veste a camisa do Grêmio: o antigo ídolo do Inter Tesourinha.
1953 O compositor Lupicínio Rodrigues está com amigos num bar, antes de um jogo do Grêmio. Há uma greve de bondes, então o principal meio de condução de Porto Alegre. Mas os gremistas resolvem ir ao Estádio da Baixada assim mesmo. Logo surge o refrão “Até a pé nós iremos”. Lupicínio inspira-se no refrão e, nesse mesmo dia, compõe um dos mais bonitos hinos de clube do futebol brasileiro.
1954 Com capacidade para 38 mil pessoas, é inaugurado, a 19 de setembro, o Estádio Olímpico, com uma vitória sobre o Nacional de Montevidéu por 2 a 0, gols de Vítor.
1956 O time conquista novamente o Campeonato Gaúcho.
1957 Grêmio bicampeão.
1958 Pela primeira vez, tri.
1959 Tetra.
1960 Penta.
1962 Com a reconquista do Estadual, o time inicia a sua maior sequencia de títulos do Campeonato Gaúcho.
1963 Bicampeão.
1964 Tri.
1965 Tetra.
1966 Penta.
1967 Hexa.
1968 Hepta.
1972 O Ginásio David Gusmão, foi inaugurado em 17/11/1972, e até agosto de 1974, quando teve sua cobertura destruida por um vendaval, foi referencia esportiva, social e cultural da cidade, tanto nas atividades esportivas do clube quanto nos vários espetáculos que patrocinou como: Festival de Ginástica Olímpica, as olímpiadas militares, torneios de Tênis e shows de musica e patinação entre outros.
1977 O Grêmio rompe longa hegemonia do Inter e é, de novo, campeão gaúcho.


A Taça

1979 Novamente, campeão gaúcho.
1980 Ampliado, o Olímpico é reinaugurado, com capacidade para 75 mil torcedores. O time é bicampeão estadual.
1981 Em pleno Morumbi, o Grêmio é campeão brasileiro, ao bater o São Paulo por 1 a 0.
1983 O Grêmio vive o maior ano de sua história. Primeiramente, conquista a Taça Libertadores da América, diante do Peñarol. No fim do ano, bate o Hamburgo por 2 a 1, com o gol da vitória na prorrogação, em Tóquio, e é campeão mundial interclubes.

1983

1985 O título gaúcho volta ao Olímpico.
1986 Bicampeão gaúcho.
1987 Tricampeão gaúcho.
1988 Tetracampeão gaúcho.
1989 Pentacampeão gaúcho. O Grêmio sagra-se o primeiro campeão
da Copa do Brasil, criada pela CBF para que seu campeão seja o segundo time do país na Taça Libertadores da América do ano seguinte. Disputada nos moldes da antiga Taça Brasil, reúne os campeões de todos os estados e os vices do estados principais. Futuramente, ela seria ampliada de forma a não deixar nenhum grande time de fora.
1990 Hexacampeão gaúcho.
1993 O Grêmio, tendo como um dos seus destaques Dener, com o passe emprestado pela Portuguesa, reconquista o título gaúcho.
1994 O Tricolor gaúcho volta a conquista a Copa do Brasil, na decisão diante do Ceará.
1995 O time é campeão gaúcho e, pela segunda vez, da Taça Libertadores da América, diante do Nacional de Medellín. Na decisão do Mundial Interclubes, em Tóquio, perde para o Ajax nos pênaltis, depois de 0 a 0 nos 90 minutos e na prorrogação.

 O time e o técnico Luiz Felipe Scolari

1996 Bicampeão gaúcho, o Grêmio é, também pela segunda vez, campeão brasileiro, ao superar a Portuguesa na decisão.
1997 Pela terceira vez, o time é campeão da Copa do Brasil.
1999 O Grêmio reconquista o título estadual.
2001 Campeão da Copa do Brasil
          Em 2001, foi realizado um concurso para a escolha de um novo desenho de mascote, que seguisse o padrão da figura de então. O escolhido foi o desenho de Hilton Edeniz Oliveira Ávila.
2005 Campeão da Série B do brasileiro

Loja do Grêmio Mania

O Grêmio foi o primeiro clube do Brasil a criar "Calçada da Fama" no seu estádio. Tal homenagem é prestada a jogadores importantes na história do clube e capitães de títulos do Tricolor.


A primeira escolha de jogadores para integrar a Calçada foi realizada em 1996 com a participação da diretoria, conselheiro deliberativo e jornalistas.

O terceiro Estádio - A Arena
Século XXI a nova Arena do Grêmio

Curiosidades

» - Acima do escudo do clube, na camiseta, estão três estrelas em cores diferentes. Uma significa os títulos Nacionais, outra significa as conquistas da Libertadores da América e a terceira (dourada) lembra o título Mundial no Japão.
» - Até os anos 1950 o Grêmio nunca havia admitido um jogador negro. Tesourinha, ex-craque do arqui-rival Internacional, quebrou o preconceito ao sair do Vasco para jogar no Grêmio em 1953. Desde então não existe qualquer tipo de preconceito.
» - O primeiro jogo de futebol disputado pelo Grêmio, foi em 1903 contra o Fussball Club Porto Alegre, o resultado até hoje permanece desconhecido.
» - O Grêmio também inaugurou o rival Internacional em 1909. Na primeira partida entre ambos (que também era a primeira partida do recém fundado Internacional), o Grêmio, aplicou a maior goleada entre os dois clubes, 10 a 0.
» - Alcindo é o maior artilheiro da história do Grêmio com 261 gols no período de 1963 a 1971.

2. Fussball Club Porto Alegre - 1903


Em 07 de julho de 1903, após uma exibição feita pelos primeiros e segundo quadros do Sport Club Rio Grande, numa excursão em Porto Alegre, um grupo de amigos resolveu criar um clube de futebol.

Em 15 de setembro de 1903, o Fussball foi fundado, curiosamente na mesma data de criação do Grêmio FBPA. Os dois clubes porto-alegrenses também possuem em comum a origem germânica.
Seus fundadores foram:
Leopoldo Rosenfeld (presidente), J. Brenner (secretário), O. Becker (tesoureiro), Hugo Brenner, Oscar Schaitza, Guilherme Trein, Rodolpho Schoeller, Eugênio Sattler, Oscar Matte, Rodolpho Campani, Walter Heckmann, Ernesto Oswaldo Schmitt, Otto Niemeyer, Reynaldo Schoeller, Hugo Gerdau, Alfredo Stumpf, Hugo Becker e Francisco Strattmann. Todos eles eram ciclistas da Sociedade Radfahrer Verein Blitz.

A primeira sede do Fussball estava situada na Rua Dr. Timóteo, ao lado do velódromo da Sociedade Blitz, em terreno doado pelo Dr. Luiz Englert.

Em 09 de novembro de 1903, o campo foi inaugurado, com um jogo interno, e foi utilizado pelo clube até 1911.

Em 06 de março de 1904, o Fussball marcou presença no primeiro jogo disputado entre equipes porto-alegrenses, contra o Grêmio. O programa da partida, com escalações dos times e outros detalhes, foi impresso em português e em alemão. O Grêmio venceu a partida, apitada por Valdemar Bromberg, pelo placar de 1 a 0.
Além disso, o Fussball disputou com o Grêmio a primeira competição interclubes disputada em Porto Alegre: a Taça Wanderpreis.

Em 1908, o clube atravessou uma crise: a diretoria pediu a renúncia do presidente Oscar Campani.

Em 17 de junho de 1908, foi eleito para o cargo Carlos Foernges Filho.

Em 1910, o Fussball participou da fundação da Liga de Foot-Ball Porto Alegrense, disputando o campeonato municipal.

Em 1914, juntamente com Grêmio, Americano e Manschaft Frisch Auf, fundou a Associação de Foot-Ball Porto Alegrense.

Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, o nome do clube foi mudado para Foot-Ball Club Porto Alegre. As cores também mudaram, trocando o alvi-negro original pelo alvi-verde.

Em 1923, inaugurou o maior estádio de Porto Alegre na época: a Chácara das Camélias, que foi depois utilizado pelo Nacional (um clube de ferroviários).


Em 1944, o Foot-ball Club PortoAlegresense encerrou suas atividades.

O Estádio 

Estádio Chácara das Camélias

Em 1923, o Estádio da Chácara das Camélias foi inaugurado, um dos principais estádios de futebol da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
O estádio foi construído com madeira, e foi palco de jogos importantes, entre eles diversos Grenais.

Em 1942, com a má situação do financeira do clube, o local foi vendido para o Nacional Atlético Clube.

Logo a seguir, em 1944, o Porto Alegre foi extinto.

Até 1958, o estádio da Chácara das Camélias manteve-se como sede do Nacional, quando este também foi extinto.

Até a década de 1970, a área permaneceu relativamente abandonada, quando foi vendida.
Hoje está estabelecido o supermercado Nacional da av. José de Alencar.

Títulos

Troféu Wanderpreis: 3 vezes (1904, 1908 e 1909).

Torneios Estaduais:

Torneio Início: 1923 e 1928
Torneio Lemos Bastos: 1923
Torneio Ruy Barbosa: 1923
Taça 14 de Julho: 1927
Campeonato Citadino de 1923

Basquete

Campeonato Gaúcho de Basquete (Masculino): 5 vezes (1927*, 1928*, 1939*, 1940** e 1941**).
*   Liga Atlética do Rio Grande do Sul - LARGS.

** Federação Atlética do Rio Grande do Sul - FARGS.
***
3. Sport Club Internacional - 1909 - Em construção

Evolução do brasão do Internacional

História

O time em 1909

Rolo Compressor "Rolinho" - 1940

Inter jogando no estádio da Timbaúva

O Estádio

Estádio dos Eucalípto durante a Copa do Mundo de 1950

Títulos

Craques e Ídolos



Lembrança Tesourinha

Figueroa e Falcão - década de 1970

Alexandre Pato - década de 2000

4. Sport Club Hispano-Americano - 1912


Em 04 de julho de 1912, foi fundado o Americano, sob a denominação Sport Club Hispano-Americano.
Foram seus fundadores:

Jacinto Losano, João Ray, Bernardo Serrano, Erwin Siegmann, João Siegmann, Paulo Manchon, Manoel Manchon, André Ibañez, Reynaldo Preuss, Honório Ouriques e Napoleão Salatino.

***
Colégio Americano

Em 1913, o nome do clube é alterado para Sport Club Americano.

Em 1914, ingressou na Liga de Foot-Ball Porto Alegrense, a qual abandonaria em julho de 1914, para criar a Associação de Foot-Ball Porto Alegrense, juntamente com Frisch Auf, Grêmio e Fussball Porto Alegre.

Em 1916, com a unificação do futebol de Porto Alegre, fundou-se a Federação Sportiva Riograndense, e o Americano foi integrado à 2ª Divisão da capital gaúcha.

Em 1918, participou da fundação da Federação Porto Alegrense de Foot-Ball.

Em 1924, o Americano filiou-se à Associação Porto Alegrense de Desportos (APAD), pela qual conquistaria os campeonatos de 1924 e 1928. Neste ano, o clube sagrou-se campeão estadual, ao vencer o Bagé por 3 a 0, no dia 24 de outubro.


Em 1925, o Americano adquiriu posse do terreno onde foi construído o seu campo, situado na Rua Larga, próximo ao bairro da Azenha. 

Escudo

Em 25 de abril de 1926, ocorreu a inauguração oficial, derrota para o Internacional por 3 a 0.

No início de 1929, o Americano desliga-se da APAD e, juntamente com Grêmio, Internacional e outros clubes de Porto Alegre, cria a Associação Metropolitana Gaúcha de Esportes Atléticos (AMGEA). Neste mesmo ano, o clube é novamente campeão citadino.

Porém, ficou de fora do Campeonato Gaúcho, pois a Federação Riograndense de Desportos indicou o campeão da APAD – o Cruzeiro – para a disputa da competição estadual.

Em 1935, conquistou o Torneio Início de Porto Alegre.

Em 1937, vários clubes rompem com a AMGEA, criando a "AMGEA Especializada", numa tentativa de profissionalizar o futebol gaúcho. O Americano, porém, mantém-se fiel à AMGEA (agora conhecida como "AMGEA Cebedense"), sendo vice-campeão do campeonato organizado pela entidade, em 1937. Aderiu à "AMGEA Especializada" no ano seguinte.

No início da década de 1940, o Americano passou por severas crises financeiras.

O clube tentou uma fusão com um grupo de estudantes, passando a chamar-se Americano-Universitário. Porém, a fusão não progrediu e o clube decretou a falência.


Flámula

Títulos

Campeonato Gaúcho: 1928.
Campeonato Citadino de Porto Alegre: 3 vezes (1924, 1928 e 1929).

Craques e Ídolos

Baptista
Hugo
Joãozinho
Luiz Luz
Nalério

Presidentes

Manoel Motta
José Caldas
Francisco Xavier da Costa
Pedro Cortez Campomar
Carlos Streb
Adauto Pereira
Delmar Araújo Ribeiro

Ruben Medeiros
***
5. Esporte Clube Cruzeiro - 1913
***
O "Estrelado" de Porto Alegre
***
História

Em 14 de julho de 1913, o Cruzeiro foi fundado. Uma agremiação que desbravou o mundo e originou as categorias de base no Rio Grande do Sul. Inicialmente, fora sugerido o nome de "14 de Julho" para o novo clube, devido ao dia de sua fundação. Porém, um dos fundadores sugeriu que se chamasse Cruzeiro.

No ano de 1929, depois de ter conquistado a cidade por duas vezes, 1918 e 1921, conquistou o Estado, na sua primeira participação (participou, depois, dos campeonatos de 1961 a 1965, 1968 a 1973, 1976 a 1979).
O Cruzeiro teve na sua história altos e baixos.

Nos primeiros 50 anos de sua existência, foi um clube que incomodava os grandes times, chegando a ser reconhecido como a terceira força de Porto Alegre, atrás apenas de Grêmio e Internacional.
Outro período áureo foi o pioneirismo gaúcho em excursões para a Europa, Ásia e o Oriente Médio, na virada do ano de 1953 para 1954.

Depois de 11 dias viajando de navio jogaram contra times considerados grandes, como Real Madrid (segurou o empate em 0 a 0), Lazio, Fenerbahçe, Besiktas e Galatasaray SK, além da Seleção de Israel (foi o primeiro time brasileiro a jogar em Israel) e da Turquia. Tiveram resultados positivos. Jogaram 15 partidas, venceram sete, empataram quatro e perderam outros quatro, marcando 28 e sofrendo 20 gols. Voltando com um aproveitamento de 55,55%.

A excursão foi tão capacitada que o clube voltou no ano de 1960 à terra dos desbravadores. Nesta viagem, jogaram contra times como Sevilla, Bayern Hof, Dínamo de Zagreb e outros, além de seleções como Tchecoslováquia, Seleção Olímpica Dinamarca e Bulgária.

E voltaram com um aproveitamento parecido, 54,16%, jogando 24 partidas, com 11 vitórias, seis empates e sete derrotas, marcando 39 gols e sofrendo 35. Com essa campanha, conseguiu um título, o Torneio de Páscoa de Berlim, um campeonato importante para a época, o primeiro título intercontinental de futebol de um clube gaúcho.

Para exemplificar como a segunda excursão foi satisfatória, os dirigentes do Randers, um dos adversários na excursão, enviaram uma carta ao Cruzeiro onde eles afirmavam que nunca iam esquecer do time que tinham o derrotado.

O Estádio

O primeiro estádio do clube foi a Vila Cruzeiro, que estava localizada na Estrada do Mato Grosso (atual Avenida Bento Gonçalves, no Bairro Partenon).

Em 1920, o Cruzeiro mudou-se para o Caminho do Meio, estádio onde ficou durante 18 anos.

Convite

No dia 07 de março de 1941, o Cruzeiro inaugurou o Estádium da Montanha (no bairro Medianeira), então o maior da cidade, o local do estádio também era conhecido como "Colina Melancólica" pela proximidade dos cemitérios de Porto Alegre.

Entrada principal do estádio da Montanha

Nome Oficial: Estádio da Montanha

Nome Oficial: Estádio da Montanha
Proprietário: Esporte Clube Cruzeiro de Porto Alegre
Capacidade: 20.000
Dimensões do Gramado:
Endereço: Bairro Medianeira, desde 1970 Cemitério João XXIII.
Inauguração: 16/03/1941

Primeiro Jogo: Cruzeiro 1 x 0 São Paulo
Primeiro Gol: Gervásio (Cruzeiro)
16.03.1941 Amistoso Nacional
Porto Alegre (RS) Estádio da Montanha - Colina Melancólica
Esporte Clube CRUZEIRO (RS) 1 X 0 SÃO PAULO Futebol Clube (SP)
King; Fiorotti e Herculano Squarza; Lola, Válter e Orozimbo; Bazzoni, Remo (Jofre), Hemédio, Teixeirinha e Carmine Novelli.
Técnico: Vicente Feola.
Não houve gol marcado pelo SPFC nessa partida.
Árbitro: Álvaro Silveira.
Não houve jogador do SPFC expulso nessa partida.
Renda: 30:000$000.

Público: 20.000 pessoas.


1941. Solenidade no centro do gramado, antes do jogo E.C. Cruzeiro X São Paulo F.C., na inauguração do Estádium da Montanha
(Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)


1941. Lances do jogo inaugural do Estádium da Montanha, entre E.C. Cruzeiro X São Paulo F.C.

(Foto: Acervo do São Paulo F.C.)

No jogo inaugural o E. C. Cruzeiro derrota o São Paulo F.C. por 1 a 0, gol de Gervásio, com mais de 20.000 pessoas presente.


Na década de 1970, o clube construiu o Estádio Estrelão (na Avenida Protásio Alves, bairro Protásio Alves), seu estádio atual, inaugurado em abril de 1977.

O atual estádio 2010 - O Estrelão

A Grandeza

Na década de 1940, o clube faz seu grande esforço de crescimento.

Em 1944, contratou o técnico húngaro Emeric Hirchl, que trouxe consigo a famosa dupla de atacantes italianos Flamini e Lombardini, que já haviam atuado pela seleção nacional e haviam atuado na Argentina e na Lazio, da Itália.

Antigos dirigentes do clube costumavam dizer que, se o Internacional não estivesse em uma fase tão boa na primeira metade dos anos 1940, talvez hoje o Cruzeiro fosse um terceiro time grande na cidade.


No velho estádio Joaquim Américo, antes de um jogo contra o Atlético Paranaense. 

Time do Cruzeiro, agachados, aparecem os italianos Flamini e Lombardini, que jogaram na Lazio, na Argentina e chegaram ao Cruzeiro em 1944 com o técnico húngaro Emeric Hirschl
 (Acervo do E.C. Cruzeiro)

Além desses títulos, o Cruzeiro conta na sua galeria com o primeiro Torneio Internacional de Páscoa de Mar del Plata, na Argentina, em 1961, e sagrou-se o primeiro Campeão da Taça Governador do Estado em 1970.

A decadência do clube começou no final da década de 1960, quando o presidente Rafael Peres Borges vendeu o Estádio da Montanha para a construção de um cemitério (batizado com o nome do Papa João XXIII e localizado próximo ao Estádio Olímpico Monumental, do Grêmio, no bairro Medianeira).

O último jogo do Cruzeiro na Montanha ocorreu no dia 08 de novembro de 1970, com vitória do Cruzeiro por 3 X 2 sobre o Liverpool do Uruguai. Muitos torcedores deixaram o local chorando.

Em 1979, o futebol profissional do clube entrou em recesso, só voltando em 1991.

Em 2008, o Cruzeiro disputou duas competições: a Segunda Divisão Gaúcha e a Copa FGF.
Na primeira, o Cruzeiro fez uma boa campanha na primeira fase, com 15 pontos em 10 jogos.

Entretanto, na segunda fase, o time da Capital decepcionou e não ganhou nenhum jogo dos 14 a serem disputados, ficando na lanterna da chave e adiando por mais um ano a subida de divisão.

Time 2008

Neste mesmo ano, nas categorias de base, o clube chegou à final do Campeonato Gaúcho de Juniores, sendo derrotado pelo Internacional por 3-2 no placar agregado (2 X 0 e 0 X 3).

Na Copa Lupi Martins, o Cruzeiro conseguiu se classificar à segunda fase, fazendo 20 pontos em 16 jogos e ficando em quinto do grupo; nas oitavas de final, entretanto, foi eliminado pelo Novo Hamburgo, com o placar agregado de 4 X 1 (1 X 1, 3 X 1).

Resumo

Na história de 95 anos do glorioso Esporte Clube Cruzeiro, de Porto Alegre, único clube gaúcho a ser Campeão Estadual de futebol, basquete, futsal e vôlei.
O Cruzeiro foi o primeiro time de futebol do Rio Grande do Sul a ser CAMPEÃO INTERCONTINENTAL e o primeiro a jogar na Europa, com 14 jogos na pioneira excursão de 1953/54.

Em 1960, retornou ao velho mundo e conquistou o título do Torneio da Páscoa, em Berlim, na Alemanha, contra o Bayern e o Dynamo
O Cruzeiro, neste giro, jogou 24 partidas e também foi o primeiro time brasileiro a atuar em Israel. 

Além da Europa e da Ásia, esteve na América Central e em outros quatro países da América do Sul, com um total de quase 100 jogos internacionais.

Foi Campeão Gaúcho em 1929 e Campeão de Porto Alegre em 1918, 1921, 1929, além do Extra de 43, da Taça Cidade de Porto Alegre em 43 e 47 e várias vezes campeão do Torneio Início.

O time Estrelado tem também um Tricampeonato Estadual Amador (43-44-45), o título da Copa Governador do Estado em 1970 e o título de Campeão do Torneio Internacional de Mar del Plata em 1961.

Títulos

Estaduais

Campeonato Gaúcho (1929);
Campeonato Citadino de Porto Alegre (1918, 1921 e 1929).
Outras Conquistas: Torneio Triangular de Porto Alegre (1943); Taça Cidade de Porto Alegre (1947); Torneio Extra da Cidade de Porto Alegre (1943); Torneio da Páscoa de Berlim - Alemanha (1960); Torneio Internacional de Mar del Plata (1961); Torneio Início de Porto Alegre (1943, 1951 e 1962); Taça Governador do Estado (1970);

Basquete

São 12 títulos estaduais, marca não superada por nenhum outro clube até hoje. O destaque é o hexacampeonato do início da década de 50 e o bicampeonato de 1972/73.
Campeonato Gaúcho de Basquete (Masculino) (1945, 1948*, 1949, 1950, 1951, 1952, 1953, 1956, 1968, 1970, 1972 e 1973);

Futebol de Salão

No futsal, além de vários títulos metropolitanos, o Cruzeiro foi Bicampeão Gaúcho em 1958/59.
Campeonato Gaúcho de Futebol de Salão (1958 e 1959).
No vôlei, laureou-se no estadual de 1971. Estes são alguns dos títulos estrelados, contanto apenas as disputas nas categorias principais do naipe masculino.

Volei

No vôlei, laureou-se no estadual de 1971. Estes são alguns dos títulos estrelados, contanto apenas as disputas nas categorias principais do naipe masculino.

Artilheiros

Campeonato Gaúcho
1.Nestor - 1929.
2.Paraguaio - 1969 (8 gols).

Revelações

O Cruzeiro desde a sua origem revelou grandes craques e muitos atletas que passaram pelo Cruzeiro ao longo deste quase 100 anos chegaram à Seleção Brasileira, como:

Aníbal Candiota, Moderato Wisintainer (primeiro gaúcho a jogar uma Copa do Mundo em 1930), Juvenal Amarijo, Luizinho, Irno, Claudio Danni, Alfredo Mostarda, Picasso, Valdir de Morais, Airton Ferreira da Silva, Ortunho, Batista e tantos outros grandes jogadores que já vestiram a camisa Estrelada como Espir Rivaldo, Marne Demeneghi, Mario Andrade, Jorge Andrade, Hermes, Henrique, Arlem, Pio, Vieira, Cacildo, Marino, Arceu, Miguel, Bido, Pio, Canavieira, Bezerra, Antunes (irmão do Zico), Jarbas, Daizon e João Pontes, Laoni Luz, Julio César, Heraldo, Paraguaio, Serginho, Nicola, Chico Spina, Lettieri, Itamar, Doraci, Claudio Leite, Marcelo Rosa, Djair, Vergara, Paulo Santos, Pinga, Manú, Jair Gomes, Elton Correia, Zé Luís, Michel Bastos, Diguinho, Rafael Sobis...e muitos outros.

O Cruzeiro é o único time do planeta que jogou uma partida de Copa do Mundo

Claro que não são só essas 19 pessoas que sabem da história. Está nos jornais da época que o Esporte Clube Cruzeiro emprestou o seu uniforme para o México em 1950.
A História Conta a Saga - Porto Alegre sediou duas partidas do Mundial de 1950. As partidas foram realizadas no Estádio Ildo Meneghetti, mais conhecido como Eucaliptos, pertencente ao S. C. Internacional.

Jogaram Iuguslávia 4 X 1 México, em 28 de julho, e México 1 x 2 Suíça, em 2 de julho.
Na época, o México não utilizava o verde e branco, usava em vermelho grená muito parecido com o vermelho sangue da Suíça.

A Fifa determinou que haveria um sorteio, ganho pelo México. Num gesto altruísta, a seleção mexicana cedeu à Suíça o direito de usar a camisa vermelha. Então, os mexicanos resolveram homenagear um time de Porto Alegre, porque foram bem recebidos na cidade, e pediram o uniforme de uma equipe porto-alegrense.

A sede do Cruzeiro ficava na rua Porto Alegre, onde está o Cemitério João XXIII, no bairro Azenha, portanto bem próximo ao Eucaliptos, que fica na rua Silveiro, no bairro Menino Deus.
O Grêmio foi preterido porque era mais longe, lá na Mostardeiro - a avenida Goethe cruza o que seria a goleira da direita das tribunas.

O Inter não poderia ceder o fardamento por ser vermelho tal qual o da Suíça.
O professor Eugênio Vasconcelos, de 55 anos, é professor de história e presidente do clube avi-azul. \

Na época, o Cruzeiro detinha o maior patrimônio entre os clubes da capital. Foi o primeiro clube gaúcho a ir para a Europa, destaca o professor.
Jogo A manchete do Correio do Povo do dia 02 de julho de 1950 estampava:

"Porto Alegre conhecerá a equipe que empatou com o Brasil".

A expectativa em torno da equipe alpina era enorme.
Os ingressos foram colocados à venda por módicos Cr$ 100,00 para as cadeiras, Cr$ 25,00 para as gerais e sócios, Cr$ 15,00 para os familiares de sócio e Cr$ 10,00 para os colegiais. Para se ter uma idéia do valor do dinheiro na época, o jornal custava Cr$ 0,80.

A partida entre Cruzeiro - ou melhor, México - e a Suíça acabou com vitória dos helvéticos por 2 a 1, gols de Bader (11min) e Tamini (45min). Casarin (88min) descontou para os estrelados mexicanos

Preparação

Porto Alegre se preparou para receber os dois jogos da Copa do Mundo. O estádio do Internacional foi ampliado para poder acomodar 35 mil pessoas e a prefeitura doou Cr$ 500.000,00, numa bela manobra do vereador Ildo Meneghetti, que depois seria prefeito e se tornaria o patrono colorado. O clube do Menino Deus tentou conseguir verbas através de sua torcida, que não correspondeu à emissão dos bônus lançados pelo Colorado.

O gramado dos Eucaliptos teve suas dimensões aumentadas para atender às especificações da Fifa. O relvado, como dizem os portugueses, foi para 108m de comprimento por 72m de largura. Também foi necessário cercar o campo de jogo com tela, um avanço na época. Construíram-se dois túneis para acesso dos jogadores ao campo, colocaram postes para iluminação e instalaram cabines para a imprensa.

Um Gre-Nal inaugurou o "novo estádio" colorado. Lotação máxima, que não se repetiu na Copa.

Em 24 de junho, o Grêmio venceu o dono do campo por 1 a 0, gol de Ariovaldo. A arbitragem era do renomado Mister Cyril John Barrick, o juiz inglês que apitava os jogos do Campeonato Gaúcho.
O governador do Estado, senhor Valter Jobim, estava presente na inauguração. Abelard Jacques Noronha, ex-presidente colorado, esportista e playboy nas horas de folga, recebeu as seleções na Cidade Sorriso.

A França não participou da Copa porque teria de jogar em Porto Alegre e quatro dias depois estaria em campo em Recife, Pernambuco, a mais de 3.000 quilômetros de distância. Por isso, a capital dos gaúchos só teve dois jogos no Mundial de 1950.

Saiba Mais:

Estádio Eucaliptos lotava em dia de clássico. Durante a Copa do Mundo de 1950 recebeu bom público. Foi uma grande festa para a sociedade de Porto Alegre.

Equipes:

Suíça: Hug; Neury e Bocquet; Lusenti, Eggimann e Quinche; Tamini, Antenen, Friedlaender, Bader e Fatton.
Técnico: Karl Rappan.
México: Carbajal; Gutierrez e Roca; Gómez, Ochoa e Ortiz; Guevara, Flores Casarín, Borbolla e Velázquez.
Técnico: Octávio Vial
Gols: Bader (Suíça) - 11 min Tamini (Suíça) - 45 min e Casarín (México) - 88 min – Arbitragem: Ivan Eklind, Suécia; Gunner Dahlner, Suécia; Sérgio Bustamonte, Chile
Local: Estádio Eucaliptos - Horário: 15h - Renda: Cr$ 94.700,00 - Público: 9.000 pagantes. Fonte: Nildo Júnior)


Imagens da Glória do E. C. Cruzeiro

Time de 2008

Formação do E.C. Cruzeiro, com Rafael Sóbis e Diguinho

(Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Timaço do Cruzeiro no Gauchão de 1970

Em pé: Henrique - Miguel - Ortunho - Bido e Arceu. Agachados: Arlém - Arnaldo - Joãozinho - Pio e Laoni. Este time foi Campeão da Copa Governador de 1970 e quarto colocado no Gauchão daquele ano. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Time de 1969

Em pé: Valdir de Morais - Ortunho - Bido - Claudio Danni - Zico e Heraldo. Agachados: Arlém - Antunes (irmão de Zico) - Didi Pedalada - Pio e Vieira. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Time de 1968

Em pé: Jarbas - Zico - Cláudio - Heraldo - Silveira e Renato. Agachados: Arlem - Joãozinho - Didi Pedalada - Pio e Vieira (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)



Charge com o time do Cruzeiro durante excursão à América Central em janeiro de 1962

No Monumental de Nuñez, Tonico é o sexto de pé da esquerda para a direita

(Acervo do ex-jogador Tonico)


Time do Cruzeiro durante o Torneio de Filgueiras, na Espanha, em 1960. O time da casa, o Filgueiras, que foi derrotado pelo Cruzeiro, jogou reforçado por quatro grandes jogadores brasileiros que atuavam na Espanha e aparecem na foto Joel, Didi, Evaristo de Macedo e Vavá.

Cruzeiro de volta a Europa, em 1960

(Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)




Inicio de 1954, volta do Cruzeiro da excursão a Europa e Oriente Médio

Início de 1954
Retorno da delegação cruzeirista da Europa

(Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)


Recepção calorosa à delegação cruzeirista em plena Praça da Alfândega, na volta a Porto Alegre.
(Foto: Acervo do ex-jogador Tonico)

Foto recente do ex-jogador Tonico

(De seu Acervo pessoal)


“Os brasileiros esperam por sol e campo seco no jogo de hoje, no Estádio Grüne Au. A foto mostra quatro integrantes do E.C. Cruzeiro, de Porto Alegre, depois da chegada na estação da cidade de Hof ” : Chagas, Tonico, Cacique e Joel. (Foto: Acervo do ex-jogador Tonico)
***
Em Limoges, na França, o Cruzeiro bateu a equipe de mesmo nome por 2 X 1, segundo os jornais “sob chuva e grossa pancadaria”. A Folha Esportiva anotava que a partida terminou em meio a uma confusão, quando o zagueiro Henri Kowal, do time francês disse ter sido atacado por vários brasileiros. “Foram só uns empurrões. Os repórteres gostam de enfeitar”, minimizou Tonico. (Acervo do ex-jogador Tonico)

Uma das formações do Cruzeiro na excursão a Europa. Em pé: Luiz Torres - Nonô - Tonico - Salvador II - Ivo Meyer e Candinho. Agachados: Abrahão Lerman (massagista) - Tesourinha II - Raul Cagliari - Sérgio - Cará e Elálio. (Foto: Acervo do ex-jogador Tonico)






Foto 22 - O time do Cruzeiro posando com a seleção de Israel no primeiro jogo de um time brasileiro no Estado de Israel em janeiro de 1954. (Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Clássico Inter-Cruz em 1945 no estádio da Timbaúva

(Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Troca de gentilezas antes de um jogo

(Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Tesourinha II

(Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)


1959. Estádio da Montanha, clássico Inter-Cruz. Goleiro Irno defende, em jogo finalizado 1 X 1
(Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Clássico Inter-Cruz em 1945 no estádio dos Eucaliptos

(Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

Time que enfrentou o Real Madrid

(Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)



1953. Time do Cruzeiro que excursionou a Europa. 
(Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)

EXCURSÃO DO CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE À EUROPA/ORIENTE MÉDIO EM 1953

Resultados

- 08.11.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 0 X 0 REAL MADRID (ESPANHA), em Madri – Espanha
- 11.11.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 0 X 4 TOULOUSE (FRANÇA), em Toulouse – França
- 22.11.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 6 X 2 LAUSANNE SPORTS (SUÍÇA), em Lausanne – Suíça
- 25.11.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 0 X 0 TORINO (ITÁLIA), em Turim – Itália
- 02.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 0 X 0 LAZIO (ITÁLIA), em Lazio – Itália
- 08.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 2 X 1 MACCABI TEL-AVIV (ISRAEL), em Tel-Aviv – Israel
- 11.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 1 X 0 MACCABI PETACH-TIKVA (ISRAEL), em Petach – Israel
- 15.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 5 X 0 HAPOEL HAIFA (ISRAEL), em Haifa – Israel
- 17.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 0 X 0 SELEÇÃO DE ISRAEL, em Tel-Aviv – Israel
- 19.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 0 x 2 BESIKTAS (TURQUIA), em Beskitas – Turquia
- 20.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 1 X 2 SELEÇÃO DA TURQUIA, em Istambul – Turquia
- 24.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 2 X 5 FENERBAHÇE (TURQUIA), em Ancara – Turquia
- 27.12.1953 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 3 X 2 GALATASARAY (TURQUIA), em Ancara – Turquia
- 03.01.1954 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 4 X 2 ESPANYOL (ESPANHA), em Barcelona – Espanha
- 06.01.1954 - CRUZEIRO DE PORTO ALEGRE 2 X 0 ESPANYOL (ESPANHA), em Barcelona – Espanha

Resumo
15 jogos
7 vitórias
4 empates
4 derrotas
26 gols marcados
20 gols sofridos


Saldo: + 6

Orcelli, jogador do Cruzeiro em 1952
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1952. Equipe do Cruzeiro: Em pé: Valdão - Laerte Terceiro - Dioli - Danton - Laerte Segundo e Leo. Agachados: Rubens Hoffmeister - Nardo - Orcelli - Casquinha e Jarico. (Foto: terceirotempo.ig.com)

Time de 1945

(Foto: Acervo do E.C. Cruzeiro)


A TEMPORADA DO SÃO PAULO F.C. EM PORTO ALEGRE

Transcrição do artigo publicado na revista Esporte Ilustrado, nº 158, de 17 de abril de 1941, quando o São Paulo fora convidado à inaugurar o estádio do Cruzeiro de Porto Alegre - então forte time gaúcho. E, como perceberão, não se podia dizer o mesmo do SPFC...
Após as brilhantes exibições do Gymnasia y Esgrima de Buenos Aires, foi dado a conhecer ao público desportivo portalegrense o quadro do S. Paulo F. C. da Paulicéa.
Vencedores dos "mens-sana" por larga contagem os sampaulinos eram tidos como grandes adversários dos clubs gaúchos. Esperava-se, mesmo, empolgantes partidas.
Nada disso, porém, aconteceu. Porque? Digamo-lo francamente: o São Paulo em suas duas exibições não apresentou bom futebol.
Foi derrotado em ambas as partidas pela diferença mínima é bem verdade, mas convenhamos que, dos seus adversários, ao Cruzeiro faltou o arremate e o Internacional cansou no início do 2º tempo. Não fossem estes os defeitos dos clubes pôrto-alegrenses e os sampaulinos regressariam com o amargor de duas graves derrotas. Vamos resumir as 2 partidas:

CRUZEIRO X S. PAULO

Para a inauguração de seu novo estádio o Cruzeiro convidou o São Paulo F. C. Depois de uma imponente parada atlética houve diversas cerimônias sendo por fim entoado o Hino Nacional por todos os assistentes.
Com o pontapé inicial, dado pelo exmo. Secretário das Obras Públicas, foi dado início à partida, tendo os dois quadros a seguinte constituição:
São Paulo: King - Fiorotti - Squarza - Lola - Walter - Orozimbo - Bazzoni - Teixeirinha - Emédio (sic) - Remo (Jofre) - Novelli.
Cruzeiro: Marne - Só - Coelho - Ferrari (Zezé) - Wiezer - Canali - Saladura - Bruno - Louzada (Rico) - Rey - Gervásio.
A partida transcorreu algo movimentada, destacando-se nos dois quadros os seguintes players: Só - o melhor dos 22 em campo - Canali - Ferrari - Ruy [antes escrito Rey, n/t] - King - Fiorotti - Orozimbo e Remo.
O único goal da tarde foi assinalado aos 36 minutos do 2º tempo por Gervásio, que se aproveitou de uma defesa parcial de King.
Cruzeiro: 1 - S. Paulo: 0.
Público: Calculado em 20.000 pessoas.
Renda: 30:000$000.

INTERNACIONAL X S. PAULO

Este jogo foi realizado quarta-feira à noite. Os colorados gaúchos iniciaram o jogo com um apetite de leão.
Permaneceram durante os primeiros dois minutos bombardeando o arco de King. Aos 4 e aos 9 minutos Carlitos atingiu as redes do irmão de Teleco [King era irmão do famoso jogador do Corinthians].
Depois dêstes 13 minutos sufocantes os paulistas se refazem e finalmente aos 20 minutos Teixeirinha assinala bonito goal. Mas logo após Carlitos - sempre Carlitos – marca em school enviezado [nem idéia do que seria isso] o 3º ponto do Internacional, ponto êsse que constituiu um verdadeiro "frango" de King. Revezam-sem as cargas e finaliza o 1º tempo com 3 x 1 no placard.
Na 2ª fase, Brandão, que vinha sendo o grande esteio dos colorados, cansou e, ao que parece, contagiou seus companheiros que nada mais fizeram. Só então a assistências percebeu que além do Internacional havia outro quadro no campo... Sim, porque aí começou a se locomover uma máquina acionada por Lola, agora como chave do quadro.

E esta máquina pressionava cada vez mais, a despeito dos esforços de Alfeu e, notadamente, de Pedrinho. Aos 25 minutos, por fim, Teixeirinha trouxe a bola até as proximidades do arco, de onde, então, fulminou Rubens. 3 x 2 e esperanças de um empate para os sampaulinos. A máquina que varava o centro do campo era, porém, inofensiva dentro da área e o score manteve-se irredutível até o fim.


1941. Cobertura jornalistica da festa inaugural do Estádio da Montanha
(Foto: Acervo do São Paulo F.C.)

Valores               
Remo foi a maior figura em campo, a despeito de seu tamanho... Seguiram-lhe em ordem: Brandão, Orozimbo, Sílvio Pirillo, Carlitos, Alfeu e Teixeirinha.
Juiz: Alvaro Silveira. Atuou regularmente ambas as partidas do S. Paulo em P. Alegre.
Renda: Cerca de 19:000$000.
Quadros: Internacional: - Rubens; Alfeu e Risada; Mascrinha (Nenê), Brandão (Nick), Pedrinho; Tesourinha, Russinho, Silvio Pirillo, Rui (Castillos) e Carlitos.
S. Paulo: - King; Fiorotti e Squarza; Lola (Zachlis), Walter (Lola - !!! Voltou ao jogo) e Orozimbo; Bazzoni, Teixeirinha, Hemedio, Remo e Paulo (Novelli).

6. Sport Club São José - 1913
"O Clube mais Simpático do Rio Grande do Sul"

O mundo vivia a terrível expectativa da primeira guerra mundial, com a Europa em polvorosa, e em Porto Alegre - RS, surgia o "Sport Club São José", fundado em 24 de maio de 1913, por ação de um grupo de alunos do Colégio São José - daí derivou o nome do clube - na rua São Raphael, atual Avenida Alberto Bins, no Estado do Rio Grande do Sul, cidade de Porto Alegre.


Irmão Constantino Emanuel, um ardoroso admirador do cálcio italiano foi o mentor intelectual e incentivou o grupo que jogava futebol no colégio a formar um clube de verdade.

***
Irmão Constantino Emanuel

O Irmão Ulrich, por sua vez, foi o primeiro chefe de torcida da nova instituição esportiva.
Entre os jovens fundadores estavam:
 José Edgar Vielitz, Osvaldo Endler, Florêncio Wurding, Léo De La Rue, Antônio Pedro Netto (Netinho) e Arnaldo Peterlongo Ely.

Estes alunos faziam parte da Sociedade Juventude dos Moços Católicos, cuja sede era nos altos da ex-capela São José, localizada na rua São Raphael. A sociedade surgira para que os alunos pudessem praticar o futebol dentro das dependências do colégio. Embora a sociedade crescesse, o grupo não podia enfrentar equipes fortes e por isso surgiu a idéia de fundar um clube de futebol.

Após celebrar a fundação, o aluno Léo De La Rue foi escolhido para ser o primeiro Presidente do clube, ficando estabelecido que cada jogador compraria seu uniforme e contribuiria com 500 réis de cota mensal, pois a participação dos sócios ainda era reduzida.

Vale registrar que em 13 de abril de 1913, cerca de um mês antes da fundação do São José, morreu em Porto Alegre - RS, aos 44 anos, Francisco Antônio Caldas Junior, proprietário e fundador da Empresa Jornalística Caldas Junior.

DA APAF À SÉRIE "C" NACIONAL Filiado à associação Porto-Alegrense de Futebol em 1914 e mais tarde à Federação Gaúcha de Futebol (antigamente Federação Rio-grandense de Desportos - FRGD) desde 1920, o São José só não disputou as competições municipais e estaduais de 1952 a 1958, quando houve a opção por se dedicar inteiramente à construção da atual sede social, uma reivindicação dos associados.

Foram longos anos de dedicação e respeito aos torcedores gaúchos, enfrentando o poder dos grandes clubes do Estado. O título mais importante foi à conquista da Copa Governador em 1971.

No final dos anos 1960, houve uma fusão do São José com o Clube de Regatas Almirante Barroso. A agremiação chegou a ser apelidada "Zé Barroso".

O uniforme apresentava camiseta com listras largas azuis e brancas.
Nessa época o "Zequinha" conquistou um dos maiores títulos da sua história, a Copa Governador do Estado em 1971.

Em 1981, treinado por Vasques, o São José foi campeão da Segundona, conquistando o direito de disputar a Divisão Especial em 1982. O time, porém, enfrentou problemas e foi rebaixado no mesmo ano.
Voltou a primeira divisão em 1996, depois de uma parceria com o Renner. Durante esta parceria, o São José usou um uniforme em vermelho e branco como o velho Renner.

Em 1998, num lance de marketing ousado, o São José contratou o centroavante Careca, ex-São Paulo e Napoli para atuar em alguns jogos do Gauchão.
O time da Zona Norte tem como principais façanhas ter sido duas vezes vice-campeão do Citadino de Porto Alegre, em 1937 e em 1948, campeão da Copa Governador do Estado, em 1971, campeão do torneio de acesso em 1963, e campeão da Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho em 1981.

Está na elite do futebol gaúcho desde 1999. Sua melhor colocação na primeira divisão foi um 6º lugar em 2001.

Em âmbito nacional o São José disputou o Campeonato Brasileiro da Série C nos anos de 1997, 1998, 2001 e 2003 e da Série D em 2009.


Disputou também a Copa São Paulo de Futebol Juniores, em 2007 e 2008.


No ano de 2006, fez boa campanha no Campeonato Gaúcho, alcançando a classificação para a segunda fase com uma rodada de antecedência.

No andamento do Campeonato Gaúcho de 2007, o clube ousou e fez a contratação mais impactante de sua história, ao trazer o experiente e renomado goleiro Danrlei, ex-Grêmio.


Para a temporada 2008, outro grande nome do futebol estadual foi contratado, o atacante Fabiano, ex-jogador do Inter, e isso somado à outros bons jogadores, rendeu ao São José novamente o 7º lugar, repetindo a boa campanha de 2006.

Danrlei

1ª DIVISÃO SÉRIE "B" 1996

Depois de conviver durante dezenas de anos entre os grandes do futebol gaúcho, o E.C. São José passou por uma fase de transição na 2ª divisão do campeonato gaúcho de futebol.

Em 1981, treinado por Vasques, foi campeão desta categoria "C", com a seguinte equipe: Alexandre Borini, Herbert, Ditão, Nicola e Flávio; Valter, Rubenval, Giba; Rogério, Edson (Geraldo) e Miltinho.
O time, porém, enfrentou problemas e novamente foi rebaixado. A volta à 1ª Divisão Série "B", demorou 16 anos e só chegou em 1996 em parceria com a empresa Tintas Renner.
O time-base teve Alberto; Rogério, Giba, Da Silva e Adriano; Paulo Roberto, Sandro (Senegal) e Julinho; João Pedro, João de Deus e Marcinho. O técnico foi o competente e experiente ERNESTO GUEDES.

DIVISÃO ESPECIAL - 1999


O retorno à 1ª Divisão Série "A", demorou muitos anos e só chegou em 1999, com 02 jogos de antecedência, e a parceria era, continua sendo, com a empresa Multisom.
São José x Novo Hamburgo

Série C - Mesmo limitado pelas dificuldades financeiras e pelo fato de estar situado em uma cidade onde existem dois dos maiores clubes do mundo (Grêmio e Internacional), o São José pensa grande.

Desde 1996, o clube planejou um crescimento técnico para chegar às primeiras categorias do futebol brasileiro até o ano 2000.

Em 1977, disputou a Série C e conseguiu passar para a segunda fase, repetindo o desempenho em 1998, quando só foi eliminado pelo forte São Caetano, em São Paulo. "Tivemos azar no sorteio das chaves, pegamos o time mais forte, mas valeu como aprendizado", ressaltou o Vice Presidente de Futebol, Francisco Novelletto Neto.

O Estádio

A "VIA SACRA", DA MONTANHA AO PASSO D'AREIA
O CLUBE UTILIZOU SEIS CAMPOS DE FUTEBOL ANTES DE TER SEU ESTÁDIO DEFINITIVO NA ZONA NORTE


Ansiosos em participar do maior número de compromissos, os fundadores do São José começaram logo a buscar um local para treinamentos e jogos.

Antigo estádio Passo D'Areia

Em 1914, o primeiro campo utilizado pela turma do Irmão Constantino foi na chácara do Coronel Germano Petersen, denominado "Montanha", onde atualmente funciona o Hospital Militar, na subida da avenida Cristóvão Colombo.

Hospital Militar - década de 1920

O clube começou a conquistar a simpatia da população e cresceu muito, exigindo mais espaço.
Por isso, no mesmo ano, a segunda sede foi instalada na Rua São José, hoje denominada Frederico Mentz no Bairro Navegantes.

Uma enchente, que assolou a capital em setembro, prejudicou o clube, destruiu "as modernas instalações para a prática do futebol", principalmente o gramado do São José. A única saída foi voltar para a "Montanha", na subida da avenida Cristóvão Colombo, até conseguir outro local.

A Bacia - O novo estádio do São José, localizado atrás da Igreja São Pedro e chamado carinhosamente de "Bacia", também durou pouco.
A área foi loteada para construção de moradias e o Clube foi obrigado a se mudar.
Para não ficar sem jogar e correr o risco de fechar o departamento de futebol, o time passou a treinar e a jogar no Estádio da Baixada, do Grêmio.

Depois de pesquisar muito, o clube conseguiu um local no bairro Caminho do Meio, onde hoje se localiza o Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Também ficou pouco tempo, mudando-se para o Bairro São João.
E não foi daquela vez que encontrou o sossego de um local definitivo.

Outra vez a questão habitacional obrigava o São José a mudar de área, pois onde estava o campo havia planos de construir a Vila dos Industriários.

Show do Metálica no Zequinha

Como ressaltam os arquivos do Clube, a "Via Sacra" só terminou na década de 1940.
O Clube comprou o atual terreno de três hectares por 250 contos de réis e começou a construir o Estádio do Passo D´Areia em 1939, a inauguração ocorreu no dia 24 de maio de 1940, com uma grande festa: um jogo contra o poderoso Grêmio, tricampeão da cidade.

A vitória tricolor foi difícil (3 X 2), diante de um grande público, que proporcionou uma arrecadação de 7 contos e 900 mil réis. Era presidente Eduardo Zottnann.


Enfim, com a construção de um estádio moderno, um grande clube tinha terminado sua peregrinação e fincava raízes no coração da Zona Norte.

Em reformas

O estádio alterou sua capacidade para 6.000 pessoas bem acomodadas e é um orgulho da comunidades.


Estádio Passo d’Areia

Nome Oficial: Estádio Passo d’Areia
Endereço:
- Social - Rua Padre Hildebrando nº 1100
- Geral - Av. Rio São Gonçalo nº 95 -
- Bairro Passo d'Areia - Porto Alegre - RS
Capacidade: 10000
Camarotes: 06
Vestiários: 4 vestiários profissionais mais 1 vestiário de arbitragem.
Dimensões do Gramado: 74m x 105m - Tamanho oficial exigido pela Fifa.
Grama: Catarina
Iluminação: Estão em construção devido a nova arquibancada geral
Imprensa:
- 8 cabines duplas fixas
- 1 sala de imprensa
- 1 sala para entrevistas coletivas.

Estacionamento: Privativo para funcionários e autoridades com capacidade para 50 veículos.

Escolinha 2006

O Hino

Autor: Antônio Guaglianoni
Arranjo Musical: Os Zequianos

Cor do céu clube alvi azul
São José de tradição
Mais simpático do sul
Resplendente pavilhão

Quem não sente o teu ardor
Como um todo sempre unido
Frente ao forte contendor
Luta bravo e destemido

Nasceu nacionalista
Sagrando nobre história
Na senda da conquista
Candente busca a glória

Zequinha traz um fado
Ardente e varonil
De honrar o seu passado
No esporte do Brasil


O Mascote


Outro símbolo importante do São José é o mascote. Os arquivos do clube não registram o autor do desenho, que mostra a imagem simpática de um velho santo vestido com o uniforme do clube, entrando em campo e tendo uma bola embaixo do braço direito.

Cores

As cores do São José é o Azul e Branco.

Uniforme Camisa com listras verticais azuis e brancas, calção branco e meias azuis.


A Torcida

O time é conhecido carinhosamente como "Zequinha".
Os torcedores gaúchos já se acostumaram a presenciar o nascimento e a morte de dezenas de clubes de futebol ao longo deste século. Quis o destino e a abnegação de milhares de torcedores, que o Esporte Clube São José não tivesse esse mesmo triste fim.

Títulos

Com muito trabalho e dedicação, o "Zequinha" venceu desafios, passou por fusões, crises e até licenciamento, mas também viveu grandes momentos de glórias nestes 90 anos.

Conhecido como time mais simpático do Rio Grande do Sul, respeitado por gremistas, colorados e cruzeiristas, o São José, abre a porta do Novo Milênio como o Clube de Todos os Corações.
Suas torcidas os Guaipecas fundada em 2005 e o mascote "Mutley", e os Farrapos fundada em 2007.
Hoje com mais de 2000 associados.

Títulos

VICE CITADINO EM 1937/1948

Na época do futebol romântico, Porto Alegre tinha muitos clubes de qualidade como Grêmio, Inter, São José, Força e Luz, Americano e outros. E foi neste contexto que o Zequinha, em 1937, viveu seu primeiro grande momento de glória. Com uma equipe de alta qualidade, treinado por Nelinho, conquistou o vice-campeonato da cidade, em dezembro, em uma decisão com o Grêmio, em três jogos.

No primeiro, vitória tricolor por 2x1 (19/12), reação do Zequinha no 3x2 (23/12) e o título gremista no 2x0 final (26/12). O São José teve como time-base a seguinte formação: Ruarão, Ruarinho, Harry, Ireno, Berto, Mesquita, Bavú, Mabília , Ordovaz, Chinesinho e Elustondo.

Há quem considere o time do final da década de 40 como um dos melhores na história do São José. 

Esse grupo, treinado por Otacílio Ricardo dos Santos, obteve o vice-campeonato de Porto Alegre em 1948 garantindo o título antecipado do Inter ao vencer o Grêmio por 3 a 1 no dia 9 de outubro.
No Gre-Nal "por laranjas" em 17 de outubro, o Grêmio usou um time reserva e foi goleado por 7 a 0 pelo Inter.

O ex-presidente Humberto Ruga lembra uma formação do São José em 1949/1950 com Clóvis (Vilson); Gaúcho, Pedro (Osvaldo Só), Aldeia e Tibica; Gomes (Turra) e Ênio Andrade; Loureiro (Breno), Pedrinho, Sadi e Roni. "Um time fantástico", diz.

COPA GOVERNADOR, A MAIOR CONQUISTA 
MAIOR TÍTULO NO FUTEBOL DESDE A FUNDAÇÃO

Em uma época de grande diferença econômica-esportiva entre a dupla Gre-Nal e os demais clubes do Rio Grande do Sul, o E.C. São José conseguiu a sua maior conquista:
Campeão da "Copa Governador do Estado - Euclides Triches em 1971"


O Inter vinha em grande fase com Valdomiro, Tovar e Claudiomiro e o Grêmio do Técnico Oto Glória, tinha Espinosa, Everaldo e Alcindo, mas o São José com garra foi superior.


Carlos Miguel, Marcos, Adilson, Renato, Paulinho e Frazão;

Carlos Castro, Celmar, João Alberto, Gilney e Cará


O E.C. São José tinha como Técnico Pedro Ário Figueiró e o time-base teve, Marcos: Carlos Miguel, Vasques (Ney), Renato e Frazão; Paulinho, Celmar e Gilney; Carlos Castro, João Alberto e Cará.

Artilheiros

Artilheiros do Campeonato Gaúcho
Chiquinho - 2001 (15 gols).
Artilheiros do Campeonato Gaúcho - Série B
Da Silva - 1986 (12 gols).

Ídolos

Beto Almeida
Ênio Andrade
Foguinho
Elustondo

Carlos Miguel da Silva - 1971

Carlos Miguel da Silva - 1971

Estaduais

Campeonato Gaúcho - 2ª Divisão: 2 vezes — 1963 e 1981.
Vice-Campeonato Gaúcho 2ª Divisão: 1996.

Outras Conquistas

Torneios estaduais
Copa Governador do Estado: 1971*.
*Com o nome de Barroso-São José.


Futebol Society




Outros atletas que se destacaram:

Adilson (1971 - foi para o Grêmio)
Airton Caixão (ex-Grêmio - 1969)
Alexandre Borini (ex-Blumenau 1984)
Bodinho (ex-Inter - 1958)
Cará (1969 - foi para o Esportivo)
Careca (ex-Guarani, São Paulo, Napoli-ITA, Seleção Brasileira - 2001)
Carlos Castro (ex-Inter - 1971/72)
Carlos Luis Medeiros Vasques (ex-Internacional)
Carlos Miguel Azevedo da Silva (1963/71 foi para o Esportivo)
Cassiá (ex-Coritiba - 1981)
César Zanchi (foi para o Vasco - 1937)
Claudio Mineiro (ex-Inter - 1982)
Daniel (ex-Inter, Corinthians - 1998)
Djair de Almeida Machado (ex-Inter, Caxias - 1981)
Dorinho (ex-Inter - 1975)
Gilberto Tim (Preparador Físico do Inter e Sel. Brasileira - 1959)
Gilnei (ex-Grêmio - 1971/72)
Ivo Amaral (ex-Grêmio)
Ivo Andrade (categorias de Base - Década de 50)
Ivo Winck (revelação da Década de 40, foi para o Inter)
Jamir (1988 - transferiu-se para o Grêmio)
João Alberto (1968/74 - foi para o América-RJ)
Julio Cesar Gomes Moreira (ex-Cruzeiro - 1976)
Luiz Carlos Winck (ex-Inter, Grêmio, Sel. Brasileira - 1998)
Luiz Eduardo (ex-Grêmio - 1999/2000)
Luiz Gustavo (ex-Internacional - 1999/2000)
Luiz Luz (Grêmio e Seleção Brasileira - Década de 20)
Moacir (1970 - foi para o Flamengo)
Nilo (Coritiba e Seleção Brasileira - 1971)
Paulo Souza (ex-Grêmio - 1976)
Pinga (ex-Internacional - 1990)
Pingo (ex-Cruzeiro - 1979)
Polaco (ex-Seleção Juniores - 1998)
Ricardo (ex-Inter, Caxias - 1998)
Roberto Fernando (1966 - foi para o Juventude)
Ruaro (foi para o Inter - Década de 20)
Sampaio (foi para o Vasco - 1937)
Selmar (1972 - foi para o Grêmio)
Sergio Vinck (1998)
Silveira (ex-Internacional)
Tarciso (ex-Grêmio)
Valdir (1971 - foi para o Inter)
Vicente (ex-Grêmio - 1981)
Vilson (ex-Grêmio - 1998)
Zica (1936 até 1942)

A FIFA REGISTRA A EXCURSÃO INÉDITA DO SÃO JOSÉ A PELOTAS EM 1927, NUM HIDROAVIÃO

Em 1927, a Varig não era uma empresa respeitada como hoje. A viação Aérea Riograndense estava começando e possuía apenas um hidroavião modelo Dornier Wal, chamado ATLÂNTICO, mas ajudou o também jovem Esporte Clube São José, de Porto Alegre - RS, a entrar para a história como o primeiro clube de futebol sul-americado a realizar uma excursão aérea. A viagem até a cidade de Pelotas - RS ocorreu num domingo, dia 05 de junho, e dourou 02:30 horas.


A idéia de viajar de avião, conforme relatório de João Leal da Silva, Tesoureiro do São José, na época, partiu do Diretor de Futebol Edgar Vielitz e do Secretário Moisés Antunes da Cunha, quando o time voltava de bonde do bairro Menino Deus, onde havia vencido o Futebol Club Porto Alegrense, por 3 X 1, pelo campeonato da cidade, no dia 03 de maio.

***

Delegação de 11 tripulantes foto tirada antes da viajem histórica
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Tudo estava acertado para a viagem, o E.C. Pelotas aceitou pagar a hospedagem e as despesas com o avião. O São José ainda disputou 02 partidas pelo campeonato, perdendo para o Grêmio e Internacional. Dois dias antes da viagem, o secretário Moisés Antunes seguiu de vapor para acertar alguns detalhes faltantes.

Como o avião não podia levar todos os atletas, Odorico Monteiro, Berlina e Benedito foram com o secretário e ficou combinado que haveria troca na volta, para que todos tivessem a oportunidade de sentir a sensação de voar.
Aconteceram dois problemas na semana que antecedeu a viagem: 1º - tempo estava chuvoso e o 2º o controle do peso.

A Varig, que tinha sua sede na Casa Bromberg, solicitou o peso exato de todos os jogadores, para obter o melhor desempenho do hidroavião - na sexta-feira o ATLÂNTICO viajou para o Rio de Janeiro, retornando no sábado.

No domingo, pela manhã o avião levaria o E.C. São José a cidade de Pelotas, retornando na segunda-feira.

Tudo pronto, o comandante Rodolfo Cramer verificou que havia peso em excesso, porque os sobretudos não estavam incluídos. Ficou a pergunta, como resolver este impasse?

Houve alguns protestos, pois ninguém queria ficar fora da viagem. O Presidente Waldemar Zapp pede para tirarem uma foto de todo o grupo, pois queria uma lembrança, em caso de acidente.

O comandante Cramer então combinou que se o avião decolasse sem problemas, a viagem seguiria com todos os passageiros. O motor ronca, dá solavancos, pulava como um sapo, fazia um barulho infernal, mas decola e deixa as águas do Guaíba para trás.

O ATLÂNTICO, enfim, estava no ar e chegou no horário pré-visto, depois de 02 horas e meia de viagem.

Depois desta epopéia, O E.C. São José voltou a viajar de avião em 1959, para jogar contra o time chamado de 14 de julho, na cidade de Passo Fundo - RS, onde venceu por 2 X 1, conforme relato do Conselheiro Manoel Rubi da Silva, que era supervisor de futebol, na época.

Em 1998, já com um avião moderno, com toda a segurança e conforto viajou para o Estado do Paraná, para disputar uma partida de futebol pelo campeonato brasileiro Série "C".

OS PRIMEIROS VIAJANTES DE AVIÃO - JOGADORES E DIRIGENTES:

Os nomes que ficaram na história do E.C. São José foram os passageiros Carlos Albino (chefe da delegação), João Leal da Silva (tesoureiro) e os jogadores: Álvaro Kessler, Antônio Netto, Dirceu, Alfredo Cezaro, César Cezaro (Pinho); Nicanor Leite (Nona), Clóvis Carneiro Cunha, Walter Raabe e o goleiro Bagre (Alberto Moreira Haanzel).

A viagem transcorreu sem problemas, exceto por 2 jogadores, Antônio Netto e Bagre, que viajaram no porão do avião, porque só havia 9 poltronas. Porém, garantiram lugar na volta porque os irmãos Cezaro enjoaram muito e prometeram jamais viajar de avião. A promessa, no entanto, só durou durante o vôo.


Pela viagem à Pelotas - RS a Varig recebeu 2 contos e 500 mil réis, sendo que o preço individual, de ida e volta de uma viagem, daquele tipo custava 350 mil réis. Mesmo assim o preço, para a época, não foi considerado barato, porque o dólar estava valendo 8 contos e 500 réis.

7. Gremio Sportivo Força e Luz - 1921





História

O clube foi oficialmente fundado por:
José Macedo Jardim, Álvaro Britto, Honorino Passos, Salvador Crozitti, Rosendo Rosa, Bruno Borde, Christph Walter Miller, Carlos De Lorenzi, Dr. Ernesto John Aldsworth, entre outros, funcionários da Carris e da CEERG, em 08.09.1921.

O Grêmio Sportivo Força e Luz era originalmente formado por trabalhadores da Carris: - motorneiros e cobradores de bonde, e funcionários da CEERG (Cia. de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul).
Com a unificação do futebol gaúcho, em 1923, o Força e Luz ingressou na 2ª divisão da APAD, ganhando o campeonato deste ano.

No ano seguinte, disputou a Série A da 2ª Divisão, sendo vice no 1º quadro e campeão nos 2º e 3º quadros. Com o fim da 2ª Divisão da APAD em 1925, e o surgimento da APAF, o Força e Luz manteve-se fora das duas entidades, ausentando-se de competições oficiais por alguns anos.
No ano seguinte abandonou a APAD e ingressou na AMGEA, disputando a Série B e conseguindo o acesso para a temporada seguinte.

Em 1932, contando com onze filados, a AMGEA formou novamente duas séries, ficando o Força e Luz na Série B. Com a desistência dos demais participantes desta série, o Força e Luz foi proclamado campeão, e classificou-se para disputar com o São José, último colocado da Série A, uma vaga no campeonato seguinte, mas perdeu a série de melhor de três partidas.

Em 1934, o Força e Luz voltou a disputar o campeonato, com a extinção da Série B.

Em 1947, é obrigado a mudar de nome, durante a década de 1940, chamou-se Rio Branco e Esporte Clube Corinthians PortoAlegrense.

No início de 1959, o clube fechou as portas do departamento de futebol.

Em 1972, voltou a jogar profissionalmente, disputando a 2ª divisão e a Copa Governador do Estado.

Campeão citadino de aspirantes nos anos de 1934, 1935, 1936 e 1937, o Forcinha alcançou suas maiores conquistas entre os profissionais em 1947 e 1948, com os vice-campeonatos de Porto Alegre.

Sua última participação importante foi no campeonato gaúcho da segunda divisão, em 1972. Depois, passaria a disputar só campeonatos amadores.

O atual G.E. Força e Luz disputava torneios apenas na categoria de veteranos.

O clube encaminhou o protocolo do fim de suas atividades na Federação Gaúcha de Futebol (FGF).

Para não deixar a mística do nome morrer no esquecimento, a União Social dos Empregados da Carris (Use carris) batizou, em 2009, o time de "Carris Força e Luz".

O agora tricolor (azul, vermelho e branco) pretende disputar o campeonato de futebol amador de Porto Alegre.

As Cores

As cores do Força e Luz, o branco e o vermelho.

O Estádio

Em 1921, nestes primeiros tempos seu campo localizava-se na rua da Glória.
Logo, porém, o clube mudou-se para um campo na avenida Teresópolis.

Em 1929, o Força e Luz arrendou a Chácara das Camélias, campo do Porto Alegre.

Em 1931, além de disputar a Série A, o clube mudou-se para o campo da rua Arlindo.

Em 14 de abril de 1935, inaugurou o Estádio da Timbaúva, Rua Doutor Alcides Cruz, 125, bairro Santa Cecília, Porto Alegre / RS.

O campo do "Forcinha" era carinhosamente chamado de Timbaúva por causa de uma árvore que imperava orgulhosa atrás da goleira.
O jogo inaugural com o Internacional perde por 5x1.

Na Timbaúva foi disputada a primeira partida de campeonato brasileiro (de seleções) no Rio Grande do Sul.

Sem a propriedade do estádio da Timbaúva (no Bairro Santa Cecília), vendido em 2006 para a Rede Zaffari, o clube encaminhou o protocolo do fim de suas atividades na Federação Gaúcha de Futebol (FGF).

Craques

Foi na Timbaúva que eu vi o meu segundo Rolo Compressor, o de Florindo, Oreco, Paulinho, Salvador, Larry, Bodinho e Chinesinho, na minha opinião um time colorado ainda melhor do que o célebre Inter dos anos 1970.

Neste campo que dois craques do Força e Luz despontaram:

O ponta-direita Dorval, vendido depois para o Santos de Pelé, onde se sagraria bicampeão do mundo em 1962 e 1963.
***
Dorval ponta-direita do Força e Luz - 1955

"Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe".

Essa era a linha de frente do melhor time de futebol de todos os tempos. Apesar de o sucesso da equipe ter sido sempre focado no Rei, os outros jogadores também ganharam o reconhecimento dos torcedores. Um desses atletas é Dorval, o ágil ponta-direita daquela equipe que conquistou praticamente tudo o que disputou na década de 1960.

Em 26 de fevereiro de 1935, nascia em Porto Alegre (RS) Dorval Rodrigues, que desde pequeno demonstrou o interesse pelo esporte com a bola nos pés.

No entanto, ele só chegou a uma equipe profissional em 1955, quando deixou a profissão de engraxate e foi contratado pelo Grêmio Esportivo Força e Luz, hoje extinto time da capital gaúcha.
O tamanho da equipe não impediu Dorval de se destacar nos campeonatos regionais e, assim, ser chamado para defender a seleção de seu Estado em um torneio no México. A habilidade e a facilidade no drible despertaram o interesse de grandes clubes do Brasil, resultando em sua contratação pelo Santos F.C., em 1956.
***
Airton Ferreira da Silva zagueiro do Força e Luz

Airton Ferreira da Silva, zagueiro, o Grêmio comprou do Força e Luz por 50 mil cruzeiros e dez degraus de arquibancadas do antigo pavilhão do estádio da Baixada. Um dos melhores jogadores do Grêmio de todos os tempos, o zagueiro carregou para sempre no apelido de "Airton Pavilhão" a marca do insólito negócio.

Em 1921, nestes primeiros tempos seu campo localizava-se na rua da Glória.
Logo, porém, o clube mudou-se para um campo na avenida Teresópolis.

Em 1929, o Força e Luz arrendou a Chácara das Camélias, campo do Porto Alegre.

Em 1931, além de disputar a Série A, o clube mudou-se para o campo da rua Arlindo. Em 

14.04.1935, inaugurou o Estádio da Timbaúva, Rua Doutor Alcides Cruz, 125, bairro Santa Cecília, Porto Alegre / RS, que pertenceu inicialmente a Cia. Carris. O jogo inaugural com o Internacional perde por 5x1.




No dia 18 de novembro de 1945, o Internacional, jogando no Estádio da Timbaúva, em Porto Alegre, venceu o Pelotas por 3 x l, marcando Carlitos e Tesourinha (2) para o colorado e Pepito para o auri-cerúleo. Com público de 8500 pessoas e arbitragem de Paulo Cortelari

Alguns título do Força e Luz

Campeão da 2ª divisão porto-alegrense em 1923 e 1932
Campeão da Série A da 2ª divisão porto-alegrense (2º Quadro) em 1924
Campeão da Série A da 2ª divisão porto-alegrense (3º Quadro) em 1924Campeão do Torneio Início em 1933Campeão porto-alegrense (2º Quadro) em 1934, 1935, 1936 e 1937
Inauguração do Estádio da Timbaúva
Força e Luz 1x5 Internacional
Data: 14/04/1935
Juiz: Wlater Leal
Gols: Mancuso 19′ do 1º tempo; Negrito 5′, Prestes 17′, Tupan (pênalti) 28′,Prestes 30′ e Andrade 37′ do 2º
FL: Lucindo; Armando e Álvaro (Miro); Elesbão, Gradim e Índio; Ferreira,Negrito, Zanine, Dinga e Javel
IN: Penha; Poroto (Natal) e Risada; Garnisé, Andrade e Lewis; Marreco,Tupan, Mancuso, Darci Encarnação e Prestes.

Observação:

- A partida preliminar seria entre Grêmio e Cruzeiro, mas como este último não compareceu, a disputa foi cancelada.

Outros Campeonatos

Legenda:
Nº DATA
PLACAR
CIDADE COMPETIÇÃO
1) 04/12/1938
Flamengo 2x8 Força e Luz
Caxias do Sul
Amistoso
2) 30/05/1954
Flamengo 3x1 Força e Luz
Caxias do Sul
Campeonato Gaúcho 1954
3) 11/09/1954
Força e Luz 1x6 Flamengo
Porto Alegre
Campeonato Gaúcho 1954
4) 26/12/1954
Flamengo 4x0 Força e Luz
Caxias do Sul
Campeonato Gaúcho 1954
5) 09/08/1955
Flamengo 0x4 Força e Luz
Caxias do Sul
Campeonato Gaúcho 1955
6) 23/10/1955
Força e Luz 0x0 Flamengo
Porto Alegre
Campeonato Gaúcho 1955
-) 27/05/1956
Força e Luz 2x0 Flamengo
Porto Alegre
Torneio Ínicio 1956
-) 07/09/1956
Flamengo 1x2 Força e Luz
Caxias do Sul
Campeonato Gaúcho 1956
8) 07/11/1956
Força e Luz 1x1 Flamengo
Porto Alegre
Campeonato Gaúcho 1956
9) 06/07/1957
Força e Luz 2x1 Flamengo
Porto Alegre
Campeonato Gaúcho 1957
10) 20/10/1957
Flamengo 2x1 Força e Luz
Caxias do Sul
Campeonato Gaúcho 1957
11) 13/07/1958
Flamengo 2x1 Força e Luz
Caxias do Sul
Campeonato Gaúcho 1958
12) 22/11/1958
Força e Luz 1x1 Flamengo
Porto Alegre
Campeonato Gaúcho 1958
AMISTOSO
                           JG VT EM DE GF GS SG
MANDANTE             01 00  00   01  02 08 -06
VISITANTE              00 00  00   00  00 00 +00
C. ESTADUAL          01 00  00   01  02 08 -06

CAMPEONATO GAÚCHO
                            JG VT EM DE GF GS SG
MANDANTE             06 04   00   02   12 09 +03
VISITANTE               05 01   03   01   09 05 +04
C. ESTADUAL          11 05   03   03   21 14 +07
GERAL
                        JG VT EM DE GF GS SG
MANDANTE      07 04  00   03   14 17 - 03
VISITANTE        05 01  03   01   09 05 +04
GERAL               12 05  03   04   23 22 +01
MAIOR ESCORE PRÓ-FORÇA E LUZ COMO MANDANTE
Força e Luz 2x0 Flamengo (27/05/1956)
--------------------------------------------
MAIOR ESCORE PRÓ-FORÇA E LUZ COMO VISITANTE
Flamengo 2x8 Força e Luz (04/12/1938)
--------------------------------------------
MAIOR ESCORE PRÓ-CAXIAS COMO MANDANTE
Flamengo 4x0 Força e Luz (29/10/1972)
--------------------------------------------
MAIOR ESCORE PRÓ-CAXIAS COMO VISITANTE
Força e Luz 1x6 Flamengo (11/09/1954)
--------------------------------------------
MAIOR ESCORE DE EMPATE
Força e Luz 1x1 Flamengo (07/11/1956)
Força e Luz 1x1 Flamengo (22/11/1956)

8. Gremio Esportivo Renner - 1931


O Renner foi fundado no dia 27 de julho de 1931, por: Victor Gottschold, Avelino Amaral e Apolinário Corrêa, entre outros, todos funcionários da A.J. Renner e Cia.
O clube realizou seus primeiros jogos na rua Frederico Mentz.

Em 1936, o clube participou da fundação da Liga Atlética Porto Alegrense (LAPA), ao lado do Portuário, Rio Guahyba, Gloriense e Arrozeira Brasileira.

Em 1937, com a divisão da principal liga portoalegrense, o Renner abandonou a LAPA e ingressou na facção da Associação Metropolitana Gaúcha de Esportes Atléticos que manteve-se fiel à CBD (AMGEA cebedense).

Em 1938, o clube venceu o Torneio Início e o Campeonato Municipal, disputando o campeonato gaúcho.
Com a unificação do futebol portoalegrense, realizou-se, no primeiro semestre de 1939, o Torneio Relâmpago, com onze equipes e que classificaria os cinco primeiros para a Primeira Divisão do Futebol, ficando os restantes na Segunda Divisão. Renner, Cruzeiro e Americano terminaram o torneio empatados em 4º lugar.

No "Torneio Desempate", o Renner ficou em último, perdendo a vaga na elite gaúcha.

Em 1940, o Renner analisou a possibilidade de alterar seu nome para Industrial ou Navegantes, para adequar-se aos estatutos da AMGEA. Nesta temporada, com uma grande campanha na Segunda Divisão gaúcha, o clube teve seu atacante Caburé (artilheiro da competição) convocado para a Seleção Brasileira que disputaria o Campeonato Sul-Americano, na Bolívia (os clubes gaúchos recusaram-se a ceder seus atletas e Caburé jamais jogou pela Seleção).
Precisando apenas de um empate para ganhar o campeonato da Segunda Divisão, o clube perdeu para o Porto Alegre, desperdiçando a chance de subir à Primeira Divisão. No ano seguinte, o Renner resolveu não inscrever-se para disputar o campeonato da Segunda Divisão.

Em 1942, o Renner venceu o campeonato da Segunda Divisão gaúcha, mas não conseguiu o acesso.

Em 1944, novamente consegue o título, conquistando o direito de ascender à série principal.

Em 1951, o Renner foi vice-campeão juvenil, repetindo o feito em 1953 e 1957.
Mas o grande momento do Renner foi na temporada de 1954. O clube sagrou-se campeão citadino com três rodadas de antecipação, ao vencer o Juventude por 9x2, no dia 08 de janeiro de 1955.

Em seguida, conquistou o Campeonato Gaúcho de 1954, em um quadrangular com Brasil de Pelotas, Ferro Carril de Uruguaiana e Gabrielense de São Gabriel.

O título foi conquistado no dia 03 de abril de 1955, com a vitória do Renner sobre o Brasil de Pelotas por 3 a 0, no Estádio Tiradentes, gols de Breno (2) e Pedrinho.

O time campeão entrou em campo com a seguinte escalação: Valdir de Moraes, Bonzo, Ênio Rodrigues, Orlando (Olavo) e Paulistinha; Leo e Ênio Andrade; Pedrinho, Breno Melo, Juarez e Joelcy.
A campanha desse ano foi tão arrasadora que o time recebeu o apelido de Papão de 1954.


Em 1957, disputou o Torneio Quadrangular do Rio de Janeiro, contra Bangu, Vasco e Fluminense. O final da década de 1950 marcou um período de crise do clube. Como no final de cada temporada a empresa A.J. Renner tinha de cobrir o rombo financeiro, após o campeonato de 1957, decidiu-se extinguir o clube.

Em pé: Valdir. Enio Rodrigues. Oby. Valdo. Ivo e Orlando.
Agachados: Carlito. Breno. Pedrinho. Enio Rodrigues e Orcely.

Esquadrão do Renner de Porto Alegre no primeiro jogo contra a seleção alagoana em excursão a Alagoas

Em 1953, o Renner de Porto Alegre jogou duas partidas em Maceió. Era o primeiro clube gaúcho a nos visitar. Tinha conquistado o campeonato gaúcho da temporada e veio com muito cartaz. Possuía grandes jogadores e, alguns deles terminaram jogando na seleção brasileira.

O primeiro jogo aconteceu no dia 27 de dezembro. O Renner perdeu para a seleção alagoana por 3x2. Um resultado que foi contestado pelos gaúchos que não aceitaram o segundo pênalti marcado pelo árbitro alagoano, Adalberto Silva. O goleiro Valdir de Moraes não quis ficar no gol para a cobrança. 

O juiz mandou cobrar com o meta gaúcha vazia. Era o gol da vitória alagoana. Orizon fez os dois de pênalti e Géo completou os gols do locais. Joeci e Enio Andrade marcaram para o Renner.

O jogo foi bom até o momento em que o juiz assinalou o segundo pênalti contra os visitantes. O marcador era de 2x2 e demonstrava o equilíbrio entre as duas equipes. Depois de muita conversa os dirigentes azulinos conseguiram convencer os gaúchos a retornarem ao campo e terminarem o jogo. 

Foram os piores momentos da partida. O Renner fazendo o tempo passar. A seleção perdeu o interesse pelo jogo e a própria torcida não sentiu mais nenhuma emoção pela vitória. A seleção venceu com Epaminondas. Dirson e Orizon. Piolho. Zanélio e Mourão. Cão (Helio Miranda). Dida. Cécé. Bequinho (Tonheiro) e Géo.

Três dias depois, no mesmo campo do mutange, o Renner voltou para enfrentar o CSA. Os gaúchos exigiram que o juiz fosse Aparicio Viana que acompanhava a delegação na temporada pelo Nordeste. O resultado final foi de 1xl. O CSA com um time bem entrosado realizou uma grande exibição. O 

Renner, esquecendo os problemas do domingo, também fez por merecer os elogios.
O público assistiu um grande espetáculo. Um futebol de alto nível. Os alagoanos começaram de forma arrasadora. Assinalaram seu gol através do ponteiro Géo e realizaram um jogo de boa técnica e rapidez nas jogadas.

No segundo tempo, os alagoanos cansaram e os gaúchos continuaram com a mesma regularidade. E mantendo o ritmo, chegaram ao empate através de Juarez. Foi um grande jogo e que apagou a má impressão deixada na partida anterior quando os lamentáveis acontecimentos envolveram os jogadores do Renner e o juiz Adalberto Silva.

O CSA jogou com Almir. Paulo Mendes e Orizon. Piolho. Zanelio e Napoleão. Italo (Deda). Dida. Sued. Netinho e Géo.

O Renner com Valdir (Albertino). Enio Rodrigues. Léo (Ody). Ivo Medeiros (Gago). Bonzo (Valdo) e Orlando. Carlito. Breno. Pedrinho (Juarez). Enio Andrade e Joeci (Orely).


O Estádio 

Estádio Tiradentes
***
O estádio Tiradentes foi construído em um terreno doado por Antônio Jacob Renner.
O estádio Tiradentes, construído em 15 de novembro de 1935, na Av. Sertório, era chamado de Waterloo. Pois em seu estádio o Renner era imbatível.
Tinha capacidade para 6000 torcedores.

O Renner inaugurou seu estádio na rua Sertório esquina com a avenida Eduardo (atual av. Pres. Roosevelt), vencendo o Taquarense por 5 a 4.

A Exceção Gaúcha

Há semelhanças entre a história do Cosmos de Nova York e o Renner de Porto Alegre. Até mesmo o título original do documentário sobre o time americano, "Uma Vez na Vida" (Once in a Lifetime), caberia para o clube portoalegrense. Afinal, na lista de campeões gaúchos de todos os tempos, em meio a incontáveis citações de Grêmio e Internacional, aparece o Renner em 1954.


A Estação Elétrica Filme e Vídeo realizou um filme sobre esse episódio histórico: chamou-se "O Papão de 54".

Papão de 54 (2005)

Documentário
65 minutos
Diretor: Alexandre Derlam

Infelizmente, não há imagens em movimento do Renner jogando. Mas existem fotos e também os jogadores, que contam, emocionados, sobre os bons tempos do saudoso clube.
Para homenagear este time gaúcho, vamos relembrar a campanha de 1954, quando o “Papão” Renner conseguiu superar o forte time do Internacional, e quebrar o monopólio de Grêmio e Inter.

Logo na largada do campeonato, Internacional e Grêmio marcaram passo, ao empatarem, respectivamente, com Flamengo (1x1) e Cruzeiro (1x1). Enquanto isso, o Renner vencia o Aimoré, em Passo Fundo, por 3x1. Seus adversários, neste início de campeonato, pareciam ser o Juventude e Floriano, que tendo jogado já duas partidas, tinham 100% de aproveitamento. Mas no jogo seguinte o Floriano vencia o Juventude, em Caxias, e o time da Serra já começava a ficar pelo caminho. Na rodada seria o Floriano que seria derrotado em casa, pelo próprio Renner.

Na 5ª rodada, um jogo decisivo: o Renner bate o Internacional por 3x1, acabando com a invencibilidade colorada. Na 6ª rodada o Renner perde os 100% de aproveitamento, ao empatar em Caxias do Sul com o Juventude (2x2).

O 1º turno encerrou-se com o Renner liderando, com 17 pontos, tendo o Internacional em 2º, com 14, e o Juventude em 3º, com 13. O Grêmio ocupava as últimas colocações, com apenas 6 pontos.
No returno, o Grêmio ensaia uma recuperação, e o Internacional tenta aproximar-se do Renner, mas o time do estádio Tiradentes (conhecido como Waterloo, porque lá os grandes eram derrotados), no bairro Navegantes, não deu chances para ninguém. Apenas Nacional e Floriano conseguiram arrancar pontos do Renner, com empates.

No dia 08 de janeiro de 1955, com uma goleada de 9x2 sobre o Juventude, o Renner conquistou o título metropolitano, de forma invicta. Depois, bastou bater o Ferrocarril de Uruguaiana e o Brasil de Pelotas, para conquistar o título gaúcho.

Jogos do Renner no campeonato de 1954:

1º Turno:
Flamengo 1x1 Internacional
Grêmio 1x1 Cruzeiro
Aimoré 1x3 Renner
Aimoré 2x1 Grêmio
Internacional 5x1 Cruzeiro
Renner 2x0 Flamengo
Aimoré 0x4 Internacional
Grêmio 1x1 Força e Luz
Floriano 0x2 Renner
Renner 6x0 Força e Luz
Internacional 2x1 Floriano
Juventude 3x1 Grêmio
Internacional 1x3 Renner
Internacional 6x0 Nacional
Juventude 2x2 Renner
Floriano 2x3 Grêmio
Internacional 8x0 Força e Luz
Grêmio 0x1 Renner
Renner 2x1 Nacional
Nacional 4x2 Grêmio
Grêmio 1x1 Internacional
Renner 4x1 Cruzeiro
Grêmio 1x1 Flamengo
Juventude 1x4 Internacional
2º Turno:
Flamengo 0x1 Renner
Força e Luz 0x5 Internacional
Grêmio 4x2 Aimoré
Grêmio 1x1 Nacional
Cruzeiro 4x5 Renner
Internacional 5x1 Flamengo
Grêmio 4x1 Juventude
Internacional 4x0 Aimoré
Força e Luz 0x5 Renner
Nacional 1x1 Internacional
Cruzeiro 1x2 Internacional
Renner 3x0 Grêmio
Renner 6x1 Aimoré
Cruzeiro 2x6 Grêmio
Floriano 3x2 Internacional
Grêmio 2x1 Floriano
Nacional 3x3 Renner
Renner 9x2 Juventude
Internacional 2x1 Grêmio
Internacional 3x2 Juventude
Flamengo 0x2 Grêmio
Renner 0x0 Floriano
Renner 2x0 Internacional
O time foi crescendo até que, em 1954, não teve pra ninguém.
Sagrou-se campeão invicto com uma vitória de 9 a 2 sobre o Juventude.

O Clássico


Mesmo com a hegemonia de Grêmio e Inter na capital gaúcha, o Renner tinha a simpatia dos moradores do bairro Navegantes e arredores. Não faltou torcida para comemorar o título.

O time foi crescendo até que, em 1954, não teve pra ninguém.
Sagrou-se campeão invicto com uma vitória de 9 a 2 sobre o Juventude.

O Clássico

Craques


Entre os jogadores do clube, destacaram-se o goleiro Valdir de Morais (titular por vários anos no Palmeiras e avô de Danny Morais), o lateral-direito Bonzo, o lateral-esquerdo Olavo, o volante Badanha, o ponteiro-direito Sabiá, o meia Breno Melo (que foi para o Fluminense e fez fama no cinema, com o papel principal no premiadíssimo Orfeu Negro), os atacantes Caburé, Saladuro, Cabano e Medina, e os ex-colorados Joane, Hormar, Rui Motorzinho e Ênio Andrade.

Breno Melo

Nota:
- Apesar de não ter tido muito destaque a notícia, morreu na sexta-feira, dia 11.07.2008, em Porto Alegre, Breno Melo, jogador gaúcho que fez nome no futebol e no cinema. Breno Melo começou a carreira no São José, mas em 1953 já estava no Renner, onde seria um dos principais nomes do time que foi campeão metropolitano e gaúcho em 1954, único título que fugiu da dupla Gre-Nal entre 1940 e 1997.

Em 1957, com o Renner já apresentando os graves problemas financeiros que levariam ao seu fechamento, no ano seguinte, Breno Melo foi negociado com o Fluminense.
Na equipe carioca, jogou de 1957 a 1959.


Em 1959, foi descoberto pelo diretor francês Marcel Camus, que o convidou para representar o papel principal no filme "Orfeu Negro", baseado na peça de Vinícius de Moraes, que transferia para uma favela carioca o drama da mitologia grega. O filme não foi muito bem recebido no Brasil, mas fez sucesso na crítica internacional. Venceu a Palma de Ouro de Cannes, em 1959, e o Globo de Ouro e o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1960.

Breno Melo como Orpheu

Recentemente, em sua autobiografia, Barack Obama elogiou o filme, um dos preferidos de sua mãe, Stanley Ann Dunham. Depois do filme, Breno Melo saiu do Fluminense para ter uma rápida passagem pelo Santos de Pelé (algumas fontes citam que também teria jogado no Corinthians). Mas logo a seguir, com 30 anos, Breno Melo abandonou o futebol para dedicar-se ao cinema.

Breno Melo com Pelé no Santos

Ênio Andrade

Um dos grandes jogadores da história do clube foi Ênio Andrade, que mais tarde como treinador se sagraria campeão brasileiro por três clubes diferentes, o Grêmio, o Internacional e o Coritiba.

Da esq. a dir. Luizinho, Bodinho, Larry, Enio Andrade e Chinezinho na seleção

Presidente JK cumprimenta a selação campeã dos Jogos Panamericanos 1956 no México, no Palácio do Catete no RJ, o segundo Enio Andrade do Renner

Valdir de Moraes

Valdir de Moraes com a camisa do Renner, com a qual foi campeão gaúcho em 1954.
Valdir Joaquim de Moraes foi um dos maiores goleiros da história do Palmeiras. Vestiu a camisa do Verdão entre 1958 e 1968 em 482 jogos, segundo o Almanaque do Palmeiras, com 290 vitórias, 97 empates e 95 derrotas.

Começou a carreira no Renner, de Porto Alegre, em 1947.
A encerrou no Cruzeiro em 1969, passando em seguida a treinar goleiros.
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GRÊMIO ESPORTIVO RENNER
Legenda:
Nº DATA
PLACAR
CIDADE
COMPETIÇÃO
FT

1) 23/04/1939
Flamengo x Renner
Caxias do Sul
Amistoso
- 07/11/1948
Flamengo 3x1 Renner
Caxias do Sul
Primeira Divisão de Aspirantes 1948
2) 23/03/1952
Flamengo 1x2 Renner
Caxias do Sul
Amistoso
3) 28/03/1954
Renner 2x0 Flamengo
Porto Alegre
Amistoso
4) 06/06/1954
Renner 3x2 Flamengo
Porto Alegre
Campeonato Gaúcho 1954
5) 14/07/1954
Flamengo 1x0 Renner
Caxias do Sul
Amistoso
6) 08/08/1954
Renner 2x0 Flamengo
Porto Alegre
Campeonato Gaúcho 1954
7) 21/11/1954
Flamengo 0x1 Renner
Caxias do Sul
Campeonato Gaúcho 1954
8) 08/05/1955
Flamengo 1x3 Renner
Caxias do Sul
Campeonato Gaúcho 1955
9) 19/11/1955
Renner 2x0 Flamengo
Porto Alegre
Campeonato Gaúcho 1955
10) 15/04/1956
Flamengo 1x1 Renner
Caxias do Sul
Amistoso
11) 16/09/1956
Flamengo 1x2 Renner
Caxias do Sul
Campeonato Gaúcho 1956
12) 17/10/1956
Renner 6x2 Flamengo
Porto Alegre
Campeonato Gaúcho 1956
13) 08/06/1957
Renner 6x1 Flamengo
Porto Alegre
Campeonato Gaúcho 1957
14) 24/11/1957
Flamengo 0x1 Renner
Caxias do Sul
Campeonato Gaúcho 1957
15) 23/03/1958
Flamengo 0x3 Renner
Caxias do Sul
Amistoso
16) 21/04/1958
Flamengo 1x3 Renner
Caxias do Sul
Amistoso
17) 20/07/1958
Renner 1x0 Flamengo
Porto Alegre
Campeonato Gaúcho 1958
18) 30/10/1958
Renner 2x0 Flamengo
Porto Alegre
Campeonato Gaúcho 1958
19) 12/01/1959
Renner 0x1 Flamengo
Porto Alegre
Campeonato Gaúcho 1958
Amistoso
                        JG VT EM DE GF GS SG
MANDANTE         05 01   01 03   04 09 -05
VISITANTE           01 00   00 01   00 02 -02
AMISTOSO           06 01   01 04   04 11 -07
Campeonato Gaúcho
                        JG VT EM DE GF GS SG
MANDANTE        04 00   00  04  02  07 -05
VISITANTE          08 01   00  07  06  22 -16
C. GAÚCHO        12 01   00  11  08  29 -21
Geral
                        JG VT EM DE GF GS SG
MANDANTE       09 01  01   07  06  16 -10
VISITANTE         09 01  00   08  06  24 -18
GERAL                18 02  01   15  12  40 -28

MAIOR ESCORE PRÓ-RENNER COMO MANDANTE
Renner 6x1 Flamengo (08/06/1957)
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MAIOR ESCORE PRÓ-RENNER COMO VISITANTE
Flamengo 0x3 Renner (23/03/1958)
------------------------------------------------------------
MAIOR ESCORE PRÓ-CAXIAS COMO MANDANTE
Flamengo 3x1 Renner (07/11/1948)
------------------------------------------------------------
MAIOR ESCORE PRÓ-CAXIAS COMO VISITANTE
Renner 0x1 Flamengo (12/01/1959)
------------------------------------------------------------
MAIOR ESCORE DE EMPATE
Flamengo 1x1 Renner (15/04/1956)
------------------------------------------------------------
9. Nacional Atlético Clube - 1937


O Nacional foi fundado no dia 19 de setembro de 1937, como Departamento Desportivo da Viação Ferrea, por funcionários da Rede Ferroviária de Porto Alegre. Passou a se chamar Nacional Atlético Clube a partir de 1940.

O Nacional era o clube dos Ferroviários e durante muitos anos competiu com a dupla Gre-Nal e os demais co-irmãos pelos campeonatos da Cidade e, depois, o Campeonato Gaúcho.
A história do "Ferrinho", assim era conhecido por sua torcida.

As Cores

As cores do Nacional eram vermelho e preto.

O Estádio

Seu primeiro estádio foi o campo da Rua Arlindo; com a má situação financeira do Fussball Club Porto Alegre, o Nacional adquiriu o Estádio da Chácara das Camélias por 178 mil cruzeiros, em 1942.


No bairro Menino Deus, onde está o Supermercado Nacional, na av. José de Alencar, pouco antes da av. Getúlio Vargas, neste local era a "Chácara das Camélias", o Estádio do Nacional Atlético Clube.

Estádio Chácara das Camélias

Nome Oficial: Estádio Chácara das Camélias
Capacidade:
Endereço: Porto Alegre (RS)
Inauguração: 1923
Primeiro Jogo:
Primeiro Gol:
Recorde de Público:
Dimensões do Gramado:

Proprietário: Nacional Atlético Clube

Títulos

Campeonato da 2ª Divisão de Porto Alegre: 1941.
Torneio Início: 1950.

Craques e Ídolos


Tesourinha

Tesourinha no Vasco da Gama - RJ

O Nacional, foi seu primeiro clube que lhe acenou com um emprego e jogar de vez em quando. Tesourinha aceitou.
No final de 1954, Tesourinha foi dispensado pelo Grêmio e transferiu-se para o pequeno Nacional, onde jogou até setembro de 1957.
Osmar Fortes Barcelos era o nome deste gaúcho bom de bola que tinha o apelido de Tesourinha.
Nasceu em Porto Alegre no dia 12 de março de 1921. Foi um dos jogadores gaúchos mais laureados da história do futebol brasileiro.

Era um ponta direita extremamente hábil e técnico, que além de driblar com incrível facilidade e ainda chutava com precisão, o que lhe permitia ser mais do que um preparador de jogadas para ser também um artilheiro. Já foi eleito o melhor jogador do Internacional de Porto Alegre de todos os tempos. Pelo clube colorado conquistou oito títulos de campeão: 1940/41/42/43/44/45. 1947/48.

O Rolo Compressor, o "Rolinho"
Tesourinha, Ávila e Adãozinho, no Inter em 12.07.1945

Pelo Vasco da Gama foi campeão carioca nos anos de 1949/50 e 1952. Pela seleção brasileira conquistou os título de campeão da Copa Rocca em 1945, Copa Rio Branco em 1947 e o sul-americano de 1949.
No campeonato sul-americano de 1945 foi considerado pela crônica como o melhor jogador das Américas. Ainda na seleção brasileira, seria o ponta direita titular da equipe que disputou a Copa do Mundo de 1950. Infelizmente, para os brasileiros, Tesourinha se contundiu e ficou de fora da Copa. Jogou pelo Brasil 23 vezes e marcou 10 gols.
O Grêmio fez sua festa de despedida em 1957. No jogo Grêmio e Corinthians, no estádio Olímpico, pouco antes de começar a partida, Tesourinha entrou em campo vestindo a camisa do Nacional e acompanhando de seis garotos vestidos com as camisas dos clubes que ele defendeu.

Era o dia do Cronista. O craque respirou fundo tirou a camisa, as chuteiras e as meias, entregou tudo aos garotos e se encaminhou para o túnel chorando. Tesourinha saiu debaixo de aplausos e se transformava em uma das mais belas realidades do futebol brasileiro.

Lembrança

Lembrança

Bodinho

Nílton Coelho da Costa, o Bodinho (Recife, 16 de julho de 1928 — Porto Alegre, 22 de setembro de 2007) foi um jogador de futebol brasileiro.
***
Bodinho no Internacional - déc. 1950
***
O ano de 1950, marca a chegada de Bodinho no Rio Grande do Sul. Inicialmente, o jogador defendeu o Nacional de Porto Alegre

Seu apelido vem da força da sua cabeceada, na maioria das vezes indenfensáveis para os goleiros adversários. Atacante, começou a carreira no Íbis-PE em 1943, transferindo-se para o Sampaio Corrêa-MA no ano seguinte.

Em 1945, Bodinho transferiu-se para o Flamengo-RJ, onde permaneceu até 1949.
No Colorado, Bodinho passaria por um dos melhores momentos de sua carreira. Conquistou 5 Campeonatos Gaúchos, sendo que em 1955 conseguiu a maior média de gols por partida do Campeonato Gaúcho: marcou 25 gols em 18 jogos (média de 1,4 gols por partida). Ao lado de Larry, formou uma das maiores duplas de atacantes do futebol gaúcho.
Bodinho ainda teve existosa passagem pela Seleção Brasileira, onde conquistou o Campeonato Pan-Americano de futebol, na Cidade do México, em 1955. Marcou 3 gols em cinco partidas.

Bodinho faleceu em 2007, aos 79 anos, vítima de hepatite.

10. Porto Alegre Futebol Clube - 2006


O Porto Alegre Futebol Clube, mais conhecido como Porto Alegre, é o mais novo clube de futebol da cidade de Porto Alegre.

Foi fundado em 10 de junho de 2006.

No ano de 2009, o clube sagrou-se campeão da Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho, ganhando o direito de disputar a Primeira Divisão do Gauchão de 2010.

Time do Porto Alegre - 2008

História

O Porto Alegre foi fundado no dia 10 de junho de 2003, na zona sul de Porto Alegre, com o nome de Lami Futebol Clube.

Seu primeiro presidente foi Antônio Raul Gonçalves Fraga (que empresta o nome ao estádio do Porto Alegre).


Em seu primeiro ano de existência, o Lami participou do Campeonato Gaúcho da Terceira Divisão, sagrando-se campeão com uma rodada de antecedência. 


A partida do título ocorreu no dia 22 de outubro de 2003, na goleada do Lami por 5 a 0 sobre o Cruzeiro de Porto Alegre, com gols de Fabinho (duas vezes, terminando como artilheiro da competição), Claudemir, Cassius e Antônio. Treinada por Vacaria, a equipe marcou 32 gols e sofreu nove em dez jogos.

Foram sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota, justamente na última rodada, quando o Lami já havia assegurado o título.

Na campanha em que o Lami subiu para segundona gaúcha, o clube da zona sul da capital ficou o campeonato inteiro invicto jogando em seus domínios, o clube mostrava grande força jogando em sua casa, o que rendeu o apelido de "matador", dado pelos próprios torcedores.

Cores

O qual possuía as mesmas cores da bandeira brasileira: verde, amarelo, azul e branco.
A partir de 2006, o clube trocou de nome para Porto Alegre Futebol Clube e também alterou as cores, adotando o branco, o azul e o grená.

Clube

É atualmente administrado pelo ex-jogador Assis, irmão de Ronaldinho Gaúcho.

Em 2009, o clube conseguiu sua maior façanha: foi campeão da Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho, garantindo vaga na elite do futebol gaúcho em 2010.

Em 2009, o Porto Alegre disputou sua primeira competição interestadual. Foi a Recopa Sul Brasileira, convidado pela FGF. O tricolor do Lami acabou eliminado ainda na primeira fase pelo Joinville Esporte Clube.

Em sua estréia na elite, o Porto Alegre enfrentou as dificuldades que se eram esperadas. Fez uma campanha muito abaixo das espectativas de seus torcedores e terminou o campeonato com 11 pontos na 14º posição entre 16 clubes, se salvando na última rodada do rebaixamento, quando ao lado de sua torcida conseguiu vencer o Esporte Clube Avenida por 3 x 2 com gol do artilheito Hyantoni aos 40 minutos do 2º tempo.

Títulos

Campeonato Gaúcho - 2ª Divisão: 2009
Campeão

Campeonato Gaúcho - 3ª Divisão: 2003 - como Lami FC

Campeão

Ranking do Campeonato Gaúcho
Posição: 50º
Pontuação: 11 pontos

O Estádio - Parque Lami

Contam que o campo não tinha indício algum do moderno pavilhão que se ergue atualmente em 2010, que as partidas eram vistas em pé, agarrados aos alambrados, e não havia separação entre os torcedores da casa e os de fora.


Antigo estádio Parque Lami, capacidade 1500 pessoas

O antigo estádio Parque Lami, tem a homenagem ao ex-presidente do Lami Antonio Raul Gonçalves Fraga.

Antigo estádio Parque Lami

Estádio do Porto Alegre
O novo estádio do Lami tem capacidade para 2800 torcedores.

Estádio do Porto Alegre

Atual Parque Lami

Torcedores

Reformas

O Centro de Treinamentos do Lami possui três campos de treino, academia, vestiários, departamento médico, além de acomodações para 40 atletas com refeitório, auditório e sala de jogos. O CT está localizado na Estrada Edgar Pires de Castro, nº 11.100, onde o Porto Alegre disputa seus jogos com mando de campo no recém reformado estádio João da Silva Moreira.

Além das reformas no estádio João da Silva Moreira (novo gramado, arquibancada coberta, tribunas, cabines de imprensa, ambulatório médico, seis novos vestiários, bares, banheiros, enfim, todas as novas dependências), os dois prédios, vestiários de treinamento, rouparia, departamento médico, fisioterapia, academia, sala de palestras e dormitórios passaram por reformas. Os quartos ganharam novas camas - com colchões tipo box -, cortinas e foram pintados.

Contradições

O PORTO ALEGRE - Do Centro da capital gaúcha até Lami, bem ao sul, são quase trinta quilômetros. Cruzam-se morros, vê-se os prédios minguarem até a inexistência. As características de um BURGO de mais de 1 milhão de habitantes somem e deixam o horizonte livre para ganhar um aspecto COLONIAL.


Talvez não suficientemente interiorano, mas o contraste com a maior aglomeração urbana faz com que seu estádio esteja no fim de mundo. Nos tempos de Lami Futebol Clube, o estádio deveria compactuar com a situação. Mas hoje há dinheiro.


Acesso Estrada Edgar Pires de Castro

Assis e Ronaldinho Gaucho emergiram investimentos e cambiaram o time. Primeiro, o nome, para Porto Alegre Futebol Clube. No escudo, como que para dizer que ali começava uma nova história, o ano escrito não é o 2003 de fundação do Lami, mas o 2006 que marcou todas as alterações.

Depois, as verbas se destinaram à estruturação do clube, objetivando formar e vender promessas. O Parque Lami, separado da URBE por estradas SINUOSAS, nem está concluído e já tem condições de ser um dos melhores estádios da Segundona. Organizado, bem pintado e confortável, com raridades extremas como banheiros limpos.
Para se chegar lá, Muitos porto-alegrenses jamais se dignaram a ir para o Lami.

O Lami: na área rural, cisma em contrariar certos professores de geografia, que dizem que Porto Alegre é completamente urbanizada. O Lami: na maior parte do tempo, nada mais é, do que um nome numa placa.

Como o seu bom estádio, não aparece no horizonte. Situado ao largo da interminável Rua Edgar Pires de Castro, o campo é distante mesmo para os que trabalham nos seus arredores:
– Ah, é bastante longe. Tem dois quebra-molas e mais um pouquinho pra frente – diz o frentista de um posto localizado na própria rua.


O OÁSIS, mais do que metáfora, o estádio fica ao lado de um parque aquático, o que talvez explique o emblema com jeito de logo de resort que o Lami F.C. possuía. Para zelar pelo patrimônio, seguranças engravatados circulam por todo o complexo. O Porto Alegre F.C. sequer cobra ingressos, a entrada no jogo é franca, mas para acessar o estádio é preciso dizer, no pórtico, o nome e a equipe para que se torce. Os visitantes são encaminhados para o seu lugar, num canto de visão prejudicada atrás do gol.

Parque Aquático

Antigo Parque Lami

Quem segue o Porto Alegre vive no Lami, pelo que o nome antigo do clube fazia muito mais sentido. Isolados no recanto mais sulino da capital, aceitaram bem a idéia de ter um time oficial perto para apoiar. E justamente pelo isolamento o Porto Alegre conseguiu que os públicos do Lami fossem invejáveis pelos bem mais tradicionais Cruzeiro e Zequinha.

O Lami na Terceirona

O Lami na Terceirona


Pelas arquibancadas, além de detectar duas redes de internet sem fio dentro do estádio (uma delas exclusiva para os vestiários, na mais perfeita SÍNTESE da diferença da estrutura do Porto Alegre para a maioria das equipes do Estado), é possível ouvir histórias de quem acompanha o time desde o princípio.  Recordam, que o Lami F.C. possuía uma animada charanga, que se desfez quando das mudanças de 2006.

O Limite

O Limite

Uma espécie de “síndrome de Chelsea”. Assim como alguns dos velhos fãs do clube inglês se distanciaram da equipe quando as libras do russo Abramovich transfiguraram a sua alma (apesar de transformá-lo numa potência), parte dos que seguiam o Lami se desmobilizou com os investimentos de Assis.

Os que restaram sentam-se no seu estádio moderno, veem seus jogadores razoáveis-para-bons no campo, e encaram as provocações que o dinheiro abundante causa – e que os visitantes nunca esquecem de fazer.

Nesta quinta-feira, a torcida do Pelotas fazia ecoar: “vocês deram a bunda pro Ronaldinho!”

Mas vamos em frente!

Praia do Lami - zona Sul de Porto Alegre


Os Primeiros tempos do
Futebol de Porto Alegre

O futebol porto-alegrense acompanha o desenvolvimento natural do nobre esporte bretão em toda a extensão do Rio Grande do Sul. A forte base germânica advindos colonizadores alemães, praticantes de diversos esportes, alicerçou a modalidade do futebol no Estado.

Os colonos que se estabeleceram na região sul fundaram os primeiros clubes esportivos e sociais, adotando a prática do futebol e difundindo o esporte através dos pampas. A propagação futebolística se estendeu até a capital gaúcha, onde os alemães são considerados precursores da modalidade.

Houve, também, intensa influência platina, quando do estreitamento de laços entre brasileiros e uruguaios.

Este influxo platino é percebido ainda nos dias de hoje, incorporado à marcação forte, a uma vontade ímpar de ganhar e ao estilo que prima pelo conjunto em detrimento da técnica individual dos times porto-alegrenses.

Por influência dessas escolas futebolísticas, o futebol aqui praticado correntemente é tachado de violento, por sua fibra e virilidade.

Linha de Tempo 1903 ..........2006

1903 O marco inicial da história do futebol porto-alegrense se deu quando, a 7 de setembro de 1903, o Sport Club Rio Grande visitou a capital dos pampas (Porto Alegre) em excursão. Por influência de tal acontecimento, oito dias depois ocorreu o surgimento dos dois primeiros clubes de futebol porto-alegrenses. Em 15 de setembro, fundou-se o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e o Fuss-Ball Club de Porto Alegre, ambos de origem alemã. O Fuss-Ball encerraria suas atividades na década de 1940.
1904 Disputou-se a primeira partida de futebol entre clubes em Porto Alegre, no embate entre o Grêmio e o Fuss-Ball, em 6 de março. Foi fundado um torneio citadino de nome Wanderpreis (do alemão, “troféu móvel”), patrocinado pelo Banco Alemão.
Disputado em jogos que ocorriam a cada seis meses, se sagrava campeão aquele que vencesse umasérie de três jogos consecutivos.
1907 O torneio Wanderpreis passa a ser disputado através de partidas realizadas anualmente.
1909 Em 31 de maio, o ex-jogador do Grêmio, Georg Black fundou o Fuss-Ball Mannschaft Frisch Auf, time de futebol da Sociedade Ginástica de Porto Alegre - SOGIPA. Dias depois, em 4 de abril, os irmãos paulistas Henrique, José e Luís Poppe fundaram o Sport Club Internacional.
Em 18 de julho deste mesmo ano aconteceria o primeiro embate da mais célebre rivalidade entre equipes gaúchas: o GRE-NAL.
Vitória do Grêmio sobre o Internacional por 10 a 0.
O Militar Foot-Ball Club, formado por alunos da Escola de Guerra começou a figurar entre as equipes praticantes do futebol; poucos anos depois, deixou de existir.
1912 Ano em que foi fundado o Sport Club Americano, no dia 4 de julho, mas deixaria de existir na década de 1940.
1913 Um grupo de jovens estudantes do Colégio São José, pertencentes à Sociedade Juventude dos Moços Católicos, fundouo Esporte Clube São José em 24 de maio. Em 14 de julho do mesmo ano foi fundado o Esporte Clube Cruzeiro.
1915 No primeiro dia do ano deu-se a fundação do Concórdia Foot-Ball Club. No dia 21 de outubro, foi fundado o Sport Club Ruy Barbosa. Criou-se a Liga da Canela Preta, formada exclusivamente por jogadores negros, que não eram aceitos nos grandes clubes de Porto Alegre.
1917 Fundação do Ypiranga Foot-Ball Club, no dia 15 de março. O Frisch Auf deixa de existir.
1918 A Federação Rio Grandense de Futebol - FRGF foi fundadano dia 18 de maio, numa casa situada na rua General Câmara, no centro da capital. Resultante de divergências desporto da capital, a entidade assumia a incumbência de controlar e dirigir o futebol no Estado.
1922 No dia 8 de setembro, funcionários da Companhia de Força e Luz da cidade fundaram o Grêmio Sportivo Força e Luz. Na década de 40, o clube receberia outras duas denominações: Rio Futebol de Campo em Porto Alegre-RS e Esporte Clube Corinthians Porto Alegrense.
1927 Foi fundado, no dia 29 de agosto, o Club Athletico Bancário.
1928 Americano, Cruzeiro e Internacional foram os pioneiros na quebra da segregação racial, ao incorporarem jogadores negros ao seu plantel. O futebol porto-alegrense passa a perder um pouco de seu caráter elitista.
1929 A Associação Metropolitana Gaúcha de Esportes Athleticos - AMGEA passa a promover o certame da Cidade de Porto Alegre.
1931 Aos vinte e sete dias do mês de julho, é fundado o Grêmio Esportivo Renner, nascido em meio ao modesto círculo esportivo de operários pertencentes à firma que emprestou ao clube o nome.
1937 Criação do Nacional Atlético Clube, formado e administrado pela classe ferroviária, no dia 16 de abril. A partir deste ano, foram realizados os primeiros campeonatos profissionais da cidade.
1941 A Federação Rio Grandense de Futebol assume a organização e realização do campeonato citadino de Porto Alegre.
1952 Em fevereiro deste ano, por um ato do presidente do clube Saturnino Vanzelotti, o Grêmio acabou com um preconceito que já durava quarenta e nove anos: o de não aceitar jogadores negros em sua equipe. Osmar Fortes Barcellos, o “Tesourinha”, quebrou esta tradição ao ser contratado.
1954 Inauguração do estádio do Grêmio, o Olímpico (que mais tarde passaria a ser chamado de Olímpico Monumental), na época o maior estádio privado do país.
1956 A Seleção Brasileira “Gaúcha”, que disputou o 2ºCampeonato Pan-Americano de Futebol na Cidade do México, contou com dezenove atletas que atuavam em clubes de Porto Alegre: oito jogadores do Internacional, oito do Grêmio, dois do Renner e um do Nacional. O título ficou de posse do selecionado gaúcho, ao empatar com a Seleção Argentina na final.
1959 Ano das falências para o futebol porto-alegrense: Força e Luz, Renner e Nacional encerraram suas atividade esportivas.
1969 Inauguração do estádio do Internacional, o José Pinheiro Borda (popularmente conhecido como “Gigante da Beira-Rio”), no domingo de 6 de abril. Em 12 de outubro surgiu a primeira torcida organizada de Porto Alegre, a Torcida Organizada Camisa 12, que tinha o objetivo de representar o “décimo segundo jogador” junto ao Sport Club Internacional.
1972 Retorno do Força e Luz na Copa Governador do Estado.
1975 O Internacional vence o campeonato brasileiro pela primeira vez em sua história, ao derrotar, em 14 de dezembro, o Cruzeiro-MG por 1 a 0, gol marcado pelo chileno Elias Ricardo Figueroa Brander.
1976 O Internacional obtém seu bicampeonato brasileiro, vencendoo Corinthians-SP por 2 a 0. 1979 Ano do tricampeonato do Internacional, alcançado de forma invicta, numa vitória sobre 2 a 1 diante do Vasco da Gama-RJ. Tal feito jamais foi igualado.
1981 O Campeonato Brasileiro deste ano foi conquistado pelo Grêmio, numa vitória sobre o São Paulo, com um único gol de Baltazar.
1983 O Grêmio se sagra campeão da Taça Libertadores da América, com uma vitória de 2 a 1 sobre o Peñarol do Uruguai, em 28 de julho. No mesmo ano, o Grêmio vence o Mundial Interclubes ao derrotar, por 2 a 1, o Hamburgo SV da Alemanha, no Estádio Nacional de Tóquio, Japão.
1984 A Confederação Brasileira de Futebol - CBF convocou o time inteiro do Internacional para representar a Seleção Brasileira na disputa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles. O selecionado, que ficou conhecido como “Sele/Inter”, conquistou a medalha de prata, ao ser derrotado por 2 a 0 na final contra a França.
1989 No primeiro ano da realização da Copa do Brasil, o Grêmio se tornou campeão da competição: 2 a 1 contra o Sport Recife-PE, no Estádio Olímpico.
1992 O Internacional conquista o título da Copa do Brasil, sobre o Fluminense-RJ, por 1 a 0. O gol foi de pênalti, convertido pelo zagueiro Célio Silva.
1994 Neste ano, o Grêmio obteve o bicampeonato da Copa do Brasil. A equipe comandada por Luiz Felipe Scolari venceu o Ceará por 1 a 0, gol de Nildo.
1995 O Grêmio venceu sua segunda Taça Libertadores da América, batendo o Atlético Nacional de Medellín, e, meses mais tarde, conquistou a Recopa Sul-Americana no Japão.
1996 O G. E. Renner ressurge como Renner São José, parceria com duração até o ano 2000. O Grêmio conquista seu bicampeonato brasileiro, ao derrotar a Portuguesa de Desportos-SP, por 2 a 0.
1997 O Grêmio foi até o Estádio do Maracanã-RJ para conquistarn o tricampeonato da Copa do Brasil ao empatar com o Flamengo-RJ em 2 a 2.
2001 Tetracampeonato da Copa do Brasil, conquistado pelo Grêmio sobre a equipe do Corinthians-SP.
2003 Fundou-se o Lami Futebol Clube, mais recente equipe porto- alegrense, em 10 de junho.
2005 Neste ano, os números da clássica competição Grêmio – Internacional (Gre-Nal) totalizavam 116 vitórias / 487 gols para o Grêmio e 136 vitórias / 522 gols para o Internacional, com 111 empates, considerando-se um total de 363 jogos.
2006 Fundação do Porto Alegre Futebol Clube, na zona sul.

As Forças do Futebol na Capital

Situação atual Porto Alegre, no século passado, foi o berço de diversas equipes de futebol, muitas delas hoje já extintas.

Mas a paixão que o gaúcho, sobretudo o porto-alegrense, sente pelo futebol perdura e é muito bem representada pelos atuais grandes da capital do RS: - Grêmio e Internacional. Estes ícones do futebol nacional mantêm as tradições gaúchas desta modalidade: - a raça, a força e a coletividade.

O Grêmio é o clube da capital que conta com a maior torcida, 4 milhões de torcedores por todo o território brasileiro.

O Internacional ocupa a segunda colocação, totalizando cerca de 3 milhões de torcedores no Brasil inteiro.

Atualmente, o São José é a terceira maior força da capital, sendo estimado até por torcedores de outras equipes.

Curiosidades do Futebol

Luiz Carvalho, um dos maiores atacantes da história gremista, se despediu duas vezes do GRENAL. A primeira foi em 1934, com derrota de 2 a 1. Voltou em maio de 1938 e jogou mais quatro GRENAIS, até a despedida final em primeiro de novembro do mesmo ano. Luiz Carvalho jogou 29 clássicos e marcou 17 gols.
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O goleiro Manga, o “Manguita Fenômeno”, jogou o GRENAL pelos dois lados. Na fase colorada, entre 1974 e 1977, Manga jogou 19 clássicos, com dez vitórias, cinco empates e quatro derrotas. Levou 16 gols. Na sua passagem pelo Grêmio, na temporada de 1979, “Manguita” disputou 4 clássicos, com dois empates, uma vitória e uma derrota. Sofreu quatro gols.
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O Dr. Luiz Pinto Chaves Barcellos, foi o presidente mais jovem a assumir a presidência do Grêmio. Quando foi eleito em 1924, tinha apenas 24 anos.
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O saci, figura símbolo do Inter, foi criado na década de 50. Quando surgiu era chamado de negrinho. O símbolo saiu das páginas esportivas da antiga Folha Desportiva e do jornal A Hora.
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 A antiga denominação do estádio Alfredo Jaconi, antes de 1954, era Quinta dos Pinheiros.
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A maior bandeira do mundo está no Rio Grande do Sul. Ela é do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e foi confeccionada por integrantes do consulado gremista em Antônio Prado a partir de janeiro de 99. A bandeira aberta cobre 33.300 pessoas. Seu peso é superior a 1,2 automóveis Celta. Foram utilizados mais de 23 quilômetros de linha para costurar a bandeira. Seu tamanho é 111 metros de comprimento por 60 metros de largura. Seu peso é de 1.030 kg. O custo total foi de R$ 30.000,00.
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O Grêmio conquistou a 1ª vitória do futebol gaúcho sobre o futebol paulista. A partida foi realizada em 19 de maio de 1935 no Estádio da Baixada. O tricolor venceu o Santos por 3 a 2. Os gols do Grêmio foram marcados por Castillo, Veroneze e Dario, os santistas marcaram com Fried e Mario Seixas.
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Nos anos 50, o Inter possuia um animal que servia de amuleto e dava sorte: Chica, uma cabrita malhada que era levada em quase todos os jogos do colorado em Porto Alegre. Na casa do adversário era comprado um ingresso para Chica e ela era instalada em uma cadeira numerada.
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A DPC – Departamento de Propaganda e Cooperação foi a primeira torcida organizada a surgir no Rio Grande do Sul e pertencia ao Inter. A DPC era ligada à diretoria e seus integrantes que iam a campo com uma blusa vermelha.
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O Estádio Colosso da Lagoa do Ypiranga de Erechim é o maior estádio do interior gaúcho. Tem capacidade para 35 mil espectadores. Na partida inaugural o Santos F.C. venceu o Grêmio por 2 a 0. Este jogo contou com a presença do maior atleta do século, Pelé, que foi autor de um dos gols, o outro foi anotado por Léo. O gol de Pelé foi o de número 1040, motivo pelo qual a Rádio Tupy, do RJ, cujo prefixo é 1040, prestou uma homenagem especial ao Rei do Futebol. Naquela noite o Colosso da Lagoa ganhou um padrinho: Pelé.
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Em 15 de março de 1931, foi inaugurado o Estádio dos Eucaliptos de propriedade do Sport Club Internacional. O estádio com arquibancadas de madeira recebeu o nome de Eucaliptos em função da ini­ciativa de Oscar Borba, que cercou a área com mudas de eucaliptos trazidos de Viamão. A primeira partida foi diante do arqui-rival, o Grêmio Porto Alegrense, e a vitória foi colorada, 3 a 0, com gols de Jawell.
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O Inter foi o primeiro clube gaúcho a vencer um clube paulista no Pacaembu, São Paulo. A partida aconteceu em 28 de maio de 1967 e valia pela fase final do Torneio Roberto Gomes Pedrosa. O Inter bateu o Corinthians por 1 a 0, gol de Lambari, que acabou sendo homenageado com a exposição de suas chuteiras numa vitrine da Rua da Praia em Porto Alegre.
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O lendário ponta direita colorado, Osmar Fortes Barcellos, o Tesourinha, que atuou no clube entre 1939 e 1949, não recebia salários pelo seu trabalho. Tesourinha jogava em troca de 1 litro de leite por dia.
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Lara, lendário goleiro gremista, que defendeu o clube de 1920 a 1935, ano em que morreu, tornou-se atleta símbolo do Grêmio por seu brio, sua coragem e sua paixão pelo tricolor. Seu nome faz parte do hino do clube, composto por Lupicínio Rodrigues. Diz o trecho: “Lara o craque imortal soube o teu nome elevar hoje com o mesmo ideal nós saberemos te honrar”.
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O 1º estatuto do Grêmio possuia uma cláusula muito especial. Era dever de todo gremista comunicar o clube quando esse se ausentasse da capital gaúcha, informando para onde iria, o tempo de permanência e a data do retorno.
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Em 26 de julho de 1931 foi realizado o primeiro jogo noturno no Rio Grande do Sul. O Grêmio jogando no Estádio da Baixada venceu o Inter por 2 a 0. A garotinha Ruth Antunes, filha do ex-presidente gremista Álvaro Antunes foi quem acendeu as luzes do estádio. Os gols foram marcados por Luiz Carvalho e Foguinho.
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A primeira divergência entre gremistas e colorados aconteceu na organização do primeiro GRENAL. O Internacional, desafiante, queria pagar as despesas da festa de confraternização. O Grêmio insistiu em bancar os gastos e só convenceu o rival depois de ameaçar cancelar o jogo.
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 Diego Armando Maradona, maior jogador argentino da história e um dos melhores do século 20, atuou uma única vez em gramados gaúchos. No dia 27 de junho de 1980, Maradona que na época atuava pelo Argentino Juniors esteve pela primeira e única vez, em Porto Alegre. O jogo amistoso foi disputado contra o Grêmio que venceu a partida por 1 a 0 gol de Leandro.
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A primeira transmissão esportiva feita do estádio da Taba Índia do Guarany de Cruz Alta aconteceu em 9 de março de 1947, realizada pela Rádio Cruz Alta.
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O Estádio Alfredo Jaconi do Juventude foi construído entre 1972 e 1975. Seu nome é uma homenagem a um de seus jogadores símbolos, que também exerceu as funções de técnico e diretor do clube.
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O falecido presidente da república João Batista Figueiredo era um assumido torcedor do Grêmio. Sua paixão pelo tricolor chegou ao ponto de assistir a um GRENAL que terminou empatado em 1 a 1. Sua foto com a camisa do clube ornamenta uma das salas do estádio Olímpico.
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Larry Pinto de Faria, ídolo colorado dos anos 50, foi o primeiro jogador do Inter a exercer um mandato político. Larry elegeu-se deputado estadual pela UDN em 1962.
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A Chácara dos Eucaliptos, inaugurado em 1912 foi o primeiro campo oficial do Inter.
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O mosqueteiro, mascote do Grêmio foi criado em 1946 pelo chargista Pompeo.
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A maior goleada que o Grêmio aplicou em sua história aconteceu em 25 de agosto de 1912, 23 x 0 no Sport Clube Nacional de Porto Alegre. O jogador Sisson marcou 14 gols.
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Ao vencer o Flamengo por 3 a 1 em 15 de novembro de 1950, o Grêmio tornou-se o primeiro clube não carioca a atuar no estádio Maracanã, conseqüentemente, o primeiro clube gaúcho a jogar neste templo do futebol mundial. Os gols gremistas foram marcados por Geada, Clori e Balejo, Washington descontou para os cariocas.
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O torcedor símbolo do Inter nos anos 40 chamava-se Charuto. Ele entrava no estádio e bebia de graça.
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O primeiro jogador negro a atuar pelo Inter foi Dirceu Alves, que era zagueiro, no ano de 1925.
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Na era Beira-Rio, o técnico Rubens Minelli é o detentor do recorde de permanência no cargo: 3 anos, 11 meses e 10 dias.
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A maior goleada aplicada pelo Inter em clássicos GRENAIS aconteceu em 17 de setembro de 1948, Inter 7x0.
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O Estádio Olímpico foi inaugurado em 19 de setembro de 1954 no jogo Grêmio 2x0 Nacional de Montevidéu. Vitor marcou os gols do tricolor.
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Nos 10 primeiros Campeonatos Nacionais de 1971 a 1980 em apenas um ano o Inter não ficou entre os primeiros 5 colocados, foi em 1977 quando a equipe colorada acabou na 25ª posição.
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A maior invencibilidade do Inter na sua história ocorreu no ano de 1984, sob o comando do técnico Otacílio Gonçalves da Silva Jr., o colorado chegou a incrível marca de 39 partidas sem perder. Foram 26 vitórias e 13 empates. A seqüência foi quebrada em 21/10/1984 pelo Santa Cruz que bateu o Inter por 2 a 1 em Santa Cruz do Sul pelo Gauchão daquele ano.
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O Esporte Clube São José de Porto Alegre, foi o primeiro time Sul Americano a viajar de avião. A FIFA registra a excursão inédita do Zequinha à Pelotas em 1927, num hidroavião. A viagem ocorreu no domingo, 05 de junho, e durou 2 horas. A VARIG que possuía apenas 1 hidroavião modelo Dornier Wal, solicitou na semana que antecedeu a viagem o peso exato dos jogadores para obter o melhor desempenho do hidroavião. O vôo teve como comandante Rodolfo Cramer. Depois desta epopéia, o São José só voltou a viajar de avião em 1959 para jogar contra o 14 de Julho em Passo fundo.
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O Grêmio Esportivo Renner, campeão gaúcho de 1954, era conhecido também como o time dos “Industriários”. Seu estádio o “Tiradentes” ficou conhecido como “Waterloo”, porque ali o time da casa era quase imbatível. O grande time campeão conquistou o título daquele ano por antecipação ao derrotar o estreante Juventude de Caxias do Sul por 9 a 2. O Renner foi fechado em 1958.

Fontes:

Pesquisas realizadas por Sidney Barbosa da Silva
Fontes: Relatório da Federação "Rio Grandense" do ano de 1948; Esporte Ilustrado, de 26 de fevereiro de 1942; Almanaque Esportivo do Rio Grande do Sul dos anos 1944, 1945, 1947, 1948, 1954, 1955, 1956, 1957; e Arquivo Campeões do Futebol
Página adicionada em junho/2007; atualizada e revisada em Janeiro/2010
Acervo do jornal Zero Hora (2005). Porto Alegre.
Acervo do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa (2005). Porto Alegre.
Almanaque do Correio do Povo (1916). Porto Alegre.
Boletim da FRGF (jan./fev. 1956). Deliberações da diretoria e dapresidência. Porto Alegre.
Memorial Hermínio Bittencourt (2005). Porto Alegre.
Revista Placar (1994). 80 Anos de Seleção Brasileira.
Coimbra, David Cia; Noronha, Nico (1994). A História dos Grenais.
Porto Alegre. Artes e Ofícios Editora.
Filho, Mario (2003). O Negro no Futebol Brasileiro. Mauad.
Freitas, César (2004). Revista Goool. Porto Alegre. Editora Cycnus.
Helal, Ronaldo; Soares, Antonio & Salles, José (2004). Futebol.
Atlas do Esporte Brasileiro.
Amaro Jr., J. (1946). Almanaque Esportivo. Porto Alegre. Gráfica
Thurmann.
Mascarenhas de Jesus, Gilmar (2001). A bola nas redes e o enredo
do lugar: uma geografia do futebol e de seu vento no Rio Grande do
Sul. Tese de Doutorado em Geografia, Programa de pós-graduação
Fonte das Informações: www.gremio.net e Arquivo Campeões do Futebol
Pesquisas realizadas por Sidney Barbo

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